<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052</id><updated>2011-11-06T23:44:21.673-08:00</updated><category term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Laboratorio Chimico</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>137</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-3195543814203364121</id><published>2011-07-15T06:18:00.000-07:00</published><updated>2011-07-15T06:40:35.728-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Furthur &amp; the Acid Tests (Ken Kesey &amp; the Merry Pranksters)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-HsypfrIXr3o/TiA_a69bcgI/AAAAAAAAApw/mKDNDVYfR40/s1600/furthur_ogbus.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 247px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-HsypfrIXr3o/TiA_a69bcgI/AAAAAAAAApw/mKDNDVYfR40/s320/furthur_ogbus.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629569265949176322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na ontologia dos Shadoks, o insólito povo saído da cabeça de Jacques Rouxel, há autocarros de três tipos: os autocarros que andam pela direita, os autocarros que andam pela esquerda, e os autocarros que não andam nem de uma maneira nem de outra, mas a estes autocarros chamamos caçarolas. Pois há caçarolas com uma pega à direita, caçarolas com uma pega à esquerda e as caçarolas que não têm nenhuma pega, mas a estas chamamos autocarros. Porém quem estiver bem lembrado, saberá que as caçarolas são um tipo de passador, ou seja, um instrumento composto pelo interior, pelo exterior e pelos buracos; mas os buracos não são importantes, pois na verdade – e este é o teorema - a noção de passador é independente da noção de buraco e vice-versa. Logo, o que há a reter é que o autocarro não precisa de buracos para ser um passador nem de nenhuma pega para ser uma caçarola. Pelo que, os autocarros são, então, instrumentos de passagem e de gastronomia, que é como quem diz, laboratório de tranformação e reacção química, mas também, por um efeito de disseminação metonímica e metafórica, lugar de passagem e transformação física, alquímica, metafísica, psíquica, social e, até, poética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/TMt6TDQe4nQ" allowfullscreen="" width="425" frameborder="0" height="349"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Further ou &lt;a href="http://www.nofurthur.com/historic.html"&gt;Furthur&lt;/a&gt; foi um desses autocarros que transformou a vida de todos aqueles que aceitaram a sua convocatória e se deixaram seduzir pela superfície policromática da sua chapa metálica exterior e pelo pulsar onírico do seu estofo humano interior. Ken Kesey comprou em 1964, por 1500 dólares, um autocarro escolar da marca International Harvester e com a ajuda de amigos remodelou-o por dentro e por fora e pintou-o com cores e formas psicadélicas, com o propósito de transportar uma excursão psicodrómica através dos Estados Unidos, incluindo o próprio autor de Voando sobre um Ninho de Cucos e a sua trupe, os Merry Pranksters, formada e composta pelo seu melhor amigo, Ken Babbs, pelo poeta beatnick Neal Cassidy, por Hugh Romney mais conhecido como o palhaço activista Wavy Gravy, pelo grupo The Warlocks que nos finais de 1965 se tornariam nos lendários Grateful Dead, pelo jornalista Paul Krassner, pelos cinco escritores que ficaram conhecidos como os Kentucky Fab Five, por Carolyn Garcia ou the Mountain Girl, entre outras e outros ilustres personagens da aventura narrada por Tom Wolfe, em 1968, na sua novela jornalística The Electric Kool-Aid Acid Test. O propósito da viagem era experimental e sociológico e implicava um movimento histórico e geográfico contra-cultural. Se a história dos Estados Unidos tinha acontecido de Este para Oeste, a viagem era agora da Califórnia para Nova York – pois o destino era efectivamente a New York World’s Fair, uma exposição “universal e internacional” sob o lema “Peace through Understanding” – e experimentava os efeitos do encontro entre um grupo de hippies sob o efeito de alucinogéneos e os pacatos habitantes de uma América banal e conformista que eram convidados a experimentar LSD, numa época em que ainda era legal (apenas em Outubro de 1966 a droga seria ilegalizada nos EUA).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/d02WrDeOLqs" allowfullscreen="" width="560" frameborder="0" height="349"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As viagens haveriam de repetir-se nos anos seguintes, alternando com festas, na área da Baía de São Francisco que ficaram conhecidas como Acid Tests e que incluíam performances musicais dos Grateful Dead, luzes negras e estroboscópicas, pinturas fluorescentes e muitas trips e happenings induzidos pelo ácido lisérgico, marcando a passagem da Beat Generation para o movimento Hippie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/hDSes1bQjKM" allowfullscreen="" width="560" frameborder="0" height="349"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som de fundo desta crónica foi precisamente o arquivo sonoro destes Acid Tests gravado pelos Grateful Dead e pelos Merry Pranksters durante esses anos de 1965 a 1967, nomeadamente “Caution do not Step on Tracks”, a primeira faixa do vol.1 destes Acid Test Reels ,“Stage Chaos and More Power Rap”, tal como ainda “Ken Babbs and Harmonica” e a muito lisérgica “Peggy the Pistol”. Ficámos assim muito bem acompanhados nestes minutos finais do Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras, até a um próximo renascimento ou outro avatar… See You later, Alligator!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-3195543814203364121?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/3195543814203364121/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=3195543814203364121' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3195543814203364121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3195543814203364121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2011/07/furthur-acid-tests-ken-kesey-merry.html' title='Furthur &amp; the Acid Tests (Ken Kesey &amp; the Merry Pranksters)'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-HsypfrIXr3o/TiA_a69bcgI/AAAAAAAAApw/mKDNDVYfR40/s72-c/furthur_ogbus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-7753317112179224585</id><published>2011-06-02T12:18:00.000-07:00</published><updated>2011-06-02T12:29:43.979-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Dr. Teeth and The Electric Mayhem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-wAK52Oz3joA/Tefj14qnvDI/AAAAAAAAApk/AQvvHYTvAxI/s1600/Electricmayhemposter.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 276px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-wAK52Oz3joA/Tefj14qnvDI/AAAAAAAAApk/AQvvHYTvAxI/s320/Electricmayhemposter.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613705975424334898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta crónica começámos por escutar “Jam” interpretado por Dr. Teeth and The Electric Mayhem, com Dr. Teeth nas teclas e voz, Sgt. Floyd Pepper na guitarra-baixo, Zoot no saxofone, Janice na guitarra principal e, por último, mas não por ser o pior, ou talvez sim, o tresloucado Animal na bateria. Tratava-se, nada mais, nada menos, do que da banda residente do espectáculo televisivo The Muppet Show, criado por Jim Henson em 1974, mas tendo as primeiras ideias para o programa começado a surgir nos finais dos anos 60, ele foi obviamente contaminado pelo movimento contra-cultural e pela música que dele brotou. As figuras da banda são caricaturas felpudas do universo hippie e psicadélico: Sergeant Floyd Pepper é literalmente uma mistura entre a personagem do álbum dos Beatles – está vestido com um uniforme vermelho muito semelhante - e a rosidade electrizante dos Pink Floyd – já que o corpo da marioneta é mesmo feito de pelúcia rosa e outras pilosidades laranja; Janice é a outra guitarrista e também co-vocalista e ressoa obviamente o nome da cantora Janis Joplin; Zoot, o saxofonista de cabelo azul – e o Blues serve eficazmente para traduzir a sua natural melancolia - é de poucas palavras, já que prefere substitui-las por breves notas musicais que sopra por vezes do seu saxofone; Animal é o feroz baterista, possuído constantemente pela energia electrizante do jazz e do rock; e, finalmente, Dr. Teeth, o líder da banda, manipulado pelo próprio Jim Henson, evoca, talvez, a extravagância de músicos como Elton John ou Dr. John, mas todos eles reunidos formam um colorido e histérico agrupamento fiel ao espírito “flower power” e ao slogan “sexo, drogas e rock’n’roll” das bandas da época. No filme The Muppet Movie, de 1979, o grupo viaja num autocarro multicolor denominado The Electric Mayhem Bus, que é uma referência clara ao grupo que orbitava à volta de Ken Kesey, os Merry Pranksters, os quais também viajavam pela América num autocarro escolar pintado com cores psicadélicas para promover a libertação da mente pelo uso de psicotrópicos e cujas aventuras foram registadas no famoso livro de Tom Wolfe, “The Electric Kool-Aid Acid Test”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/D43clDUzU6A" allowfullscreen="" width="425" frameborder="0" height="349"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Muppet Show era como uma longa série de momentos de alucinação, onde não faltavam as experimentações musicais e vocais, como na famosa versão do “Mahna Mahna”, de Piero Umiliani, a que já nos referimos em anterior crónica, o momento em que Gonzo rói um pneu de borracha ao som do “Voo do Moscardo”, ou aquele em que se canta “Pensylvania 6-5000” com pífaros ou ainda “Lady of Spain”, interpretado por The Amazing Marvin Suggs e o seu Muppaphone que escutámos no fim da crónica, mas não sem antes darmos atenção a uma outra produção psicadélica de Jim Henson, em colaboração com Raymond Scott. Trata-se de “Limbo: the Organized Mind”, uma criação de 1967 mas que foi transmitida apenas em 1974, no programa The Tonight Show, apresentado por Johnny Carson. Nessa apresentação televisiva via-se um rosto cuja boca e olhos eram manipulados em tempo real por Jim Henson e outros marionetistas, relatando a experiência reflexiva da consciência e a forma como as memórias e outros fenómenos psicológicos – sensações, percepções e emoções - estariam organizados na mente. (Embora a dada altura as coisas não apareçam tão organizadas quanto isso!) Trata-se portanto, no mais explícito sentido, de uma obra psicadélica, na medida em que tenta tornar manifesta a mente do monologante Limbo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/GN23Q4wgJ6w" allowfullscreen="" width="425" frameborder="0" height="349"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi isso que ouvimos de seguida e depois escutámos ainda outras manifestações alucinadas desse fenómeno televisivo que ainda guardamos na memória – pelo menos os que tiveram oportunidade de a ele assistir: os Marretas!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-7753317112179224585?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/7753317112179224585/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=7753317112179224585' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/7753317112179224585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/7753317112179224585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2011/06/dr-teeth-and-electric-mayhem.html' title='Dr. Teeth and The Electric Mayhem'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-wAK52Oz3joA/Tefj14qnvDI/AAAAAAAAApk/AQvvHYTvAxI/s72-c/Electricmayhemposter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-4970227879584036557</id><published>2011-02-04T12:04:00.000-08:00</published><updated>2011-02-04T12:20:00.118-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Pink Heffalumps and Disneydelics</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/944cPciN-kw" allowfullscreen="" width="480" frameborder="0" height="390"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hey! Tu vês aquilo que eu vejo!?”, pergunta o rato assustado, escondendo-se debaixo do chapéu do seu improvável amigo, um infante elefante de orelhas aladas chamado Dumbo, ao ver no ecrã estrelado do firmamento a reprodução partenogénica de um elefante cor-de-rosa num segundo elefante que lhe nasce da tromba e depois a deste segundo elefante cor-de-rosa num terceiro e, finalmente, num quarto que também surge, como se a bolha de água e champanhe que Dumbo previamente expelira da sua própria tromba fosse um eflúvio líquido da imaginação intoxicada, da alucinação partilhada pelos dois, de uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;folie à deux&lt;/span&gt;. E os elefantes cor-de-rosa instáveis e volúveis passam por uma série de experiências topológicas que implicam a sua permanente metamorfose, desfilando, como em parada, no céu da noite, tomando as suas trombas por trombetas e por trombones para criar o ritmo de uma marcha, “Look Out! Look Out! / Pink Elephants on Parade / Here they come!...” Eles estão aqui e ali, os elefantes cor-de-rosa estão por todo o lado, cuidado! Cuidado! Eles andam à volta da cama, eles entrelaçam-se numa longa trança de paquidermes, eles replicam-se e mudam de cor, aliás, as cores atravessam-lhes os corpos pneumáticos como raios catódicos, listas e padrões tecnicolores, superfícies lisas, prontas a lamber … O que há-de Dumbo fazer? O que há-de fazer? Que visões tão invulgares! Ele suportaria a visão de vermes, ou a imagem microscópica de germes, mas em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Technicolor&lt;/span&gt; ver paquidermes… é demais! Eles marcham nas margens do ecrã, enchem o plano da visão e BUM! Dumbo esconde-se por detrás das suas gigantes orelhas, enquanto os elefantes explodem para dar lugar a um número oriental de dança, onde um elefante cor-de-rosa ganha bossas para passar através de duas pirâmides no deserto e outro se deixa encantar pelo ritmo de uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pungi&lt;/span&gt; paquidérmica e se transforma em serpente que faz a dança do ventre. E a lua cor-de-rosa é o terceiro olho, aquele que tudo vê e tudo torna clarividente, visão&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TUxdIlMaabI/AAAAAAAAApc/xgYEY_BrJNA/s1600/120110_NF_FEAT_Fantasiafeat2.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 300px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TUxdIlMaabI/AAAAAAAAApc/xgYEY_BrJNA/s320/120110_NF_FEAT_Fantasiafeat2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569929241154972082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; cristalina do espírito e dos sonhos do tímido elefante no circo. Depois de uma sequência electrizante e verdadeiramente psicotrópica, os elefantes descem na abóbada celeste e adormecem como nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem viu esta sequência do filme produzido por Walt Disney em 1941 sobre o elefante Dumbo reconhecerá a sua natureza psicadélica, alegadamente uma das primeiras deste tipo no cinema de animação. Mas quem se lembrar de Fantasia, aliás o filme da Disney do ano anterior, recordará também os momentos de alucinação desenfreada acompanhados ou acompanhando as selecções orquestrais de Leopold Stokowski. Não terá sido um acaso que, depois do fracasso inaugural do filme, a Disney decide relançá-lo em 1969, em plena era psicadélica, já não visando o público infantil mas vendendo como “The Ultimate Experience” para os adolescentes e adultos que muitas vezes se preparavam quimicamente antes de entrar nas salas de cinema para assistir a essa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;trip&lt;/span&gt; de cores e som. De certa forma, o mesmo terá acontecido com a sequência dos elefantes cor-de-rosa de Dumbo, que é recuperada e transformada no filme de 1968 Winnie-The-Pooh onde é directamente referida na sequência do pesadelo do ursinho que vê os seus &lt;span style="font-style: italic;"&gt;heffalumps&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;woozles&lt;/span&gt; a dançar e a declinar no espaço hipnagógico da sua imaginação. A tradição psicadélica da Disney tem múltiplos exemplos dos quais o mais famoso já foi aqui noutra crónica aludido e que é o de Alice in Wonderland (o filme de 1951). Talvez por isso, seja forte a presença do imaginário da Disney na cultura das drogas alucinogéneas de múltiplas maneiras e na contra-cultura dos anos 60. (ver &lt;a href="http://www.amazon.com/Walt-Woodstock-Disney-Created-Counterculture/dp/0292702736"&gt;Brode, Douglas, From Walt to Woodstock: how Disney created the counterculture, University of Texas Press, Austin, 2004&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/CLnADKgurvc" width="480" frameborder="0" height="390"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música popular também teve sempre muitas referências a esta promiscuidade entre psicadelismo e o imaginário da Disney. Na crónica emitida escutámos a versão que Sun Ra fez deste “Pink Elephants on Parade”, cujo original escutávamos em fundo numa interpretação dos Sportsmen, e que foi incluída no álbum de tributo à Disney “Stay Awake”, produzido por Hal Willner. De seguida, ouvimos a canção “Heffalumps and Woozles”, composta pelos The Sherman Borthers para o filme “Winnie-The-Pooh”. Depois ouvimos ainda uma canção do músico americano George Olsen, chamada “Pink Elephants” e gravada num disco a 78 rpm, em 1932, anterior ao filme, mas já alusiva às alucinações resultantes da intoxicação alcoólica, antecipando ou inspirando a sequência que deu origem a esta crónica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-4970227879584036557?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/4970227879584036557/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=4970227879584036557' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/4970227879584036557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/4970227879584036557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2011/02/pink-heffalumps-and-disneydelics.html' title='Pink Heffalumps and Disneydelics'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/944cPciN-kw/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-309673673337940736</id><published>2010-12-16T12:52:00.000-08:00</published><updated>2010-12-16T13:04:28.469-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Estados alterados da natureza: Cristais líquidos e bolhas de sabão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um globo formado por uma fina película iridescente de água saponosa cheia&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TQp9_V2KHoI/AAAAAAAAAo4/GgqzAOAK11g/s1600/cosmic-bubbles-f.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TQp9_V2KHoI/AAAAAAAAAo4/GgqzAOAK11g/s320/cosmic-bubbles-f.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551388017837088386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; de ar que flutua na atmosfera: assim se define a bolha de sabão. A sua película, tão fina como um milésimo de um fio de cabelo, não é senão água encurralada entre duas camadas de moléculas tensoactivas, ou seja, moléculas com pontas hidrofílicas, atraídas pela camada de água e que mantêm assim a bolha intacta, mas com caudas hidrofóbicas que, se agitadas, fazem a bolha explodir. Nela parecem reflectir-se as cores do arco-íris. Porém, esse fenómeno iridescente deve-se tão-somente a uma interferência entre os raios de luz que se reflectem sobre o exterior da película e os que se reflectem no interior da bolha. Essa estrutura tão frágil, mas tão sublime e aparentemente tão geometricamente perfeita sempre encantou tanto os mais ingénuos, as crianças, como os artistas, os poetas e os mais sábios. Uma insignificante maravilha do quotidiano que terá servido a elaboração de complexas teorias matemáticas, físicas e químicas. Pois que, na verdade, nela estão em jogo os três estados da matéria num equilíbrio extremamente frágil e efémero, como se por breves momentos nela se reflectisse todo o cosmos – superfície cosmodélica - antes de desaparecer repentinamente e assim cumprir a sua vocação evanescente. E não passa de uma bolha de sabão! Mas, o mistério deste fenómeno terá mesmo que ver com as qualidades químicas da solução saponosa, isto é, com o facto de no sabão dissolvido com água se formarem cristais líquidos liotrópicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cristais líquidos são estados da matéria que apresentam características dos líquidos e dos sólidos simultaneamente e são precisamente as suas qualidades anfifílicas – ao mesmo tempo hidrofílica e hidrofóbica – que permitem ao sabão dissolvido em água passar pela fase liotrópica liquido-cristalina. Os níveis de concentração das moléculas variam e a sua progressão dá-se por diversas fases de auto-organização. A possibilidade de observar, fotografar e filmar ao microscópio a evolução de fases dos cristais líquidos permitiu apreciar os efeitos luminescentes e multicolores produzidos pela interacção da luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/vlgJ5Jk30zk?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/vlgJ5Jk30zk?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1978, o realizador de documentários científicos, Jean Painlevé, fez um filme a partir dos trabalhos do biólogo Yves Bouligand sobre a transição de fases de cristais líquidos termotrópicos. Segundo o autor, o filme servia para ilustrar “L’Antarctique”, a última obra musical do compositor francês François de Roubaix – e que escutávamos em fundo -, com as ondulações e transformações morfogenéticas dos cristais líquidos, dignas de um qualquer Liquid Light Show psicadélico dos anos 60. Com efeito, esta banda-sonora havia sido composta em meados dos anos 70 para um documentário do famoso Jacques-Yves Cousteau sobre a Antártida. No entanto, ela fora recusada e, depois da morte do compositor, recuperada por Jean Painlevé. O nome pouco conhecido de François de Roubaix esconde um tale&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TQp-Y46254I/AAAAAAAAApA/buvX0IC3AxU/s1600/chapi-chapo.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 300px; height: 217px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TQp-Y46254I/AAAAAAAAApA/buvX0IC3AxU/s320/chapi-chapo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551388456748771202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;nto musical de extraordinário valor, sobretudo, na composição de bandas sonoras, onde os instrumentos analógicos se concertam harmoniosa e organicamente com os sons electrónicos dos sintetizadores. Embora nunca tenham ouvido falar deste nome, é muito provável que muitos recordem ainda a melodia e as jocosas sequências electrónicas da série de animação Chapi-Chapo, onde duas crianças divertidas brincavam com sólidos geométricos e coloridos. Depois de escutarmos a música de Roubaix, utilizada em “Crystaux Liquides”, ouvimos ainda um excerto de Chapi-Chapo, para fechar com alguma nostalgia uma crónica que começou com meras bolhas de sabão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-309673673337940736?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/309673673337940736/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=309673673337940736' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/309673673337940736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/309673673337940736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/12/estados-alterados-da-natureza-cristais.html' title='Estados alterados da natureza: Cristais líquidos e bolhas de sabão'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TQp9_V2KHoI/AAAAAAAAAo4/GgqzAOAK11g/s72-c/cosmic-bubbles-f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-6941645429306431194</id><published>2010-11-17T14:47:00.000-08:00</published><updated>2010-11-17T15:13:11.971-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Fumeux fume (Solage)</title><content type='html'>O fumador fuma através do fumo&lt;br /&gt;Uma fumegante especulação.&lt;br /&gt;Enquanto outros fumegam pela cabeça,&lt;br /&gt;O fumador pelo fumo fuma,&lt;br /&gt;Pois muito lhe agrada o fumo,&lt;br /&gt;Enquanto se esfuma a sua intenção.&lt;br /&gt;O fumador fuma através do fumo&lt;br /&gt;Uma fumegante especulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta s&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TORcbXkweXI/AAAAAAAAAoo/IMMC677p-Mg/s1600/baude.JPG"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 282px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TORcbXkweXI/AAAAAAAAAoo/IMMC677p-Mg/s320/baude.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540655066826963314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;eria uma tradução possível e decerto, por isso, uma traição de um poema francês dos finais do século XIV, que chegou até hoje através do Codex de Chantilly, que recolhe uma série de composições musicais – baladas, rondeaux, virelais e motetos - da época da Ars Subtilior, onde se inclui este rondeau do compositor Solage, que escutamos já em fundo. O estilo complexo e refinado das composições, com um bizarro sistema de notação, fez desta arte “a mais subtil”, como o nome que mais tarde recebeu o indica e terá sido cultivada e escutada por uma elite letrada, nos meios urbanos de Paris e Avignon, na segunda metade do século XIV. Ainda hoje surpreende o elevado grau de sofisticação das composições e, particularmente nesta, de Solage, não deixam de soar bizarros e experimentais os maneirismos que a sua interpretação exige. Mas mais desconcertante é a letra que rivaliza, na sua estranheza, com as extravagâncias da música. Quem foi ou quem eram esses “fumeux” de que ela fala e que fumo fumariam num tempo que antecede o regresso de Colombo, trazendo consigo o tabaco das Américas, em mais de um século? Não se tratando de tabaco, seria possível que se tratasse do fumo de hashish ou de ópio, numa qualquer moda orientalizante trazida do reino de Preste João?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixa de ser tentadora para a imaginação de um coleccionador de bizarrias, no século XXI, a ideia de uma psicadélia tardo-medieval, ao escutar os complexos melismas e os efeitos cromáticos que parecem traduzir um certo entorpecimento ou, pelo menos, alterações das faculdades expressivas do cantor, poeta ou personagem alvo desta alegada sátira. E é verdade que as palavras repetidas induzem facilmente esse sentido de uma intoxicação pelo fumo inalado. Mas será difícil com a escassez de testemunhos documentais e a dificuldade de acesso a um objecto, datando de quase sete séculos, descobrir o verdadeiro significado daquelas palavras. Alguns estudiosos do assunto especularam sobre a hipótese de a música ser uma sátira dirigida a um grupo de intelectuais tonitruantes, a que o poeta Eustache Deschamps teria aludido num outro poema – “La Chartre des Fumeux” -, do qual ele seria a principal figura, o tal “Fumeux” do rondeau. O grupo seria conhecido pela sua jactância e pelos seus hábitos boémios, pelo seu histriónico inebriamento literal e espiritual. As palavras “fumeux” e “fume” poderiam, de facto, traduzir uma intoxicação voluntária praticada pelos me&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TORg3SUGd-I/AAAAAAAAAow/bJX4rGSbdG4/s1600/monkdrinking.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 320px; height: 319px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TORg3SUGd-I/AAAAAAAAAow/bJX4rGSbdG4/s320/monkdrinking.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540659944497772514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;mbros do grupo, mas poderiam, tão somente, referir-se a um humor característico – um quinto humor que se acrescentaria à teoria dos humores herdado da antiguidade – do temperamento do dito “Fumeux”, que deitaria fumo pela cabeça de tanta introspecção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente de todas estas especulações, vale a pena escutar, depois desta do Ensemble P.A.N. (1989), uma outra interpretação deste “Fumeux fume” pelo Early Music Consort of London (gravado em 1973) e, finalmente, uma balada do compositor Hasprois – também conhecido como Johannes Symonis – que também se encontra no Codex de Chantilly e que se chama “Puis que je suis fumeux”, referindo-se também ao tópico de Solage.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-6941645429306431194?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/6941645429306431194/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=6941645429306431194' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/6941645429306431194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/6941645429306431194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/11/fumeux-fume-solage.html' title='Fumeux fume (Solage)'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TORcbXkweXI/AAAAAAAAAoo/IMMC677p-Mg/s72-c/baude.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-710885815636070637</id><published>2010-11-17T14:38:00.000-08:00</published><updated>2010-11-17T14:47:35.713-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>The Decayes – “Ich bin ein spiegelei” (1978)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora algo completamente diferente: “Ich bin ein spiegelei” – ou eu sou um ovo estrelado. Mas o disco desta semana não é absurdo e, no entanto, a lógica do seu sentido é análoga a certos processos radioactivos de decaimento, desintegrando-se o seu núcleo através da emissão de energia em forma de radiação, sendo, ainda, certo que o seu centro magnético se desvia angularmente do centro real como a declinação magnética do norte numa bússola. E o seu humor, como o próprio nome indica, é desconcertante e estrela-se como um ovo na sertã. Até agora a apresentação deste projecto pode parecer demasiado obscura, mas não é nem de perto tão enigmático e inapreensível como a própria banda. Estamos a falar de The Decayes e do seu arguível primeiro LP “Ich bin ein Spiegelei”, editado em 1978 pela Imgrat Records, apenas com 100 cópias numeradas à mão, inseridas em capas todas diferentes, também estas pintadas à mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TORbaBedB-I/AAAAAAAAAog/3BKPqDOlNfA/s1600/decayes_ich_bin_ein_spiegelei.jpeg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 319px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TORbaBedB-I/AAAAAAAAAog/3BKPqDOlNfA/s320/decayes_ich_bin_ein_spiegelei.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540653944203446242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dado o carácter elistista e propositadamente obscurantista do grupo, a pouca informação disponível parece ser meramente especulativa e o facto de existir um site oficial da banda é apenas uma falsa esperança, já que o sentido de humor obscuro e sem sentido dos The Decayes nele se espelha turvamente: prolixo em dados técnicos sobre os fenómenos de decaimento de ondas acústicas e marítimas ou prolífero em ligações para sites informativos sobre morcegos, muco e lampreias do mar, mas extremamente lacónico quanto à sua biodiscografia. Dados cruzados permitem, no entanto, ligá-los ao movimento experimental da costa oeste dos Estados Unidos, nos anos 70, e ao LAFMS, ou seja, ao Los Angeles Free Music Society, um conjunto de experimentadores musicais, inspirados pelo humor dos Mothers of Invention, mas também pelas inovações do free jazz galáctico de Sun Ra e pelas aventuras microtonais de Harry Partch. A improvisação é assim uma das marcas deste disco inusitado e por pouco inaudito. Apesar dos recursos parcos de uma produção caseira, tipicamente DIY (Do-It-Yourself), a sua liberalidade experimentalista resulta num pletórico discurso contínuo de efeitos acústicos e eléctricos originais. É fácil de perceber o que prendeu a atenção de Steven Stapleton neste conjunto bizarro e totalmente imprevisível.&lt;br /&gt;O LP é constituído por apenas uma faixa em cada lado do vinil. No primeiro, Deur Müten, - e nem sequer nos aventuramos na tentativa de tentar perceber o significado desta expressão germano-flamenga – um clarinete ou talvez um saxofone imerso numa câmara aquosa de efeitos ecóicos e uma guitarra compõem o ambiente etéreo de uma ablução matinal ou de uma mera lavagem de roupa íntima, num alguidar minimal suspenso num arco-íris rileyano de ar curvo. È o que estamos a ouvir em fundo. O lado B, homónimo ao álbum, Ich bin ein Spiegelei, trilha-se primeiro entre as asperidades e rugosidades materiais do som do vinil e da fita magnética para se abrir a uma deriva psicadélica pós-industrial que percorre os interstícios de uma coluna de som, habitada como as paredes de um quarto pelos sussurros e murmúrios de uma guitarra supersaturada. É ela que vamos agora escutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Crónica originalmente escrita para o &lt;a href="http://kosmos-ruc.blogspot.com/"&gt;Kosmos&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-710885815636070637?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/710885815636070637/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=710885815636070637' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/710885815636070637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/710885815636070637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/11/decayes-ich-bin-ein-spiegelei-1978.html' title='The Decayes – “Ich bin ein spiegelei” (1978)'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TORbaBedB-I/AAAAAAAAAog/3BKPqDOlNfA/s72-c/decayes_ich_bin_ein_spiegelei.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-8442189904574579833</id><published>2010-11-15T18:10:00.000-08:00</published><updated>2010-11-15T18:22:06.178-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Bruce Haack, The Electric Lucifer (1969)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TOHqRvsrRAI/AAAAAAAAAoA/IwFC7FYCU64/s1600/haack_bruce_electricl_101b.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 317px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TOHqRvsrRAI/AAAAAAAAAoA/IwFC7FYCU64/s320/haack_bruce_electricl_101b.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539966607224947714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O meu coração bate / electricamente / O meu cérebro computa / Programa-me // Eu sou complicado / Deixa-me ser / Sou novo / Programa-me // Esta viagem / a realidade / será minha, se tu / Me deixares ser // Eu sou amor e eu sou livre / Sou infante / Programa-me.” Esta é a letra de “Program Me” uma faixa incluída no disco The Electric Lúcifer de Bruce Haack e carrega como que uma auto-apresentação do excêntrico músico e inventor de instrumentos musicais, inspirado pelo peyote que foi tomando desde a juventude junto dos índios americanos com quem conviveu desde muito cedo e pelo espírito hippie da geração de sessenta que atravessava a América, com mensagens de esperança, transformação, mas também de contestação. O disco, editado pela Columbia Records, em 1969, é um disco conceptual sobre a guerra entre o céu e o inferno com a terra pelo meio. Como uma parábola contra a guerra do Vietnam e pela redenção dos homens, o álbum fascina mais pela bizarria instrumental e estrutural do disco – definitivamente eclético nos seus recursos – do que pelo conteúdo lírico, que ainda assim sobrevive pelo seu carácter abstracto e poético-metafísico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruce Haack nasceu na fria província de Alberta, próximo das Montanhas Rochosas, mas do lado canadiano, numa geografia desolada e hostil, onde passou uma infância solitária e isolada. E, no entanto, isso terá por ventura estimulado a sua imaginação para preencher as horas de solidão, entretendo-se com as virtualidades sonoras do que o rodeava. Desde cedo revelou um bom ouvido musical, dando lições de piano a partir dos 12 anos de idade, mas a sua relação com os sons terá sido mais concreta do que abstracta, como demonstra o chumbo na entrada para a escola superior de música atribuída aos seus fracos talentos de notação musical. Formou-se em psicologia na Universidade de Alberta, em Edmonton, não perdendo a oportunidade de continuar a sua actividade de criativo músico, compondo bandas sonoras e música incidental para peças de teatro universitário, acabando por receber uma bolsa do governo canadiano para ir estudar na reputada Julliard School em Nova York. Aí começou uma longa amizada com o pianista Ted “Praxiteles” Pandel, com quem haveria de criar e produzir parte dos seus álbuns. Apesar de abandonar a disciplina da Julliard School passados 8 meses, Bruce não abandonaria de modo nenhum a sua carreira musical, bem, pelo contrário, continuando a compor música para teatro e dança, utilizando não só os instrumentos tradicionais, mas também uma panóplia de artefactos electrónicos e fita magnética para produzir o “novo” que apregoa em “Program Me”, aproximando-se de forma heterodoxa da estética da música concreta. Escreveu também algumas composições pop, mas que não lhe deram tanta notoriedade como as suas experimentações e invenções, durante os anos 60, as quais o levaram mesmo a participar em programas televisivos de renome, como o Tonight Show com Johnny Carson, onde exibia os seus brinquedos sonoros. Um dos que mais fascinou o público foi o Dermatron, um sintetizador ligado ao corpo de uma pessoa que permitia com o toque e o calor humanos produzir sons inauditos. Importante na sua carreira de músico e inventor foi a sua colaboração com a professora de dança para crianças Esther Nelson, criando música para crianças com propósitos educacionais e de formação musical, registada em vários discos da série Dance, Sing &amp;amp; Listen, nos anos 60. Para além dos instrumentos convencionais, Haack construía os seus próprios instrumentos electrónicos a partir de brinquedos que comprava nos mercados de rua, os quais adaptava para conceber moduladores e sintetizadores. A natureza inovadora das suas invenções atraíu a atenção de empresas, que o contrataram para fazer jingles de publicidades, ao mesmo tempo que lhe permitia promover a música electrónica. O empresário Chris Kachulis deu-lhe a conhecer a revolução musical psicadélica, onde os seus sons do outro mundo assentavam que nem uma luva. Com a influência do rock ácido e da ideologia do flower-power, criou, então, The Electric Lúcifer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TOHqlRM0lJI/AAAAAAAAAoI/gXtexBXMZyU/s1600/brucehaack.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 215px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TOHqlRM0lJI/AAAAAAAAAoI/gXtexBXMZyU/s320/brucehaack.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539966942635660434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Deste disco, escutámos desde o início desta crónica “Super Nova”. Às suas próprias invenções, incluindo um protótipo de vocoder (que se pode ouvir na faixa “Electric to me turn”), juntaram-se os moogs e a voz do próprio Kachulis que patrocinou o projecto. Escutámos de seguida a faixa “Program Me” com cuja tradução iniciámos a crónica e depois “War”, que demonstram a motivação hippie do álbum mas também o ecletismo musical que o estrutura.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-8442189904574579833?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/8442189904574579833/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=8442189904574579833' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/8442189904574579833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/8442189904574579833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/11/bruce-haack-electric-lucifer-1969.html' title='Bruce Haack, The Electric Lucifer (1969)'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TOHqRvsrRAI/AAAAAAAAAoA/IwFC7FYCU64/s72-c/haack_bruce_electricl_101b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-1022228529613068067</id><published>2010-11-15T17:52:00.000-08:00</published><updated>2010-11-15T18:08:48.639-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>The Burroughs’ Soft Adding Machine</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;William Seward Burroughs I + William Seward Burroughs II / Soma: “Writing is fifty years behind painting”, disse Brion Gysin. / “Comecei a minha viagem na morgue com velhos jornais, dobrando e inserindo o jornal de hoje no jornal de ontem e teclando compostos a partir deles.” Uncle Bill. “Quando dobro o jornal de hoje e o coloco ao lado do jornal de ontem, também dobrado, e componho as imagens de modo a montar uma secção temporal, estou literalmente a regressar ao tempo em que leio o jornal de ontem, a viajar para trás no tempo, até ontem.” O calendário maya começa na data mítica 5 Ahua 8 Cumhu e desenrola-se, em ciclos solares, lunares e cerimoniais até ao fim do mundo. Em 1885, William S. Burroughs – o avô – inventava uma máquina de calcular que facilitava as operações dos contabilistas. Em 1966, William S. Burroughs – o neto – conseguia publicar, na Grove Press, a segunda edição de The Soft Machine que tinha menos 80 páginas do que a primeira edição de 1961. A “máquina mole” também permite juntar, acoplar e transferir-se, mas molda-se conforme o contentor. E as cores, vermelho, verde, azul e branco, desempenham um papel importante nessas viagens no tempo, mas é a apomorfina que permite tratar o excesso de adição, através da indução de fluxos orgânicos para dentro e para fora do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TOHkiwY2ogI/AAAAAAAAAn4/XFhduGsXkos/s1600/burroughscalculator.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TOHkiwY2ogI/AAAAAAAAAn4/XFhduGsXkos/s320/burroughscalculator.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539960302398251522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A linguagem é um vírus. Instala-se na mente como um alienígena para aí se incubar. As palavras replicam-se de modo intracelular e transferem-se, saltando de corpo em corpo, levando consigo outros significados para criar novos sentidos. As técnicas do cut-up e do fold-in usadas em The Soft Machine, The Ticket that Exploded e Nova Express, por Burroughs, na senda dos surrealistas e de Brion Gysin, são processos linguísticos infecciosos, que contaminam e são contaminados por textos alienados e alienantes. Assim foi concebido The Soft Machine que contou três edições, todas elas diferentes, ora na ordem dos textos que compõem a “novela”, ora no conteúdo dos textos seleccionados. As palavras e as frases percorrem as experiências alucinadas de um navegante psicotrópico como era William Burroughs, referindo-se sobretudo a temas que assombravam a vida do escritor, tal como a guerra entre os sexos, o abuso de drogas e as técnicas de controlo. Se no entanto for necessário encontrar um núcleo narrativo, ele aparece de forma mais clara no capítulo The Mayan Caper, onde um agente secreto conta como aprendeu as técnicas de viagem no tempo e de metamorfose do corpo usando tecido indiferenciado, para se infiltrar num grupo de pastores que usam o calendário maya para controlar trabalhadores escravizados num campo de produção de milho, de modo a subverter as suas técnicas de controlo – manipulando as imagens e os sons com a ajuda de ondas de rádio - e assim provocar a revolução e a queda do regime hierárquico. Os relatos estão cheios de alucinações que são projectadas de forma narrativa não-linear em imagens literárias na mente do leitor, o qual acaba por ser contaminado linguisticamente pelo livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uWzNqEi132M?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/uWzNqEi132M?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som que acompanhou em fundo esta crónica foi de uma peça composta, no início dos anos 60, por William Burroughs com o programador informático Ian Sommerville, intitulada “Silver Smoke of Dreams” e que usava uma outra técnica semelhante à dos cut-ups, o “drop-in”, onde aparentemente se inseriam fragmentos sonoros das suas vozes gravadas em fita magnética entre outros fragmentos vocais cortados. De seguida ficámos com uma outra peça, realizada por volta de 1965, pelos mesmos Burroughs e Sommerville, entre Nova York e Londres, com o nome “K9 was in combat with the alien mind-screens”, a qual ilustra sonoramente a técnica do cut-up usada na novela The Soft Machine.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-1022228529613068067?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/1022228529613068067/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=1022228529613068067' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1022228529613068067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1022228529613068067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/11/burroughs-soft-adding-machine.html' title='The Burroughs’ Soft Adding Machine'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TOHkiwY2ogI/AAAAAAAAAn4/XFhduGsXkos/s72-c/burroughscalculator.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-1068801443127692993</id><published>2010-09-24T04:24:00.000-07:00</published><updated>2011-02-02T17:27:25.903-08:00</updated><title type='text'>Jardins Surrealistas: Estruturas do Inconsciente II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Partindo da Cidade do México em direcção a Tampico e daí até à selvaticamente enclausurada Xilitla, encontramos uma das mais monumentais, excêntricas e improváveis obras surrealistas: Las Pozas, um jardim edificado pelo excêntrico Edward James, eminente patrono do surrealismo, nascido em 1907, no seio de uma família abastada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569265504672304994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TUoBeCHUT2I/AAAAAAAAAiw/pEwPuOw57GI/s320/Las%2BPozas%2B3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Edward James apaixonou-se por este local numa expedição realizada em 1948, em busca do local perfeito para instalar a sua monumental colecção de orquídeas. Reza a lenda que, quando encontraram as piscinas naturais e imponente cascata que congregam um óasis aquático por entre o aglutinador verde das folhagens que caracteriza o local, um amigo de James resolve despir-se e deliciar-se com um banho refrescante. Depois de satisfeito o desejo, deita-se sobre uma rocha para secar ao sol, sendo repentinamente coberto, da cabeça aos pés, por uma nuvem de borboletas azuis. Com uma mente impregnada de misticismo, Edward James toma este singular evento como um inequívoco sinal de origem não identificada, mas credibilidade indubitável, e compra o terreno circundante dando início à sua obra. Este empreendimento dificilmente seria viável noutro país, já que os regulamentos de construção eram praticamente inexistentes, ou facilmente olvidáveis perante o peso dos pesos. Para além disso, e em oposição à austeridade britânica, a permissividade mexicana noutros tipos de regulamentação, particularmente aquela que rege o comportamento social, terá sido outro critério da selecção de James. Começa então a emergir, das profundezas da selva, um delírio megalómano de caprichosas e aparentemente inacabadas estruturas em betão, alimentado pelo suor de 150 operários. De assinalar que, actualmente, são necessários 50 jardineiros para cortar a selva que incessantemente procura devorar o jardim sonhado por James.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569265745708291762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TUoBsECxlrI/AAAAAAAAAi4/QzfN74CiqSY/s320/Las%2BPozas%2B1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já a escolha de Park Guell para integrar um lote de construções surrealistas parece um anacronismo imperdoável, já que este jardim, património da humanidade pela UNESCO, foi congeminado largos anos antes de Apollinaire ter cunhado o termo surrealismo. Contudo, partimos à conquista do irracional, assumindo uma postura onírica que ignora a linearidade temporal, e nessa senda encontramos no parque de Antoni Gaudi, uma proto-consciência do surrealismo. Desde os sinuosos caminhos que conduzem a parte alguma, às composições em vidro e azulejo que adornam as balaustradas da praça central, passando pela exótica vegetação, não temos dúvidas, ao percorrer este jardim, de estarmos perante uma estrutura do inconsciente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569265977043180818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TUoB5h1T3RI/AAAAAAAAAjA/kVjBBRAEWPk/s320/Las%2BPozas%2B2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Playlist de 23 de Setembro de 2010:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Guillaume Apollinaire - "Le Pont Mirabeau"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Guillaume Apollinaire - "Le Voyageur"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Erik Satie - "Parade 1" (Orchestral Works)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;The Camarata Contemporary Chamber Group - "Cinq Grimaces" (The Electronic Spirit Of Erik Satie)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;George Antheil - "Ballet Mécanique" (Ballet Mécanique)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Robert Desnos - "Description Of A Dream"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nurse With Wound - "Paranoia In Hi-Fi" (Paranoia In Hi-Fi)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569266339608975682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TUoCOofu2UI/AAAAAAAAAjI/jaMhJTWHUwc/s320/Las%2BPozas%2B4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-1068801443127692993?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/1068801443127692993/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=1068801443127692993' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1068801443127692993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1068801443127692993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/09/jardins-surrealistas-estruturas-do.html' title='Jardins Surrealistas: Estruturas do Inconsciente II'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TUoBeCHUT2I/AAAAAAAAAiw/pEwPuOw57GI/s72-c/Las%2BPozas%2B3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-8268426946321991115</id><published>2010-09-11T11:06:00.000-07:00</published><updated>2011-01-04T02:47:17.906-08:00</updated><title type='text'>Outlaw Biker Music</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 216px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515738104495741314" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TIvWlRiOGYI/AAAAAAAAAiU/uWpZ4iPtdic/s320/Hells+Angels+On+Wheels.jpg" /&gt; Desde muito cedo que as vivências internas dos grupos marginais de motoqueiros, cujo nascimento se pode situar algures na costa oeste dos Estados Unidos no final da década de 1940, e as relações problemáticas que mantinham com as pacatas comunidades suburbanas, foram apropriadas pela indústria cinematográfica, capitalizando o fascínio e temor que a classe média nutria por estes destruidores de civilizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TIvVrJI3IoI/AAAAAAAAAhs/YspOvTgnnss/s1600/The+Wild+One.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 134px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515737105809482370" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TIvVrJI3IoI/AAAAAAAAAhs/YspOvTgnnss/s200/The+Wild+One.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O primeiro retrato fílmico - The Wild One - protagonizado por Marlon Brando surgiu logo em 1953, mas a verdadeira eclosão do género "Outlaw Biker Film" ocorreu no seguimento da atenção mediática votada aos míticos Hells Angels, retratados no livro de Hunter S. Thompson, "Hell's Angels: The Strange And Terrible Saga Of The Outlaw Motorcycle Gangs", editado em 1966. Dois anos antes, o grupo feminino The Shangri-las, conhecido pelas suas interpretações de melodramas adolescentes, gravavam "Leader Of The Pack", colhendo sucesso comercial instântaneo. Neste tema conhecemos a história de Betty, uma ingénua adolescente norte-americana que se enamora à primeira vista por Jimmy, cabecilha de um gangue de motoqueiros. Este encontro viria a revelar-se fatal para o rapaz, oriundo do "outro lado da cidade". Enclausurado entre a desaprovação dos pais de Betty e o monstruoso desejo que nutria pela jovem adolescente, tresloucado pelo desespero que o consumia, resolve lançar-se numa fúria motórica pela estrada que a chuva havia tornado demasiado escorregadia...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TIvWBU99WTI/AAAAAAAAAiE/qRASaaM7fII/s1600/Motorpsycho+1965.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 146px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515737486942099762" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TIvWBU99WTI/AAAAAAAAAiE/qRASaaM7fII/s200/Motorpsycho+1965.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Kenneth Anger viria a recuperar esta música para a banda sonora de um dos primeiros filmes sobre motoqueiros marginais, o polémico Scorpio Rising, e também Russ Meyer, mestre dos filmes de baixo orçamento mas generosos seios, efectuou uma incursão por este género em 1965 com a película Motorpsycho, na qual encontramos um dos primeiros retratos em cinema de um veterano da guerra do Vietname perturbado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TIvV7ff1uHI/AAAAAAAAAh8/q0lV-UCvGnA/s1600/The+Wild+Angels.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 128px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515737386689345650" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TIvV7ff1uHI/AAAAAAAAAh8/q0lV-UCvGnA/s200/The+Wild+Angels.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Contudo, o grande marco inauguratório do "Outlaw Biker Film" foi The Wild Angels de 1966. Realizado por Roger Corman, este filme contava com Peter Fonda no principal papel, sendo assim a primeira associação do actor com a contracultura dos anos 1960, três anos antes de Easy Rider. Em The Wild Angels, para além da violência e do sexo, encontramos outro lugar comum associado aos grupos de motoqueiros: o consumo de substâncias psicotrópicas. Com maior ou menor grau de precisão, poderíamos considerar que o motoqueiro facultava um contraponto óbvio ao hippie. Os dois nada mais seriam que os lados da mesma moeda, o Yin e Yang dos frenéticos anos 1960, uns dedicados à paz e ao amor, os outros ao sexo e à violência, ambos hedonistas e eminentes adeptos da iniciação alucinogénea.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TIvV2ngZAGI/AAAAAAAAAh0/gG5bPNCzlhE/s1600/Easy+Rider.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 129px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515737302939795554" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TIvV2ngZAGI/AAAAAAAAAh0/gG5bPNCzlhE/s200/Easy+Rider.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Numerosos filmes surgiram após o recepção calorosa pelo público de The Wild Angels. Hells Angels On Wheels de 1967 contava com um Jack Nicholson em início de carreira e, no mesmo ano, o recentemente falecido Dennis Hopper protagonizava The Glory Stompers. Mais tarde, a união de Fonda, Hopper e Nicholson daria origem ao clássico Easy Rider que, na realidade, é a antítese do "Outlaw Biker Film". Em Easy Rider, ao invés de serem explorados os receios da populaça através da atribuição de caracteres diabólicos ao motoqueiro, são elencadas uma série de questões e tensões sociais que assolavam a sociedade americana, tais como a queda do movimento hippie, o estilo de vida comunal, o consumo de drogas e, sobretudo, o preconceito das em relação à condição de motoqueiro que uma década de "Outlaw Biker Films" ajudou a cimentar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Laboratório Chimico, 26 de Agosto de 2010&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foram recuperados numerosos temas das bandas sonoras de Motorpsycho, The Wild Angels, Naked Angels, Easy Rider. Para além disso foi possível escutar "Leader Of The Pack" retirado da compilação "Myrmidons Of Melodrama" das The Shangri-las, e o novo albúm dos Acid Eater, apropriadamente intitulado "Black Fuzz On Wheels".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 205px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515739899231838850" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TIvYNvcpooI/AAAAAAAAAic/xc-wITWBhlk/s320/Naked+Angels.jpg" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-8268426946321991115?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/8268426946321991115/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=8268426946321991115' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/8268426946321991115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/8268426946321991115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/09/outlaw-biker-music.html' title='Outlaw Biker Music'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TIvWlRiOGYI/AAAAAAAAAiU/uWpZ4iPtdic/s72-c/Hells+Angels+On+Wheels.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-5890414648719122225</id><published>2010-09-11T05:03:00.000-07:00</published><updated>2010-09-11T11:03:31.177-07:00</updated><title type='text'>Estruturas do Inconsciente</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TIurg00cE3I/AAAAAAAAAhk/DvjibYi3prI/s1600/Salvador+Dali+Surrealist+Architecture.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 253px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515690749068055410" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TIurg00cE3I/AAAAAAAAAhk/DvjibYi3prI/s320/Salvador+Dali+Surrealist+Architecture.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Salvador Dali - "Surrealist Architecture" (1932)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Materialização do inconsciente em estruturas concretas para usufruto quotidiano, a arquitectura surrealista afigura-se, à partida, um empreendimento impossível devido à diferença entre as leis físicas, que regem o mundo objectivo, e as leis mentais, que regem o mundo subjectivo. Contudo, a fértil imaginação e sublime engenho de um conjunto restrito de indivíduos, permitiu a edificação de verdadeiras homenagens ao reino dos sonhos, as quais servirão de guião para algumas emissões.&lt;/div&gt;No dia 9 de Setembro de 2010, o Laboratório Chimico debruçou-se sobre dois exemplares desta arte, ambos situados em França: o "Palais Idéal" de Ferdinand Cheval e a "Maison de Poupées".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos pelo "&lt;a href="http://www.facteurcheval.com/"&gt;Palais Idéal&lt;/a&gt;", situado a sul de Lyon, na localidade de Hauterives. Este "Travail d'un seul homme" (como se pode ler numa das inscrições que adornam o edifício), constitui uma prova inequívoca da possibilidade do impossível quando confrontado com um espiríto persistente e hiper-criativo. Homem de poucos estudos e origens modestas, nascido em 1836 e carteiro de profissão, Ferdinand Cheval iniciou esta grandiosa obra em Abril de 1879, para apenas terminar 33 anos mais tarde. Recorda as suas rondas de entrega do correio, prévias ao início dos labores, como fulcrais para exercitar o seu imaginário: "What else is there to do when one is constantly walking in the same setting, apart from dreaming? To fill my thoughts, I built in my dreams a magical palace…". O pretexto para passar do onirismo à acção, aconteceu precisamente numa dessas rondas, ao tropeçar numa pedra que o impressionou pela forma e feitio. Esta foi a primeira de milhares de pedras que diligentemente começou a recolher diariamente, e que à noite, sob a ténue luz de um candeeiro a óleo, incorporava no seu palácio fantástico.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 252px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515690441703008530" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TIurO7y5qRI/AAAAAAAAAhc/W8T0ynADOoU/s320/Hidehiko+Nagaishi+-+Le+Palais+Ideal.jpg" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Le Palais Idéal &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A descrição por palavras das intricassias infinitamente complexas decorrentes do meticuloso arranjo das pedras, invocando mútiplas mitologias e criaturas fantásticas numa amálgama unicamente possível em sonhos mirabolantes, revelar-se-ia sempre incompleta, por muitos pormenores que contivesse. Não será assim de estranhar que, pouco tempo antes da sua morte, o &lt;em&gt;facteur &lt;/em&gt;Cheval visse o seu trabalho ser reconhecido por personagens proeminentes do surrrealismo, como André Breton e Max Ernst (que inclusivamente criou uma colagem intitulada "The Postman Cheval"). Tal reconhecimento culminaria em 1969, quando o Ministro da Cultura André Malraux declarou o "Palais Idéal" como marco cultural e património nacional. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 249px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515686636104180706" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TIunxa1b4-I/AAAAAAAAAg8/_be69M8JVJQ/s320/Max+Ernst+-+The+Postman+Cheval.jpg" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Max Ernst - "The Postman Cheval" (1932)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;A informação disponível sobre a "Maison de Poupées" é bem mais escassa. Com efeito, sobre este curioso edifício apenas dispomos dos dados contidos num pequeno artigo publicado no terceiro volume da "&lt;a href="http://www.strangeattractor.co.uk/"&gt;Strange Attractor&lt;/a&gt;" de 2006, da autoria de Robert Ansell, co-fundador e director artístico da Fulgur Limited, uma editora especializada em esoterismo contemporâneo. As coordenadas da sua localização são desconhecidas e as fotografias mostram uma singela casa de campo, sobre a qual uma mente irrequieta, certamente imbuída daquele humor negro que André Breton falava, foi obsessivamente acumulando bonecas de plástico, brinquedos variados, duendes de jardim e outros que tais. O efeito produzido é semelhante ao eclodir da floração nas imensas roseiras da &lt;em&gt;Rosarie du Val-de-Marne à l'Haÿ-les-Roses&lt;/em&gt;, mas, ao invés de flores multicolores, das paredes deste casebre no sul de França, brotaram milhentos resquícios de sonhos infantis olvidados. Aqui fica um excerto do artigo:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Deep in the heart of southern France, amid the lavender, lemon groves and cicadas, rests an extraordinary house (...) reaching the far entrance, the visitor finds a vast graveyard of giant stuffed toys. Sagging and mould-ridden, astride slides, bicycles and plastic play equipment, it is not hard to imagine they were perhaps once enjoying a child's party. Then, in a surreal Pompeian tragedy, adulthood erupted and rained upon the eldricht scene, freezing it for eternity (...) It is as if Hans Bellmer and Joseph Ferdinand Cheval had collaborated under the direction of Breton himself to create a mysterious, mocking, menagerie. Raw and flawed, la maison de poupées is a rare jewel indeed".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A escolha da banda sonora obedeceu ao mote "música surrealista para uma arquitectura surrealista":&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nurse With Wound - "June 9" (Shipwreck Radio Volume Two: Eight Enigmatic Episodes From Utvaer)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Andrew Liles - "Come And See" (All Closed Doors)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Andrew Liles - "An Eternal Quest" (All Closed Doors)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Salvador Dalí &amp;amp; Igor Wakhévitch - "Troisième Entrée Et Première Sortie" (Être Dieu: Opéra-poème, Audiovisuel et Cathare en Six Parties)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Edgar Varèse - "Density 21.5" (Complete Works Of Edgar Varèse: Volume 1)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Andrew Liles &amp;amp; Jean-Hervé Péron - "The Drummer Is On Valium" (Fini!)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-5890414648719122225?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/5890414648719122225/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=5890414648719122225' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/5890414648719122225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/5890414648719122225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/09/estruturas-do-inconsciente.html' title='Estruturas do Inconsciente'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TIurg00cE3I/AAAAAAAAAhk/DvjibYi3prI/s72-c/Salvador+Dali+Surrealist+Architecture.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-8987393894465219368</id><published>2010-07-15T07:19:00.000-07:00</published><updated>2010-07-15T08:29:40.376-07:00</updated><title type='text'>True Sheffield Black Psychedelia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TD8nXdTp3qI/AAAAAAAAAgs/zvnZZaKs4Xc/s1600/Black+Vomit+Jungle+Death.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494153354372832930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TD8nXdTp3qI/AAAAAAAAAgs/zvnZZaKs4Xc/s320/Black+Vomit+Jungle+Death.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;De alguns anos a esta parte, a urbe industrial de Sheffield viu nascer uma das facetas mais sombrias e obscuras da cultura psicadélica, a qual agrega dois géneros aparentemente díspares. Este híbrido estílistico denominado "True Sheffield Black Psychedelia", paranomásia resultante da semelhança sintática com o clássico "True Norwegian Black Metal", permanece, injustamente díriamos, mui pouco divulgado na actualidade, apesar da estranheza e curiosidade, que imediatamente assaltam o ouvinte, facilitar a imersão nas intricassias sonoras debitadas por um conjunto de músicos cujo centro de operações gravita em torno da editora &lt;a href="http://www.myspace.com/karaokevocaleliminator"&gt;Frequency 13&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Playlist, 08 de Julho de 2010:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Torture Gnosis - "General Cemetery (East-West)" (Torture Gnosis, 2009)&lt;br /&gt;Torture Gnosis - "Post Industrial Decay" (Torture Gnosis, 2009)&lt;br /&gt;Skultroll - "Hideously Amplified World" (Skultroll, 2007)&lt;br /&gt;Skultroll - "Doomed Burdens" (Skultroll, 2007)&lt;br /&gt;Ice Bound Majesty - "Book Of Kalends" (Tomb To Erect, 2007)&lt;br /&gt;Rraapcek - "Adept Edit" (download directo do blog da &lt;a href="http://blog.wfmu.org/freeform/2008/04/new-nonsense-fr.html"&gt;WFMU&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;Black Vomit - "Dark Beloved Cloud" (Jungle Death, 2009)&lt;br /&gt;Lupus Golem - "Minotaure Part I" (Minotaure, 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para acederem ao álbum de Torture Gnosis e de Lupus Golem, basta acederem à página da editora norueguesa &lt;a href="http://www.twilightluggage.com/"&gt;Twilight Luggage&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mergulharem neste bizarro ambiente recomendamos a compilação "Audio Apogee - Frequency Thirteen Records Compilation: An Anti Baroque Fieldtrip Into Aire Movement And Grey Vibration" &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-8987393894465219368?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/8987393894465219368/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=8987393894465219368' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/8987393894465219368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/8987393894465219368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/07/true-sheffield-black-psychedelia.html' title='True Sheffield Black Psychedelia'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TD8nXdTp3qI/AAAAAAAAAgs/zvnZZaKs4Xc/s72-c/Black+Vomit+Jungle+Death.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-76462060601545964</id><published>2010-07-08T02:40:00.000-07:00</published><updated>2010-07-08T07:08:08.098-07:00</updated><title type='text'>Konx-Om-Pax</title><content type='html'>&lt;object width="400" height="225"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=1201051&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ffffff&amp;amp;fullscreen=1" /&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=1201051&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ffffff&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="225"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/1201051"&gt;Advanced Beauty 14 of 18 / Directed by Tom Scholefield&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/universal"&gt;Universal Everything&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="400" height="225"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12901854&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1" /&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12901854&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="225"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/12901854"&gt;Twin Portal&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/konxompax"&gt;Konx-om-Pax&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="400" height="320"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12912616&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1" /&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12912616&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="320"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/12912616"&gt;Melted Zone&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/konxompax"&gt;Konx-om-Pax&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.thewire.co.uk/themire/2010/05/display-copy-mix/"&gt;1h25m de Exclusive Display Copy Mix for Wire Magazine&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-76462060601545964?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/76462060601545964/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=76462060601545964' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/76462060601545964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/76462060601545964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/07/advanced-beauty-14-of-18-directed-by.html' title='Konx-Om-Pax'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-8947341779437365338</id><published>2010-07-07T07:27:00.000-07:00</published><updated>2010-07-07T07:38:30.587-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Les états hypnotiques de Jean-Michel Jarre (1969-1974)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não penseis em nada … sentis-vos bem … nada mais existe à vossa volta … a não ser a música que escutais e a minha voz. Sois apenas dois … e a música arrasta-vos um para o outro, magnetizados irresistivelmente pelos sons, fascinados, hipnotizados; a vontade desaparece, os corpos abraçam-se e começam a dançar, num mar de desejos, encantados… e dançais… São mais ou menos estas as palavras proferidas pela voz de Dominique Webb, ilusionista e hipnotizador, no tema “Hypnôse”, composto por Jean-Michel Jarre para um espectáculo de magia, no Olympia, em 1973. A composição minimal, os sons rudes do Moog e o ritmo encantatório parecem primitivos, como que traços atávicos numa câmara analógica e ainda longíquos, em relação aos futuros sintetizadores digitais e aos sofisticados &lt;span style="font-style: italic;"&gt;arpeggios&lt;/span&gt; do compositor de Oxygène. Com efeito, antes de começar a sua internacionalização e os seus mega-sucessos, Jarre tinha já um percurso musical rico e variado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TDSQCHMT8uI/AAAAAAAAAno/2B1xsj34Npk/s1600/Jean-Michel-Jarre-Hypnose.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TDSQCHMT8uI/AAAAAAAAAno/2B1xsj34Npk/s320/Jean-Michel-Jarre-Hypnose.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491172211636302562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Lyon, em França, filho biológico do compositor Maurice Jarre – célebre pelas inúmeras bandas-sonoras que criou em Hollywood, como “Lawrence da Arábia”, “Doctor Zhivago” ou “Dead Poets Society” – e neto de André Jarre que, para além de músico, inventou a primeira mesa de mistura da Radio Lyon, desde cedo recebeu uma educação musical clássica, fomentada pela mãe e pelos avós, que lhe proporcionaram ainda uma convivência com um mundo culto povoado de músicos e artistas. Como muitos jovens dos anos 60, Jarre foi guitarrista numa banda de rock – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Dustbins&lt;/span&gt; – a qual chegou a aparecer no filme de 1967, “Des garçons et des filles”. Interessado pela experimentação e pelas transformações musicais que as novas tecnologias permitiam, juntou-se em 1968 ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Groupe de Recherches Musicales&lt;/span&gt;, sob a direcção de Pierre Schaeffer, um dos inventores da música concreta e o pensador da arte dos “objectos sonoros”. Foi nessa altura que Jarre começou a trabalhar com um sintetizador modular Moog, ao qual adicionou um gravador Revox e outros sintetizadores analógicos SEM, confeccionando no estúdio improvisado na sua cozinha as suas primeiras produções originais. Em 1969, cria o seu primeiro single “La Cage”, mas devido ao seu carácter experimental e vanguardista, só em 1971, a Pathé Marconi arriscou o seu lançamento comercial, que, na verdade, se veio a revelar um fracasso, com apenas 117 cópias vendidas. O single foi interpretado ao vivo pelo próprio Jarre, por ocasião da reabertura da Ópera Garnier em Paris, em 1971, e integrado na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;opera-ballet&lt;/span&gt; electro-acústica &lt;span style="font-style: italic;"&gt;AOR&lt;/span&gt;, coreografada por Norbert Schmucki. Jarre haveria de produzir várias peças para ballet, teatro, televisão, publicidade até começar a trabalhar com artistas comerciais como Patrick Juvet e Françoise Hardy e uma banda sonora para o filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les Granges Brûlées&lt;/span&gt;, com Alain Delon e Simone Signoret, que recupera de certa forma o trabalho do seu primeiro álbum “Deserted Palace”. Em 1976, lança o álbum que lhe haveria de dar fama mundial Oxygène e a partir daí a história é outra…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TDSPmn60gYI/AAAAAAAAAng/W8BPGsWWxAc/s1600/jean-michel+jarre+erosmachine.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 280px; height: 282px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TDSPmn60gYI/AAAAAAAAAng/W8BPGsWWxAc/s320/jean-michel+jarre+erosmachine.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491171739384971650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em fundo escutámos logo no início da crónica o lado B, instrumental, do disco editado em 1972 pela Disques Motors, “Hypnôse” e de seguida começámos a ouvir “Poltergeist Party”, o primeiro tema do primeiro álbum de 1972. Ficámos depois com o já referido primeiro single “La Cage”, uma peça marcada pelo período GRM e pela música concreta, mas também respirando os ares psicadélicos do tempo. Houve ainda tempo para o lado B desse single, “Erosmachine” que evoca logo no início o mistério acústico dos objectos sonoros, os quais se deixam envolver pelo erotismo dos sopros e suspiros (afinal, quão longe estaria Jarre de umas “Variations pour une Porte et Un Soupir”?). Finalizámos com outra raridade de Jean-Michel Jarre, que sob o nome de 1906 edita em 1974 um single “Cartolina”, do qual escutaremos o lado B, “Helza”, um relaxado tema de Jazz de fusão mas que aspira às derivas cósmicas do país da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sauer kraut&lt;/span&gt;. Enjoy!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-8947341779437365338?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/8947341779437365338/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=8947341779437365338' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/8947341779437365338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/8947341779437365338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/07/les-etats-hypnotiques-de-jean-michel.html' title='Les états hypnotiques de Jean-Michel Jarre (1969-1974)'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TDSQCHMT8uI/AAAAAAAAAno/2B1xsj34Npk/s72-c/Jean-Michel-Jarre-Hypnose.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-1030466995313891549</id><published>2010-06-27T09:19:00.000-07:00</published><updated>2010-06-27T09:45:12.898-07:00</updated><title type='text'>Caderno Escolar Ref. 233.V</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Curiosos objectos que nos descobriram numa papelaria da cidade de Coimbra. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;"Cadernos Psicadélicos" (ver pormenor no canto direito da contracapa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 227px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487490197168144578" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TCd7QqalQMI/AAAAAAAAAfc/GrTCBKaLsb0/s320/caderno+psicad%C3%A9lico+1.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 227px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487490508026678002" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TCd7iwdCCvI/AAAAAAAAAfk/8Q8p4SNm-8g/s320/caderno+psicad%C3%A9lico+2.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487491052719676930" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TCd8Cdl9ngI/AAAAAAAAAfs/Cmodq6PcdM4/s320/caderno+psicad%C3%A9lico+3.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487492105566469762" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TCd8_vwMvoI/AAAAAAAAAf0/qxuuZfuPfF0/s320/caderno+psicad%C3%A9lico+4.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 230px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487492264188863810" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TCd9I-quZUI/AAAAAAAAAf8/OoRmQrnx9fA/s320/caderno+psicad%C3%A9lico+5.jpg" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-1030466995313891549?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/1030466995313891549/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=1030466995313891549' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1030466995313891549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1030466995313891549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/06/caderno-escolar-ref-233v.html' title='Caderno Escolar Ref. 233.V'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TCd7QqalQMI/AAAAAAAAAfc/GrTCBKaLsb0/s72-c/caderno+psicad%C3%A9lico+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-2567780851031461786</id><published>2010-06-20T13:58:00.000-07:00</published><updated>2010-06-20T15:37:39.058-07:00</updated><title type='text'>Ευάνγελος Οδυσσέας Παπαθανασίου, Filho de Afrodite</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TB6TeppbmNI/AAAAAAAAAfE/OR9RTOScPJk/s1600/aphrodites+child+rain+and+tears.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484983550968830162" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TB6TeppbmNI/AAAAAAAAAfE/OR9RTOScPJk/s200/aphrodites+child+rain+and+tears.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ao percorrer as faixas da compilação "The BYG Deal", editada pela Finders Keepers em 2009, deparamo-nos com um nome improvável, o qual motivou a emissão de 17 de Junho de 2010 do Laboratório Chimico. Fundada em 1968 no seguimento das revoltas estudantis, a BYG funcionou como catalisador da cena underground francesa, alimentando apetites colectivos pelo jazz, blues e rock psicadélico, e acalentando a chama criativa inspirada pela revolução. Neste registo compilatório encontramos nomes familiares, como Gong ou Brigitte Fontaine, a par do misterioso nome reproduzido no título deste texto, (Evangelos Odysseas Papathanassiou) cujos amantes da música sintetizada rapidamente reconhecerão como Vangelis. Em "The BYG Deal" dois temas pertencem-lhe, um atribuído a Vangelis e outro ao projecto Alpha Beta, revelando uma faceta do grego, para muitos desconhecida, pontuada pelo delírio psicadélico e que suscitou uma viagem pela sua história pessoal com o intuito de averiguar se outras improbablidades estariam ocultas por detrás do véu encadeador que foram os seus grandes sucessos como compositor de bandas sonoras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484983141948356594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 273px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TB6TG17Wd_I/AAAAAAAAAek/9_gzrrcv01Q/s320/vangelis+the+dragon+(back).jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TB6TZpaZ5yI/AAAAAAAAAe8/hB57FabSmaM/s1600/aphrodites+child+let+me+love+let+me+live.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484983465006458658" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TB6TZpaZ5yI/AAAAAAAAAe8/hB57FabSmaM/s200/aphrodites+child+let+me+love+let+me+live.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nascido em 1943, Vangelis deu os primeiros passos da sua carreira profissional no grupo The Forminx, o qual se tornou bastante reconhecido e conceituado na Grécia, até ao término de actividades em 1966. Um ano mais tarde, Evangelos Odysseas Papathanassiou junta-se a outra vaca sagrada da música helénica, Demis Roussos, formando os Aphrodite's Child, projecto de pop psicadélico cujo nome derivava de uma música de Dick Campbell contida no albúm "Sings Where It's At". Os primeiros trabalhos deste quarteto podem ser encontrados no disco do seu compatriota George Romanos "In Concert And In The Studio", contudo, considerando a sua terra natal um campo pouco fértil para o estilo musical que praticavam, optam por partir em direcção à Meca do psicadelismo europeu, Londres.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484983367385069458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 319px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TB6TT9vpt5I/AAAAAAAAAe0/kvGhYKntiLk/s320/aphrodites+child+end+of+the+world.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A viagem foi conturbada. Os músicos acabariam por não conseguir as licenças de trabalho exigidas pelo Reino Unido, o que, conjuntamente com as greves e protestos estudantis em Maio de 68, determinaram o assentar de arraiais dos Aphrodite's Child em Paris. Nesta cidade assinam pela Mercury Records e gravam dois discos, "End Of The World" em 1968, e "It's Five O'Clock" em 1969, ambos aclamados pela crítica e carinhosamente acolhidos pelo público. A jóia da coroa e último dos três albuns de originais do grupo começa a ser gravado em 1970, num momento em que as tensões entre os membros começavam a emergir. Tratava-se de um albúm conceptual, fruto do trabalho de Vangelis com o letrista Costas Ferris de adaptação do livro bíblico "Apocalipse de São João", intitulado "666".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484983236366780434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TB6TMVqdSBI/AAAAAAAAAes/TBSRRLgQ2eQ/s320/aphrodites+child+666.jpg" border="0" /&gt;Verdadeira revelação de rock progressivo e psicadélico, destacando-se pela ausência da sensibilidade pop que permeava os outros registos, "666" motivou um longo litígio entre Vangelis e a editora, a qual objectava a inclusão da faixa "∞" onde Irene Papas repetia as palavras "I was, I am, I am to come" num registo de histeria erótica. Outro foco de conflito era uma pequena referência na capa do disco onde se podia ler que este tinha sido gravado sob a influência de Sahlep. Erroneamente interpretada como um substância psicotrópica ou ritual ocultista, Sahlep era simplesmente uma bebida popular no Mediterrâneo Oriental, e o duplo LP lá acabou por ver a luz do dia em 1972, através da Vertigo Records, subsidiária da Mercury, numa altura em que os Aphrodite's Child já se haviam separado para prosseguirem carreiras individuais de sucesso variável.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TB6TkSUX7jI/AAAAAAAAAfM/1KPA2QExNsc/s1600/vangelis+the+dragon.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484983647785709106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TB6TkSUX7jI/AAAAAAAAAfM/1KPA2QExNsc/s200/vangelis+the+dragon.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mas a história paralela de Vangelis pela música psicadélica não terminou com o apocalipse dos filhos de Afrodite. Em 1971 participa numa série de sessões de improvisação nos estúdios Marquee em Londres, das quais resultariam dois albuns, "Hypothesis" e "The Dragon", lançados em 1978 sem a autorização do músico, acabando por ser retirados do mercado pouco tempo depois. O rock progressivo continuou, assim, presente nas primeiras fases do seu trabalho em nome próprio, dando paulatinamente lugar à electrónica. O reconhecimento internacional, esse veio no formato banda sonora, com os sucessos de "Charriots Of Fire" e "Blade Runner", mas essa é outra história...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484983753091031058" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 108px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TB6TqanHoBI/AAAAAAAAAfU/Ts08jHYCFGk/s200/Aphrodites+Child.jpg" border="0" /&gt;A incursão pelo passado de Vangelis teve a seguinte banda sonora:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vangelis - "Stuffed Tomato" (V.A. - The BYG Deal)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alpha Beta - "Atral Abuse" (V.A. - The BYG Deal)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dick Campbell - "Aphrodite's Child" (Sings Where It's At)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;George Romanos - "Eisagogi" (Two Small Blue Horses / In Concert And In The Studio)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aphrodite's Child - "Valley Of Sadness" (End Of The World)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aphrodite's Child - "Let Me Love, Let Me Live" (It's Five O'Clock)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aphrodite's Child - "All The Seats Were Ocuppied" (666)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vangelis - "Stuffed Aubergine" (The Dragon)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-2567780851031461786?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/2567780851031461786/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=2567780851031461786' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2567780851031461786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2567780851031461786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/06/filho-de-afrodite.html' title='Ευάνγελος Οδυσσέας Παπαθανασίου, Filho de Afrodite'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TB6TeppbmNI/AAAAAAAAAfE/OR9RTOScPJk/s72-c/aphrodites+child+rain+and+tears.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-1496058372453530382</id><published>2010-06-16T17:32:00.000-07:00</published><updated>2010-06-17T12:58:36.519-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Mr. Suehiro Maruo’s Freakshow</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TBltqx7uQbI/AAAAAAAAAnQ/dtBKizoHOOM/s1600/maruo_shojotsubali1984.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 236px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TBltqx7uQbI/AAAAAAAAAnQ/dtBKizoHOOM/s320/maruo_shojotsubali1984.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483534603026055602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Midori, shoujo tsubaki, a menina das camélias, pertencia a uma família pobre. O pai, endividado pelas dívidas do jogo, abandonou o lar e Midori, para ajudar a mãe doente, vendia flores nas ruas de Tokyo dos anos 20. Mas entretanto a mãe faleceu, deixando-a órfã e perdida num mundo cruel, do qual parecia ter sido resgatada quando um homem de chapéu de coco lhe propôs um trabalho no meio dos artistas. Porém, a desafortunada rapariga cedo descobriu que havia sido enganada e que se tornara simplesmente numa criada permanentemente maltratada por todos no circo de aberrações do senhor Arashi. Gigantes engolidores de espadas, anões desmembrados, hermafroditas e homens desfigurados de cabeça enfaixada povoavam os dias miseráveis de Midori, assediando-a, humilhando-a, tornando a sua vida tão infernal que preferia a morte. Até que um dia apareceu um novo personagem, Masamitsu, o carismático anão contorcionista que realizava o prodígio de se enfiar completamente num boião de vidro. Com o seu penetrante olhar, seduziu Midori e mostrou-se como o seu protector, impedindo que maltratassem a sua querida assistente. Frágil e sem outra esperança, Midori agarrou-se a ele revelando um sorriso que há muito havia perdido. Mas também Masamitsu tinha um lado obscuro e perturbador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TBlvx7T7L8I/AAAAAAAAAnY/jL7GGSkk_fM/s1600/original_28_04_trim.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 218px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TBlvx7T7L8I/AAAAAAAAAnY/jL7GGSkk_fM/s320/original_28_04_trim.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483536924825825218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esta história, posta em banda-desenhada, pelo já famoso Suehiro Maruo, inspira-se num antigo kami shibai, ou seja, um espectáculo tradicional que ocorria em feiras de rua, onde um contador de histórias se socorria de cartões com desenhos fantásticos para ilustrar as suas narrativas efabuladas, em cujo verso estavam por vezes escritas legendas relativas à imagem, que eram vendidas posteriormente aos que haviam ficado fascinados com aqueles contos cheios de drama e crueldade. Suehiro Maruo cruzou esta referência do Japão tradicional e do subgénero do muzan-e – gravuras que representavam atrocidades - com a estética do expressionismo alemão, fazendo jus à sua inspiração gótica de juventude. Na verdade, o trabalho de Suehiro Maruo sempre foi assombrado por esses autores mais obscuros como o Marquês de Sade, Edgar Allan Poe, Baudelaire ou Georges Bataille, onde o erótico e o grotesco sempre vão de mãos dadas para explorar as mais negras paixões da humanidade. Aliás, as suas obras são conotadas normalmente com o ero-guro, movimento literário e artístico dos anos 20/30 que se focava na violência, no erotismo e no grotesco e que aliava a tradição dos artistas shunga como Yoshitoshi com o imaginário decadente da república de Weimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XsKoT4iqdS4&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XsKoT4iqdS4&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Midori foi ainda adaptado para o cinema de animação por Hiroshi Harada, um renegado da indústria de animação japonesa, tal como Maruo havia sido no início pelas revistas de shonen manga. Rejeitado por inúmeros estúdios, decidiu gastar as suas poupanças numa produção independente, com a consultadoria artística do próprio Maruo e a ajuda de várias figuras do underground japonês, para realizar um filme que não teve distribuição comercial no Japão. Com efeito, as projecções do filme no Japão, a partir de 1992 – ano da sua conclusão – existiram apenas em circunstâncias bastante obscuras, fomentadas pelo próprio Harada que divulgava cripticamente o filme e a sua projecção, deixando pistas sobre a ocasião e o local para os que conseguissem encontrar poderem assistir ao filme, rodeados por um ambiente de cabaret e freakshow. A banda sonora foi composta nada mais nada menos que pelo não menos estranho J. A. Seazer, habitué da cena psicadélica e experimental japonesa, membro dos Tokyo Kid Brothers e da companhia de teatro de Shuji Terayama para a qual fez inúmeras composições.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-1496058372453530382?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/1496058372453530382/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=1496058372453530382' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1496058372453530382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1496058372453530382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/06/mr-suehiro-maruos-freakshow.html' title='Mr. Suehiro Maruo’s Freakshow'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/TBltqx7uQbI/AAAAAAAAAnQ/dtBKizoHOOM/s72-c/maruo_shojotsubali1984.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-2603230919048549262</id><published>2010-06-12T10:44:00.000-07:00</published><updated>2010-06-27T09:55:22.551-07:00</updated><title type='text'>Elogio do Psicadelismo Sombrio</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 210px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481966891376566898" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TBPb187z4nI/AAAAAAAAAeM/y3yM3D2vKwc/s320/junichiro+tanizaki+-+elogio+da+sombra.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Junichiro Tanizaki - "Elogio da Sombra" (primeira edição portuguesa)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O facto de, na casa japonesa, o alpendre do telhado avançar tanto, deve-se ao clima, aos materiais de construção e a diversos outros factores, sem dúvida. Por exemplo, à falta de tijolos, de vidro e de cimento, terá sido preciso, para proteger as paredes das rajadas de chuva laterais, projectar o telhado para diante, de forma que o japonês, que teria certamente preferido uma divisão clara a uma escura, foi assim levado a fazer da necessidade virtude. Mas aquilo a que chamamos belo não é normalmente mais que uma sublimação das realidades da vida, e foi assim que os nossos antepassados, obrigados a viver quer quisessem quer não em divisões escuras, descobriram o belo no meio da sombra, e depressa utilizaram a sombra para obter efeitos estéticos."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Junichiro Tanizaki, "Elogio da Sombra"&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 317px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481966148017193874" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TBPbKrtIA5I/AAAAAAAAAd0/R3FrRTB1YpA/s320/kousokuya+-+ray+night.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Kousokuya - "Ray Night 1991-1992 Live"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na emissão de 3 de Junho de 2010, foi traçado um paralelismo entre um ramo do psicadelismo que floresceu no Japão a partir de finais da década de 1960, caracterizado pelo negrume ácido das melodias, as vestimentas pretas dos seus artífices, e as capas monocromáticas e minimalistas que adornam os discos, e um ensaio de estética da autoria do escritor nipónico Junichiro Tanizaki intitulado "Elogio da Sombra" datado de 1933.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A hipótese levantada é que este género musical, que doravante nos atrevemos a designar "psicadelismo sombrio", revela, mais que o Group Sounds ou o Japrock, a essência da estética tradicional japonesa. No seu pequeno livro, Tanizaki apresenta uma série de exemplos concretos, da arquitectura das casas aos objectos lacados, passando pelo teatro e pelas vestimentas tradicionais, sobre os quais faz incidir as dicotomias luz e sombra, claridade e obscuridade, para contrastar Oriente e Ocidente, tradição e modernidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 319px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481966486196447826" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TBPbeXhV6lI/AAAAAAAAAd8/fgeDP5nZVzQ/s320/keiji+haino+-+affection.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Keiji Haino - "Affection"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Junichiro Tanizaki (1886-1965) não foi excepção nesta tendência e entusiasmo, sendo as suas obras de juventude caracterizadas por um estilo onde é visível o fascínio pelo Ocidente e onde são notórias as influências de autores como Edgar Poe, Charles Baudelaire ou Oscar Wilde. No entanto, este entusiasmo como que arrefeceu face ao trágico impacto do terramoto que ficou conhecido para a História pelo Grande Kanto de 1923 (142.000 mortos), sismo que levou Tanizaki a abandonar definitivamente Tóquio, sua cidade natal, e com ela o tipo de vida e as influências que até aí tanto o encantavam e o fizeram passar os dias de juventude numa boémia dourada, marcada pelos estigmas da modernidade. Na ressaca desse sismo interior, Junichiro Tanizaki abandonou a mulher e filhos e mudou-se para a zona de Kansai, região onde estão situadas as tradicionais cidades de Kyoto, Kobe e Osaka, passando, doravante, a sua obra a enaltecer os valores e a cultura japonesa dos seus antepassados. Publicado em 1933, o Elogio da Sombra demonstra com sublime rigor e detalhe descritivo essa nova postura de Tanizaki perante o mundo, sendo as suas páginas um louvor à especificidade (superioridade?) do modo japonês de encarar a existência e um manifesto de um certo desgosto pelo seu desaparecimento face à ocidentalização do Japão"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Pedro Serrano, nota introdutória à edição portuguesa de "Elogio da Sombra"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 271px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481965937746859506" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TBPa-cYxVfI/AAAAAAAAAds/9RAbz-NkCrg/s320/les+rallizes+denudes+-+%2777+live.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Les Rallizes Dénudés - "'77 Live"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Algumas décadas mais tarde, no Outono de 1967, a academia Eigakko, uma universidade fundada em 1875 por um samurai reformado, era povoada por um conjunto de estudantes intelectuais que rejeitavam o comercialismo galopante do Group Sounds de influência marcadamente britânica e americana, optando antes por enaltecer as virtudes da música folk japonesa. Os seus gostos recaiam sobre o traje negro e a literatura existencialista, os quais funcionavam como contraponto aos logótipos multicolores da Coca-cola e à filosofia "alegre" da contracultura hippie. A atmosfera fumarenta, escura e abafada dos cafés onde esta turba se reunia, acabaram por seduzir um jovem estudante, de seu nome Takeshi Mizutani, que em Novembro de 1967 forma um quarteto com Moriaki Wakabayashi (baixo), Takashi Kato (bateria) e Takeshi Nakamura (guitarra), mais tarde reconhecidos como Les Rallizes Dénudés. Proponentes de uma música agreste e sombria, pontuada por doses massivas de reverb e feedback, estas personagens reclusivas e isolacionistas faziam ecoar musicalmente as palavras contidas no ensaio de Tanizaki, fundando o "psicadelismo sombrio". Curioso será notar que, à semelhança de Junichiro Tanizaki, também Takeshi Mizutani foi influenciado pelos trabalhos de escritores ocidentais, como Jean-Paul Sartre, Antonin Artaud e Jacques Derrida, os quais prosseguiram na senda dos supracitados, explorando as facetas mais obscuras do psiquismo humano.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 312px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481966746779255522" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TBPbtiRIAuI/AAAAAAAAAeE/J2E-iu1t-pk/s320/suishou+no+fune+-+whre+the+spirits+are.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Suishou No Fune - "Where The Spirits Are"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Outros grupos trilharam caminhos similares, continuando alguns deles a subsistir na actualidade. Fushitsusha e Keiji Haino, Kousokuya e Jutok Kaneko, Suishou no Fune e a editora Psychedelic Speed Freak (P.S.F.), continuam a ostentar os estandartes deste "psicadelismo sombrio", o qual não será mais que uma nova camada de sedimentos que se acumulou no curso de água resultante do curioso intercâmbio entre Ocidente e Oriente, inundado de ambivalência, que remonta à abertura forçada do Japão em 1853.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 223px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487496795867970610" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TCeBQwfN_DI/AAAAAAAAAgM/bRJbuftV65c/s320/Elogio+da+Sombra+(2%C2%AA+edicao).jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Elogio da Sombra (capa da segunda edição portuguesa)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Alguns poderão dizer que a beleza enganadora criada pela penumbra não é a beleza autêntica. Todavia, e tal como o dizia atrás, nós os Orientais criamos beleza ao fazermos nascer sombras em locais por si mesmo insignificantes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ramagens&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;se as juntarem e enlaçarem&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;uma cabana surge&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;desenlaçai-as e tereis&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;como antes a planura&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;diz o velho poema, e, afinal de contas, o nosso pensamento actua segundo um raciocínio análogo: creio que o belo não é uma substância em si, mas apenas um desenho de sombras, um jogo de claro-escuro produzido pela justaposição de diversas substâncias. Tal como uma pedra fosforescente que emite brilho quando colocada na escuridão e ao ser exposta à luz do dia perde todo o fascínio de jóia preciosa, também o belo perde a sua existência se lhe suprimirmos os efeitos da sombra. (...) Mas qual a razão para esta tendência de procurar o belo no obscuro com tanta força se manifestar apenas nos Orientais? Ainda não há muito, também o Ocidente ignorava a electricidade, o gás, o petróleo, mas, tanto quanto sei, nunca sentiu, a tentação de se deliciar com a sombra. (...) Qual poderá ser a origem de uma diferença de gostos tão radical? Pensando bem, é porque nós, Orientais, procuramos acomodar-nos aos limites que nos são impostos, que desde sempre nos satisfizemos com a nossa presente condição; consequentemente, não sentimos repulsa alguma pelo que é obscuro, resignamo-nos a ele como a algo de inevitável: se a luz é fraca, pois que o seja! Mais, afundamo-nos com delícia nas trevas e descobrimos-lhe uma beleza própria."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Junichiro Tanizaki, "Elogio da Sombra"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Delícias musicais que fundamentaram este paralelismo:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Keiji Haino - Untitled (Tenshi No Gijinka)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Les Rallizes Dénudés - "Enter The Mirror" (Flightless Bird)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Kousokuya - "Shadow Of A Dream" (Echoes From The Deep Underground)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Suishou no Fune - "Black Phantom" (Where The Spirits Are)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Acompanhamento audiovisual:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ke-mE0DdM1c&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ke-mE0DdM1c&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-2603230919048549262?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/2603230919048549262/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=2603230919048549262' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2603230919048549262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2603230919048549262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/06/elogio-do-psicadelismo-sombrio.html' title='Elogio do Psicadelismo Sombrio'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TBPb187z4nI/AAAAAAAAAeM/y3yM3D2vKwc/s72-c/junichiro+tanizaki+-+elogio+da+sombra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-1765899457404431927</id><published>2010-05-16T09:02:00.000-07:00</published><updated>2010-06-20T15:41:50.713-07:00</updated><title type='text'>Temporal Paradox</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482285758402569394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TBT92dLEpLI/AAAAAAAAAec/DQOT2sX6TkM/s320/dukes+of+stratosphear.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Anomalias históricas, exercícios nostálgicos, uma forma de capitalizar um nicho de mercado orfão ou, muito simplesmente, o corolário da soma cumulativa da experiência psicadélica, são algumas das possibilidades interpretativas do trabalho de nick nicely, The Dukes Of Stratosphear e The Fraternal Order Of The All durante os anos 80 e 90 do século passado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482285618503846034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TBT9uUAniJI/AAAAAAAAAeU/kUari6XzEsc/s320/nick+nicely+psychotropia.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lista de paradoxos temporais abordados no Laboratório Chimico de 13 de Maio de 2010: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Al Kooper &amp;amp; Stephen Stills - "Season Of The Witch" (Super Session)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nick nicely - "DC Dreams" (DCT Dreams)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nick nicely - "49 Cigars" (Hilly Fields)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;The Dukes Of Stratosphear - "My Love Explodes" (25 O'Clock)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;The Dukes Of Stratosphear - "The Mole From The Ministry" (25 O'Clock)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;The Dukes Of Stratosphear - "You're My Drug" (Chips From The Chocolate Fireball)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;The Dukes Of Stratosphear - "Brainiac's Daughter" (Psonic Psunspot)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;The Fraternal Order Of The All - "Time Is Standing Still" (Greetings From Planet Love)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;The Fraternal Order Of The All - "Love Tonight" (Greetings From Planet Love)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nick nicely - "On The Beach" (Psychotropia)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nick nicely - "1923" (Psychotropia)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/X-fL68DbcQ0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/X-fL68DbcQ0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-1765899457404431927?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/1765899457404431927/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=1765899457404431927' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1765899457404431927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1765899457404431927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/05/temporal-paradox.html' title='Temporal Paradox'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TBT92dLEpLI/AAAAAAAAAec/DQOT2sX6TkM/s72-c/dukes+of+stratosphear.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-769519001756382580</id><published>2010-05-14T15:58:00.000-07:00</published><updated>2010-05-16T09:01:49.606-07:00</updated><title type='text'>Entre o espaço sideral e o espaço mental</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S_AWrCHQQ2I/AAAAAAAAAdc/4g3uGvtHF7o/s1600/Hawkwind+-+In+Search+Of+Space.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 319px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471898475812635490" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S_AWrCHQQ2I/AAAAAAAAAdc/4g3uGvtHF7o/s320/Hawkwind+-+In+Search+Of+Space.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O cosmos infinito permaneceu, ao longo dos tempos, uma influência maior na criação musical, como pudemos atestar nas duas emissões dedicadas a esta temática. Contudo, com o advento e massificação das substâncias alucinogéneas opera-se uma mudança radical na relação entre ambos. Assim, ao invés de almejar uma viagem por territórios alienígenas através do som, o bombardeamento sensorial operado pelo psicadelismo concretizava-se numa viagem por um outro espaço, igualmente infinito: o espaço mental. O enfoque estilístico altera-se igualmente, com a adopção do rock como língua franca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda sonora foi a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S_AWyjZIXlI/AAAAAAAAAdk/sboGP5YuA64/s1600/Tornados-Telstar.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471898605005069906" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S_AWyjZIXlI/AAAAAAAAAdk/sboGP5YuA64/s200/Tornados-Telstar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Lothar and The Hand People - "Space Hymn" (Space Hymn)&lt;br /&gt;The Tornados - "Telstar" (Telstar/Jungle Fever)&lt;br /&gt;The Blue Men - "I Hear A New World" (I Hear A New World: An Outer Space Music Fantasy By Joe Meek)&lt;br /&gt;The Blue Men - "Magnetic Field" (I Hear A New World: An Outer Space Music Fantasy By Joe Meek)&lt;br /&gt;The Jimi Hendrix Experience - "Third Stone From The Sun" (Are You Experienced)&lt;br /&gt;The Jimi Hendrix Experience - "Exp" (Axis: Bold As Love)&lt;br /&gt;The Jimi Hendrix Experience - "Up From The Skies" (Axis: Bold As Love)&lt;br /&gt;Pink Floyd - "Astronomy Domine" (The Piper At The Gates Of Dawn)&lt;br /&gt;Hawkwind - "Master Of The Universe" (In Search Of Space)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-769519001756382580?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/769519001756382580/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=769519001756382580' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/769519001756382580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/769519001756382580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/05/entre-o-espaco-sideral-e-o-espaco.html' title='Entre o espaço sideral e o espaço mental'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S_AWrCHQQ2I/AAAAAAAAAdc/4g3uGvtHF7o/s72-c/Hawkwind+-+In+Search+Of+Space.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-8544809476300455158</id><published>2010-05-01T09:24:00.000-07:00</published><updated>2010-05-01T09:32:37.402-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Psychedelic wormhole (2001: A space odyssey) 1968</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S9xWbmK7H1I/AAAAAAAAAm4/bFBiXC-lI0A/s1600/Worm3.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 209px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S9xWbmK7H1I/AAAAAAAAAm4/bFBiXC-lI0A/s320/Worm3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466339079823761234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um buraco-de-verme (ou wormhole na língua que cunhou o termo pela primeira vez) é uma figura hipotética na topologia do sistema espaço-tempo acerca da qual a física teórica pós-einsteineana tem especulado e de que a ficção-científica se tem servido desde os meados do século XX. Muito grosseiramente, trata-se de um atalho através do espaço e do tempo que ligaria dois lugares distintos e não contíguos numa geometria não-euclideana, como se se tratasse de uma garganta ligando duas bocas abertas sobre dois momentos e locais distintos. Deste modo alimentou as narrativas que imaginaram o encontro ou mesmo a construção artificial desses buracos e a consequente possibilidade de viajar não só no espaço sideral como através do tempo cósmico. Mas, ainda que a concepção deste dispositivo topológico seja matematicamente possível e resolva eficazmente uma série de problemas abertos pela relatividade geral, muitos astrofísicos recusam a possibilidade de viagens no tempo, na medida em que a extrema instabilidade dessas estruturas provocaria a sua extinção no preciso momento em que um objecto entrasse num desses buracos. Não obstante, as actuais experiências no acelerador de partículas do CERN deram azo à especulação sobre uma eventual demonstração experimental da sua existência a uma escala quântica.&lt;br /&gt;Visualmente, porém, a melhor ilustração do fenómeno poderá encontrar-se na sequência que ficou conhecida como “Star Gate”, no filme de 1968 de Stanley Kubrick, 2001: Odisseia no Espaço. O astronauta David Bowman, criado incialmente pelo escritor Arthur C. Clarke, ao aproximar-se de um monólito na órbita de Júpiter vê-se absorvido, a uma velocidade superior à da luz, por um túnel multi-colorido que distorce os limites da percepção do espaço e do tempo e o arrasta numa viagem, ao mesmo tempo, maravilhosa e aterradora para uma outra dimensão cósmica e existencial. As magníficas imagens do corredor hiperespacial foram criadas por uma técnica já utilizada por John Whitney em “Catalog” de 1961 e adaptada para o grande formato de 2001 por Douglas Trumbull: a técnica do “slit-scan”, que implica o intercalamento de uma película móvel estrategicamente fendida, entre a câmara, também ela móvel, e o objecto filmado, neste caso painéis de vidro pintado. O resultado final é o de uma trip psicadélica inesquecível que culmina no encontro do astronauta com o seu próprio processo de envelhecimento, numa surrealista câmara mobilada ao estilo Luís XV, e à visão da sua própria morte. O reaparecimento do monólito aos seus pés permite uma transformação redentora de Dave num feto envolvido por uma esfera de luz que entra na órbita do planeta terra, simbolizando eventualmente o novo patamar da inteligência. Tudo isto ressoa às experiências enteogénicas tantas vezes relatadas pelos gurus da cultura dos psicotrópicos alucinogénios e, tendo em conta, a época do filme, reflectiria com certeza as aspirações de uma geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ou6JNQwPWE0&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ou6JNQwPWE0&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sequência “Star Gate” é acompanhada por uma banda sonora também ela extraordinária e que consiste numa mistura de três obras do compositor húngaro György Ligeti: Requiem para soprano, mezzo-soprano, dois coros mistos e orquestra; Atmosphères, uma obra de 1961 para orquestra completa; e ainda Aventures, de 1962, para 3 vozes e 7 instrumentos, ligeiramente alterada para a banda sonora do filme.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-8544809476300455158?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/8544809476300455158/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=8544809476300455158' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/8544809476300455158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/8544809476300455158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/05/psychedelic-wormhole-2001-space-odyssey.html' title='Psychedelic wormhole (2001: A space odyssey) 1968'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S9xWbmK7H1I/AAAAAAAAAm4/bFBiXC-lI0A/s72-c/Worm3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-5552180124231227078</id><published>2010-05-01T09:13:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T14:57:45.897-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>L’Amérique hypnagogique de Baudrillard</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Aproximar outro universo, outro tempo, outro mundo. Receber as imagens de uma utopia estranha que, incessantemente, oscila entre sonho e realidade.” Assim é descrita a experiência da leitura de “L’Amérique” de Jean Baudrillard, na contra-capa da sua edição francesa. E, com efeito, ler este livro é como viajar, através de uma estética do fascínio, da sideração e da alucinação conceptual do semiólogo francês, por uma paisagem heterotópica e hipnagógica da América, simulada, como num mapa inventado por Borges à escala 1:1, pela semiose auto-imune de Baudrillard, onde o referente desaparece por detrás da aglutinação entre o significado e o significante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S9xUXI0AiqI/AAAAAAAAAmo/38e273yB8A0/s1600/jb_lasvegas.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 272px; height: 185px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S9xUXI0AiqI/AAAAAAAAAmo/38e273yB8A0/s320/jb_lasvegas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466336804200286882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É o próprio que se refere à sua experiência deste modo: “A América não é nem um sonho, nem uma realidade, é uma hiperrealidade. É uma hiperrealidade porque é uma utopia que desde o início foi assumida como realizada. Tudo aí é real, pragmático, e tudo nos torna sonhadores. Talvez a verdade da América apenas possa aparecer a um europeu, já que apenas ele encontra aí o simulacro perfeito, o da imanência e da transcrição material de todos os valores. Os americanos, eles, não têm nenhum sentido da simulação. Eles são a sua configuração perfeita, mas não têm a linguagem desta, na medida em que são eles o seu modelo.”&lt;br /&gt;O livro editado em 1986, depois de uma viagem e estadia nos Estados Unidos, parece o registo escrito de um delírio hiper-lúcido, provocado pela sobre-estimulação sensorial e intelectual do sociólogo, exposto a uma visão estranhamente familiar de um país cuja memória antecede e antecipa a sua experiência possível, ao ponto de fazer com que a realidade pareça imitar a sua representação. Contemporâneo do crescimento exponencial da digitalização e mediatização do real, o país surge-lhe, então, assim: “A América é um gigantesco holograma, no sentido em que a informação total está contida em cada um dos seus elementos. Tome-se a mais pequena estação de serviço no deserto, ou uma qualquer rua de uma cidade do Middle West, um parque de estacionamento, uma casa californiana, um Burger King ou um Studebaker, e obtém-se toda a América, a sul, a norte, a este como a oeste. Holográfica no sentido da luz coerente do laser, homogeneidade dos elementos simples conduzidos pelos mesmos feixes. Do ponto de vista visual e também plástico: temos a impressão de que as coisas estão feitas de uma matéria irreal, que elas giram e se deslocam no vazio como por um efeito luminoso especial, uma película que atravessamos sem nos apercebermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S9xUyvMlQ1I/AAAAAAAAAmw/OYl-qgaODCA/s1600/las-vegas.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 290px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S9xUyvMlQ1I/AAAAAAAAAmw/OYl-qgaODCA/s320/las-vegas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466337278360372050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Com certeza o deserto, mas Las Vegas, a publicidade, e também a actividade das pessoas, public relations, electrónica da vida quotidiana, tudo se recorta com a plasticidade e a simplicidade de um sinal luminoso. O holograma está próximo do fantasma, é um sonho tridimensional, e podemos nele entrar como num sonho. Tudo se prende com a existência do raio luminoso que transporta as coisas; se ele é interrompido, todos os efeitos se dispersam, e também a realidade. Ora, temos bem a impressão que a América é feita de uma comutação fantástica de elementos semelhantes, e que tudo se mantém apenas no fio de um raio luminoso, de um raio laser que conduz sob os nossos olhos a realidade americana. O espectral aqui não é o fantasmal ou a dança dos espectros, é o espectro da dispersão da luz.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrita, assim, no limiar entre uma descrição alucinada de quem ainda não saiu verdadeiramente da “viagem” – real ou sonhada – e a flutuação conceptual de quem já desliza na superfí&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S-HocvxTyOI/AAAAAAAAAnI/vEWFwJwluaE/s1600/Hyperrealism.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 141px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S-HocvxTyOI/AAAAAAAAAnI/vEWFwJwluaE/s200/Hyperrealism.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467907003161757922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;cie de uma banda de Moebius feita de néon fluorescente, como o surfista de uma topologia pós-euclidiana, a América de Baudrillard é a perspectiva psicadélica da modernidade instalada no décimo terceiro piso inacabado da pirâmide na nota do dollar americano. Vanishing point…&lt;br /&gt;“Highway” foi o nome da peça de Noah Creshevsky que acompanhou o fundo desta crónica, e “Strategic Defense Initiative” (composta em 1986) a que escutámos logo de seguida. Elas representam aquilo a que o compositor americano chamou de “hiper-realismo musical”, ou seja, “uma linguagem electro-acústica construída com sons encontrados num ambiente partilhado, manipuladas de forma exagerada ou intensa”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-5552180124231227078?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/5552180124231227078/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=5552180124231227078' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/5552180124231227078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/5552180124231227078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/05/lamerique-hypnagogique-de-baudrillard.html' title='L’Amérique hypnagogique de Baudrillard'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S9xUXI0AiqI/AAAAAAAAAmo/38e273yB8A0/s72-c/jb_lasvegas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-5455613119674730235</id><published>2010-04-09T08:46:00.001-07:00</published><updated>2010-04-09T08:55:59.399-07:00</updated><title type='text'>Broadcast &amp; The Focus Group &amp; Boards Of Canada</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OqINetENovg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OqINetENovg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nlVaRcNf9nc&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/nlVaRcNf9nc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/A2zKARkpDW4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/A2zKARkpDW4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-5455613119674730235?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/5455613119674730235/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=5455613119674730235' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/5455613119674730235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/5455613119674730235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/04/broadcast-focus-group.html' title='Broadcast &amp; The Focus Group &amp; Boards Of Canada'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-8490084507127230201</id><published>2010-04-02T10:55:00.000-07:00</published><updated>2010-04-02T11:16:28.209-07:00</updated><title type='text'>Assombrologia</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 318px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455605088114889490" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S7Yz7C_m0xI/AAAAAAAAAdU/Ui9F1tUGq88/s320/belbury+poly+owls+map.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;"Hauntology", neologismo criado por Jacques Derrida em 1993 na obra "Spectres Of Marx", expressa uma ideia filosófica da relação entre passado e presente, agregando as palavras "Haunt" e "Ontology", referindo-se à qualidade paradoxal do espectro, que nem existe nem deixa de existir. Este termo foi apropriado por Simon Reynolds num artigo de Novembro de 2006 da revista Wire para descrever um estilo retrofuturista, com laivos de esoterismo e paganismo, que fazem dos espectros da Grã-Bretanha do passado recente os seus melhores amigos. Resumidamente, podemos identificar dois eixos desta música assombrada. Um eixo vertical, que percorre os anos para alcançar as raízes deste género, em grupos como Broadcast e Boards Of Canada, e um eixo horizontal, que agrega as suas manifestações contemporâneas e que pode ser decomposto em três partes: a editora Ghost Box, os esforços individuais de Mordant Music e The Caretaker, e a editora Trunk Records.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455605008314702370" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S7Yz2ZtwmiI/AAAAAAAAAdM/D3ShEGKSFVQ/s320/broadcast+focus+group.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Broadcast - "Test Area" (Future Crayon)&lt;br /&gt;Boards Of Canada - "Telephasic Workshop" (Music Has The Right To Children)&lt;br /&gt;Boards Of Canada - "A is to B as B is to C" (Geogaddi)&lt;br /&gt;Belbury Poly - "Scarlet Ceremony" (The Owl's Map)&lt;br /&gt;The Focus Group - "Through The Green Lens" (We Are All Pan's People)&lt;br /&gt;Eric Zann - "Dols" (Ouroborindra)&lt;br /&gt;The Advisory Circle - "Farmland, Freeland" (Other Channels)&lt;br /&gt;Mount Vernon Arts Labs - "Dashwoods Reverie" (The Séance At Hobs Lane)&lt;br /&gt;Mordant Music - "Hey Volte-Face" (Symptoms)&lt;br /&gt;The Caretaker - "Lacunar Amnesia" (Persistent Repetition Of Phrases)&lt;br /&gt;Vernon Elliot - "A Clangers Opera, Act One" (The Clangers)&lt;br /&gt;Jonny Trunk - "How Sweet It Is" (Scrapbook)&lt;br /&gt;Broadcast and The Focus Group - "The Be Colony" (Broadcast and The Focus Group Investigate The Witch Cults Of The Radio Age)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 319px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455604940239108690" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S7YzycHRelI/AAAAAAAAAdE/YNEwZVctFMk/s320/eric+zann.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-8490084507127230201?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/8490084507127230201/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=8490084507127230201' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/8490084507127230201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/8490084507127230201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/04/assombrologia.html' title='Assombrologia'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S7Yz7C_m0xI/AAAAAAAAAdU/Ui9F1tUGq88/s72-c/belbury+poly+owls+map.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-1267763764906250463</id><published>2010-04-02T09:13:00.000-07:00</published><updated>2010-04-02T10:54:13.615-07:00</updated><title type='text'>Suave Cosmos: Easy-Listening From Outer Space</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S7YtWDSDJ6I/AAAAAAAAAc0/lD6JRGYemQc/s1600/esquivel+other+worlds.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455597855467317154" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S7YtWDSDJ6I/AAAAAAAAAc0/lD6JRGYemQc/s200/esquivel+other+worlds.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Se as raízes da Space Music podem ser traçadas até ao séc. XVIII, a verdadeira explosão do género ocorreu imediatamente no período após a segunda grande guerra, com o pano de fundo da corrida ao espaço protagonizada pelos dois grandes blocos mundiais, sob a égide das possibilidades antevistas nos foguetões do Prof. Von Braun - os famigerados V-2 - que durante o conflito espalharam o terror e a morte, mas que podiam agora transportar a humanidade a outras paragens no grande infinito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 317px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455596591608102082" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S7YsMfCh_MI/AAAAAAAAAcU/_rqUdEtnx3g/s320/les+baxter+music+out+of+the+moon.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;O bombardeamento perceptivo que assolou o mundo, com estereofonia e televisão acompanhando de perto todas as evoluções da corrida mais louca para outro mundo, traduziu-se em angústia, a qual foi posteriormente transformada em criações musicais pelas mentes mais desenvoltas. Em 1947, os Buchanan Brothers associavam o avistamento dos famosos discos voadores à eminência do apocalipse nuclear e das ogivas transportadas por foguetões, num 45'' intitulado "(When You See) Those Flying Saucers". Outras harmonizações, mais optimistas, emergiram, como por exemplo "Music Out Of The Moon" de Les Baxter, um disco pontuado pelo Theremin, obscuro e fascinante instrumento proveniente do outro lado da cortina de ferro. Afinal não eram apenas armas de destruição maciça que cruzavam os céus. Rezam as crónicas que Neil Armstrong insistiu em transportar este registo consigo na missão espacial Apolo 11.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455596503643816418" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S7YsHXWNgeI/AAAAAAAAAcM/HmXBS2coM18/s320/jackie+gleason+lonesome+echo.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1955, Jackie Gleason, grande entusiasta da mitologia UFO, lança o álbum "Lonesome Echo", o qual envergava uma capa desenhada pelo grande explorador do espaço inconsciente, Salvador Dali, que evocava espaço, angústia e solidão. Estava encontrada a musa inspiradora perfeita para o cruzamento do easy-listening com as influências cósmicas, aquela que foi ignorada por Narciso, definhando até ao ponto que só a sua voz existia, condenada para toda a eternidade a repetir as últimas palavras das frases que ouvia: Eco. O eco é a reflexão do som e este reflexo implica, de alguma maneira, um espaço físico, que era agora mimetizado pelo som estéreo. Designações como Living Stereo Series da RCA, Full Frequency Range Recording da Decca, Full Dimensional Stereo da Columbia, Visual Sound Stereo da Columbia e Living Presence Series da Mercury passaram a adornar as capas dos discos, prometendo uma viagem por outros mundos através da simulação de espaço no som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455596815202524178" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S7YsZf_mHBI/AAAAAAAAAcc/QZw5kzGRgJ4/s320/les+baxter+space+escapade.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O eco implica igualmente uma repetição, a qual é metaforizada nas inúmeras versões de "Stella By Starlight" que encontramos nestes vinis. Arthur Ferrante e Louis Teicher fizeram amplo uso do estéreo em "Blast Off!" de 1956, priveligiando pianos preparados, e antecipando assim a emergência dos sintetizadores como forma de produzir sons estranhos e bizarros que evocassem um sentimento extraterresterial. Franck Comstock, Dick Hyman, The Ames Brothers e Juan Garcia Esquivel, todos eles traçaram igualmente este caminho experimental, aliando inovação tecnológica com melodias easy listening, catapultando o modesto habitante dos subúrbios para a Lua, Marte e Vénus, Saturno e Urano. Esta maravilhosa viagem teve, contudo, o seu fim com a emergência do rock psicadélico associada a uma outra forma de viajar pelo cosmos conseguida através da ingestão de substâncias alucinógeneas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi este o plano de viagem pelo Laboratório Chimico a propósito desta temática:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S7Ytay7aRvI/AAAAAAAAAc8/6M__G-UTIQs/s1600/ames+brothers+destination+moon.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455597936976742130" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S7Ytay7aRvI/AAAAAAAAAc8/6M__G-UTIQs/s200/ames+brothers+destination+moon.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Victor Young &amp;amp; Orchestra - "Stella By Starlight" (Love Letters)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Miles Davis - "Stella By Starlight" (1958 Miles)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;The Georgia Catamounts and The Buchanan Brothers - "(When You See) Those Flying Saucers" (Brain In a Box)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Les Baxter - "Lunar Rhapsody" (Music Out Of The Moon)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Les Baxter - "Moon Moods" (Music Out Of The Moon)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ferrante &amp;amp; Teicher - "How High The Moon" (Blast Off!)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ferrante &amp;amp; Teicher - "Beyond The Blue Horizon" (Blast Off!)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Frank Comstock - "Out Of This World" (Project Comstock: Music From Outer Space)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Frank Comstock - "Stella By Starlight" (Project Comstock: Music From Outer Space)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dick Hyman - "Maid Of The Moon" (Moon Gas)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dick Hyman - "Stella By Starlight" (Moon Gas)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jackie Gleason - "I Wished On The Moon" (Lonesome Echo)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;The Ames Brothers - "Destination Moon" (Destination Moon)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Juan Garcia Esquivel - "April In Portugal" (Other Worlds, Other Sounds)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Les Baxter - "Shooting Star" (Space Escapade)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-1267763764906250463?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/1267763764906250463/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=1267763764906250463' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1267763764906250463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1267763764906250463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/04/suave-cosmos-easy-listening-from-outer.html' title='Suave Cosmos: Easy-Listening From Outer Space'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S7YtWDSDJ6I/AAAAAAAAAc0/lD6JRGYemQc/s72-c/esquivel+other+worlds.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-3487066292263721414</id><published>2010-03-30T14:41:00.000-07:00</published><updated>2010-07-08T03:03:22.610-07:00</updated><title type='text'>Um repositório de memórias: a Pop Hipnagógica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S7eHFGmfJDI/AAAAAAAAAjc/7dQ5Y-900yg/s1600/ducktails.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455977995323778098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 375px; CURSOR: hand; HEIGHT: 379px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S7eHFGmfJDI/AAAAAAAAAjc/7dQ5Y-900yg/s400/ducktails.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Memórias, memórias de memórias, pseudo-memórias. Talvez nunca como hoje o underground musical norte-americano tenha lançado, tão descaradamente, o olhar, a mente e o corpo para os anos 80 do século passado. E, ao fazê-lo, resgatam a artificialidade hiper-real da cultura popular dessa década, criando uma música difusa, espectral, alucinada.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Hypnagogic Pop&lt;/em&gt; foi um termo cunhado recentemente pelo jornalista britânico David Keenan - que havia já estado por detrás de designações "novas", como a &lt;em&gt;New Weird America.&lt;/em&gt; Keenan utiliza a expressão para descrever um conjunto mais ou menos heterogéneo de produções musicais, maioritariamente norte-americanas, cujas premissas assentam fundamentalmente na pop (mas não só), e que recuam à década de 80 - na qual os seus intérpretes terão nascido - para lhe irem buscar inspiração. Nomes como os The Skaters e alguns dos pseudónimos individuais dos membros do dúo, James Ferraro e Spencer Clark, como Lamborghini Crystal ou Balck Jocker, respectivamente, Ariel Pink, Sun Araw, Nite Jewel, Tickley Feather, Rangers, Gary War ou Ducktails, regurgitam fidedignamente o imaginário dos anos 80, transfigurando o real recorrendo ao &lt;em&gt;do it yourself&lt;/em&gt; que sublima a nostalgia dormente e o desejo de partir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A hipnagogia, ou as alucinações hipnagógicas, designam os estados que caracterizam o limbo semi-consciente situado entre o sono e a vigília, sobretudo presentes no adormecimento, e onde micro-fenómenos alucinatórios do tipo visual, auditivo e por vezes táctil podem ocorrer. É esta recuperação semi-consciente centrada numa parcela específica do passado que dá o mote para a pop hipnagógica, embora seja certo que qualquer estimulação vivida é passível de ser hipnagogicamente recriada, e que inputs visuais e auditivos ocupam a linha da frente para a reconversão subliminar, e ainda que por via da sua contextualização com a auto-referência dos seus intérpretes, qualquer criação musical pode considerar-se hipnagógica. Adiante, olhando e escutando de perto o que Keenan diz, ressalta a proximidade semântica à hauntologia proposta por Simon Reynolds, substituindo o &lt;em&gt;brittish flavour&lt;/em&gt; pelo &lt;em&gt;american style&lt;/em&gt;. Centrando-nos nas manifestações concretas do produto sonoro, descortina-se um espectro demasiado amplo no seu alcance (estilístico e temporal), que, não obstante a compreensão para com o esforço (necessário?) em criar grelhas de interpretação que funcionem como âncoras rumo a uma navegação minimamante orientada em mentes em risco de saturação por anseios melómanos, acaba por colocar no mesmo saco uma miríade de projectos que, apesar de evocarem o psicadelismo sob o manto difuso da memória refractada, o fazem recorrendo a formas e conteúdos tão díspares como a celebração da cultura &lt;em&gt;trash&lt;/em&gt; por via declaradamente psicotrópica &lt;em&gt;(&lt;/em&gt;The Skaters e afins), as visões tropicais e paradisíacas de Ducktails ou Sun Araw, o tédio suburbano de Rangers e da Underwater Peoples e seus derivados, a desconstrução da canção pelo ruído (Ariel Pink, Gary War ou Zola Jesus), os festins ácidos de Predator Vision, Magic Lantern ou Antique Brthers, revisitações surf (Super Vacations, Real Estate ou Best Coast), ou através da reconversão da new age/kösmische como catalisador de viagens cósmicas de passageiros como Oneothrix Point Never, Infinity Window ou Emeralds.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455977453486541778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 395px; CURSOR: hand; HEIGHT: 358px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S7eGlkGbC9I/AAAAAAAAAjU/4zi7ygaoMYo/s400/ferraro.jpg" border="0" /&gt;Parece contudo incontornável que o underground norte-americano actual está a reinterprar o som de outra época. Muitas vezes com parcos meios e produção barata, o som com baixa fidelidade fetichiza o material com que por essa mesma altura as franjas sonoras mais extremas faziam valer-se - muitos dos registos são lançados em cassete, há uma saturação visual celebratória nos vídeos de alguns temas, e o artwork idolatra o preto-e-branco fotocopiado. A sonoridade distingue um miasma que reenquadra as marcas distintivas dos anos 80: a profundidade dos teclados, as linhas de baixo em slow motion, o ruído empoeirado da fita magnética e uma saturação estereofónica de efeitos, que recriam atmosferas fumarentas sob o sgno da bola de espelhos, ou simplesmente, os ritmos pós-modernos da vivêcia suburbana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há uma marca sintética vinda do mainstream, e cuja artificialidade se evidencia lado a lado com a nostalgia e com o desejo de epifanias suspensas pela latência infantil. O que resulta em magia displicente, entre o cool e o foleiro, desembocando num reconhecimento estranho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="400" height="300"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=8965524&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1" /&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=8965524&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="300"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/8965524"&gt;MATRIX METALS "FLAMINGO BREEZE, PART 4"&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/oesbee"&gt;OLDE ENGLISH SPELLING BEE&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Neste dia ouviu-se no Laboratorio Chimico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ducktails&lt;/strong&gt; - Lundrunner (Landscapes, 2009)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rangers &lt;/strong&gt;- Bean Crick (Suburban Tours, 2010)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lamborghini Crystal&lt;/strong&gt; - Video Head Cleaner (Dial 747 Creepozoid, 2007)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;James Ferraro&lt;/strong&gt; - II (Clear, 2009)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ariel Pink&lt;/strong&gt; - Gettin' High in the Morning (House Arrest, 2006)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gary War&lt;/strong&gt; - See Right Through (Horribles PArade, 2009)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sun Araw&lt;/strong&gt; - Horse Steppin (Beach Head, 2008)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rangers&lt;/strong&gt; - Golden Triangle (Suburban Tours, 2010)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Crónica O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras&lt;/strong&gt; - L'Amerique Hypnagogique de Baudrillard&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podcast brevemente. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-3487066292263721414?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/3487066292263721414/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=3487066292263721414' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3487066292263721414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3487066292263721414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/03/um-repositorio-de-memorias-pop.html' title='Um repositório de memórias: a Pop Hipnagógica'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S7eHFGmfJDI/AAAAAAAAAjc/7dQ5Y-900yg/s72-c/ducktails.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-7887422823032660511</id><published>2010-03-22T13:30:00.000-07:00</published><updated>2010-03-30T10:47:29.012-07:00</updated><title type='text'>Portuguese Psych Fest</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S6ytQzZgJ7I/AAAAAAAAAiU/QIzOI62CJuY/s1600/Eternus9_15012003.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452923753025513394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 291px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S6ytQzZgJ7I/AAAAAAAAAiU/QIzOI62CJuY/s400/Eternus9_15012003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O Laboratorio Chimico dedicou as emissões de 25 de Fevereiro e de 4 de Março a percorrer sons psicadélicos portugueses, desde os &lt;em&gt;nuggets&lt;/em&gt; - as primeiras incursões de grupos nacionais pelo surf-rock , beat e garage na década de 1960 e primera metade da década de 1970 -, até alguns dos múltiplos projectos que desde há uns anos pululam pelos recantos mais marginais do underground nacional. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Começámos pelo presente e pelo destaque às músicas de expressão livre, periférica, que alguém apelidou de "um dos segredos mais bem guardados da costa oeste europeia". A denominação de "música exploratória portuguesa" pode ser uma herança do defunto "Atlantic Waves" de Miguel Santos, em Londres, mas a verdade é que esse cunho se mostra ao mesmo tempo lato e preciso para incluir tudo sem apontar trajectórias estanques. Tal parece ser o mote para que grupos como os Frango, Os Loosers, Tropa Macaca - este trio talvez a constituir a matriz nuclear a partir da qual a expansão criativa depois se consolidaria até outras coordenadas -, mas também Fish &amp;amp; Sheep (entretanto desmantelados), Gala Drop, Osso (e seus derivados), Branches, Sapiens Sapiens, Dopo ou One Might Add, entre outros, fossem emergindo, sensivelmente a partir do meio da década do novo milénio. Combinaram empreendorismo e energia criativa através de sinergias pessoais, associativas e comunitárias, cujos sinais mais evidentes são a desmultiplicação de alter-egos que permitem explorar diferentes abordagens, mas, igualmente, editoras e netlabels (casos da defunta Merzbau, a Searching Records, Ruby Red ou a Test Tube), associações como a Out-Ra (do Barreiro), a Filho Único ou a A9))) (de Leria), e também espaços que regularmente acolhem concertos (de que a ZdB, em Lisboa, e o Passos Manuel, no Porto, serão os mais emblemáticos), e eventos que começam a ter alguma visibilidade pela regularidade de boas propostas que trazem - o Out-Fest, no Barreiro, vai já num punhado de edições em que, aos nomes nacionais já referidos, se juntam inquestionáveis nomes vindos de outras paragens, casos dos The Skaters, Ducktails, Spectrum, William Basinsky, Chris Corsano, Wolf Eyes, Uton ou Whitehouse; por outro lado, são frequentes os contactos com músicos que actuam em Portugal e que potenciam colaborações futuras e parcerias em tournées (casos de Excepter, Acid Mothers Temple, Damo Suzuki, Valerio Cosi ou Mattew Valentine e Erika Edler). Na génese do som que apresentam está um espírito faça-você-mesmo que expande os territórios convencionais do rock ou pós-rock até (des)construções estilísticas por vezes difíceis de descortinar, mas que assentam na convicção de que a improvisação e o risco podem ser uma viagem de pendor altamente psicotrópico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454463501693883570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S7Ilp-LMFLI/AAAAAAAAAic/fK3inRFIGFc/s320/nuggetsvolume4_3.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mas o destaque à música psicadélica portuguesa levou-nos a recuar até à década de 1960. Tal como um pouco por todo o lado, os primeiros passos do rock português assentaram na replicação (e, nalguns casos, no decalque) de sons e ritmos estrangeiros que conseguiam furar a cortina isolacionista da ditadura. Nessa época os portugueses estariam mais sensibilizados ao fado e à música ligeira, e o débil mercado discográfico raramente contemplava nomes internacionais, exceptuando alguns títulos espanhóis e franceses. Mas foi o rock and roll anglo-saxónico que mais agitou os jovens músicos portugueses. A sua popularização terá começado no final da década de 50, quando chegavam vindos do outro lado do Atlântico alguns discos, trazidos sobretudo por marinheiros, enquanto que nos cafés lisboetas podia dançar-se ao som das jukebox com hits de Bill Haley and the Comets, Little Richard ou Elvis Presley. Por essa altura o panorama musical português entretinha-se com o fado e com a música ligeira, mas começavam a aparecer nomes como Joaquim Costa (aka "Elvis de Campolide"), José Manuel Silva (aka "Baby Rock"), Vitor Gomes, ou José Cid. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Com a explosão, jé em plena década de 60, dos fenómenos The Beatles, The Rolling Stones e The Beach Boys, distribuidoras multinacionais chegam a Portugal. A satruração do mercado discográfico e os bolsos vazios dos jovens portugueses fez com que emergissem várias bandas ávidas por mimetizar esse "novo som" e fazer versões de temas internacionais para animar bailes e concursos, que nalguns casos tornar-se-iam mais conhecidos que os próprios originais, com forte cunho beat, garage e surf rock, numa moda que se estendeu até às ex-colónias. O Quarteto 1111 terá sido o mais proeminente grupo rock português desta época, tendo visto o seu primeiro álbum censurado e retirado do mercado. À medida que os ouvidos portugueses eram invadidos por Led Zeppelin, Deep Purple ou Jimi Hendrix, e que alguma contestação face à situação socio-cultural do país se agitava, alguns grupos musicais ganharam maior acutilância, introduzindo laivos de experimetalismo e psicadélia nas suas produções, a par de maior consciencalização política. Este aspecto, contudo, não adquiriu as proporções de outras paragens, e nunca se concretizou num "movimento" sustentado, ficando a energia revolucionária de costumes e atitudes atrofiada na plácida designação de música "yé-yé". As sementes estavam lançadas, e já na década de 1970 surgem projectos conotados com o rock progressivo que trilham caminhos psicadélicos, casos de Petrus Castrus, Plexus, José Cid ou Evolução. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454463988733182690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S7ImGUiaAuI/AAAAAAAAAik/0JP2r7Azo7A/s320/the-free-pop-electronic-concept1.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mas das vagas de emigração a que Portugal assistiu havia de sair uma excitante experiência auditiva, destacada no Laboratorio Chimico, ainda que decerto poucos tenham sido os que em 1969 tiveram acesso ao disco em terras de Salazar e Caetano. António e Fernando Lameirinhas, irmãos nascidos no Porto e que cedo emigraram para a Bélgica e Holanda, fizeram carreira musical enquanto Move ou Jess &amp;amp; James, versando ritmos beat e garage, que lhes valeu alguma visibilidade. Mas foi com projecto de versão única intitulado The Free Pop Electronic Concept que entraram para o extenso rol de preciosidades &lt;em&gt;psych&lt;/em&gt; que de tempos a tempos são desenterradas do esquecimento para deleite do melómano. Certamente influenciados pela vertigem provocada pela audição de discos que juntavam o hedonismo pop-rock com o crescente acesso às técnicas de estúdio na produção - incorporando-o enquanto instrumento -, casos dos norte-americanos Fifty Foot Hose ou United States of America, ou dos jerks electrónicos com que Pierre Henry inundava o rock de Michel Colombier em &lt;em&gt;Messe Pour les Temps Presents&lt;/em&gt;, os irmãos Lameirnhas juntaram-se a Scott Bradford (teclados) e a Stu Martin (bateria) e, acima de tudo, ao compositor belga Arsenne Souffrian (o responsável pelos efeitos de electrónica), para gravarem &lt;em&gt;A New Exciting Experience&lt;/em&gt;, originalmente lançado em 1969 na Pallete (Bélgica) e na Ace of Clubs (Canadá). O desregramento sensorial que a adição de electrónica proporciona à estrutura maioritariamente pop do disco, confere-lhe a sugestão lisérgica em toada festiva e celebratória, que se agita por entre a experimentação sónica avulsa. &lt;em&gt;A New Exciting Experience&lt;/em&gt; foi reeditado em 2008 pelo selo catalão Wha Wha Records, depois de o mesmo ter acontecido na espanhola Belter e na italiana Durium. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A 25 de Fevereiro ouviu-se:&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Os Loosers&lt;/strong&gt; - At the Foot of the Sphinx (7 '' split com Owl Xounds, 2008)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sapiens Sapiens&lt;/strong&gt; - Antes Ratos (Seiva, split com Osso e Branches, 2007)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Frango&lt;/strong&gt; - Amigo da Asa Branca (Nada Miles, 2008)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Tropa Macaca&lt;/strong&gt; - Canos Serrados (Sensação do Princípio, 2010)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gala Drop&lt;/strong&gt; - Frog Scene (Gala Drop, 2008)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;One Might Add&lt;/strong&gt; - Beat Matters (Sailing Team, 2007)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Fish &amp;amp; Sheep&lt;/strong&gt; - Keiji Haino Haircut (Double Banana, 2006)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Manuel Gião&lt;/strong&gt; - Cinco (Cima, 2007)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dead Hawaian&lt;/strong&gt; - s/t (Dead Hawaian, 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a 4 de Março:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Portuguese Nuggets Vol. 1: A Trip to 60´s Portuguese Beat, Surf and Garage&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;Tártaros - Tartaria&lt;br /&gt;Quinteto Académico - Train&lt;br /&gt;Daniel Bacelar - Tema dos Gentleman&lt;br /&gt;Conjunto Ruy Manuel -Fuga&lt;br /&gt;Qarteto 1111 - Bissaide&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Portuguese Nuggets Vol. 2&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;Tártaros - Oh! Rosa Arredonda a Saia&lt;br /&gt;Os Ekos - O Espelho&lt;br /&gt;Os Vodkas - San Francisco Girls&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Psychedelic Portugal: Hard Psych and Progressive Sounds From Portugal Underground Scene 1968 - 1974)&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;José Cid - A Viagem&lt;br /&gt;Petrus Castros - Batucada Vulgaris&lt;br /&gt;Plexus - Paraíso Amanhã&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Free Pop Electonic Concept (A New Exciting Experience, 1969)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Chewing Gum Delirium&lt;br /&gt;Cosmos Rhythms&lt;br /&gt;Theme no 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podcasts brevemente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-7887422823032660511?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/7887422823032660511/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=7887422823032660511' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/7887422823032660511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/7887422823032660511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/03/portuguese-psych-fest.html' title='Portuguese Psych Fest'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S6ytQzZgJ7I/AAAAAAAAAiU/QIzOI62CJuY/s72-c/Eternus9_15012003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-8635841593908987333</id><published>2010-03-19T09:43:00.000-07:00</published><updated>2010-03-19T09:55:17.968-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>The Deep Self (John C. Lilly)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S6OqgnJA1iI/AAAAAAAAAmY/B7tsSHK7-ik/s1600-h/DeepSelfLilly.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S6OqgnJA1iI/AAAAAAAAAmY/B7tsSHK7-ik/s320/DeepSelfLilly.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450387451287754274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos anos cinquenta, havia um certo número de neurofisiólogos (sobretudo dos que estudavam os fenómenos do sono, nomeadamente, Frédéric Bremer e Horace Magoun) que defendia que o cérebro humano apenas se mantém acordado devido aos estímulos incessantes do mundo exterior que lhe chegam através dos órgãos receptores do sistema nervoso periférico, ou seja, se cérebro deixasse de ser estimulado entraria num estado de adormecimento. John C. Lilly, um dos investigadores do National Institute of Mental Health, decidiu fazer uma experiência, em 1954, para falsificar a teoria daqueles cientistas, inventando um tanque de isolamento ou de privação sensorial onde o sujeito da experiência (na verdade ele próprio) ficava a flutuar em água isolado e com estímulos sensórios exteriores muito reduzidos. No início a experiência exigia o uso de máscaras e estratégias para que o corpo não se afundasse, mas mais tarde, começou a usar-se sulfato de magnésio ou sais de Epsom, tornando a solução aquosa densa o suficiente para manter os corpos a flutuar e com a cabeça à superfície, dispensando o uso de máscaras. Segundo o próprio inventor do dispositivo, a experiência provou que o cérebro se mantinha num estado de vigília, falsificando a teoria oposta, e que, para além disso e depois de se ultrapassarem os receios e preocupações iniciais, a flutuação num ambiente sem som, sem luz e quase sem gravidade, isto é, com um nível quase nulo de estimulação sensória, proporcionava estados alterados da consciência, viagens introspectivas de auto-descoberta, quase terapêuticas, onde a consciência apesar de se manter em controlo se deixava levar como que para fora do corpo e descobrir novas dimensões não exploradas da nossa inteligência, através de alucinações induzidas e conduzidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S6Oq8dU-u7I/AAAAAAAAAmg/_zt1Aj3ab6c/s1600-h/Lilly_CenterOfCyclonefr.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S6Oq8dU-u7I/AAAAAAAAAmg/_zt1Aj3ab6c/s320/Lilly_CenterOfCyclonefr.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450387929689930674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;John C. Lilly era um médico que estudou inicialmente física e biologia no California Institute of Technology, depois, para além do curso de medicina, teve uma formação em psicanálise, dedicou-se à neurofisiologia, no já referido NIMH, à biofísica, à informática e inteligência artificial, inventando as teorias sobre o biocomputador humano e a auto-metaprogramação e iniciando nas Ilhas Virgens uma série de experiências de comunicação com golfinhos, focando-se, durante toda a sua vida, nas questões da consciência e do cérebro. Conheceu Timothy Leary e cedo ficou familiarizado com as experiências com psicotrópicos, mas apenas começou a experimentar o LSD – “pure Sandoz”, como chamavam ao LSD25 puro criado pelo famoso laboratório suíço – no início dos anos 60. Registou essas experiências com o ácido lisérgico dietilamida num livro famoso, editado em 1973, chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Center of the Cyclone – an autobiography of the inner space&lt;/span&gt;, onde um dos capítulos relata o uso de LSD em sessões de meditação no tanque de isolamento, durante o seu período nas Ilhas Virgens. Como era de esperar, os efeitos alucinogénios foram potenciados pela indução da substância psicotrópica, mas alegadamente, devido ao seu treino prévio, tanto na área da psicanálise como nas outras áreas científicas, as experiências produziram resultados muito generosos no domínio da auto-descoberta, mas também no do auto-conhecimento dos limites da consciência através do contacto real ou alucinado com entidades de inteligência superior. Interessado ainda pela filosofia oriental, muito em voga na época, estou yoga e relacionou essas experiências com estados místicos de meditação avançada, denominadamente, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Satori-Samadhi&lt;/span&gt; que ele alega ter atingido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/P9xCwM9osW0&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/P9xCwM9osW0&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além da sua invenção do tanque de isolamento, a qual se tornou bastante popular e foi experimentada por personalidades de áreas muito diversas, desde o físico Richard Feynmann, o filósofo Gregory Bateson, Robert Anton Wilson, o artista Alejandro Jodorowsky até ao co-piloto de Timothy Leary nas experiências com LSD Ralph Metzner, John C. Lilly ficou muito associado com o seu trabalho com golfinhos e a esperança na comunicação futura com esses mamíferos marinhos. Escutámos durante a crónica um excerto de um disco editado em 1994 sob o título E.C.C.O., que significa Earth. Coincidence. Control. Office. e consiste numa mistura de gravações feitas pela Sound Photosynthesis em homenagem a John Lilly e à sua crença numa força invisível, numa entidade superior que controla as coincidências da vida quotidiana, a noosfera e a evolução humana. Este vídeo contém precisamente a voz de John C. Lilly incluída nesse projecto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-8635841593908987333?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/8635841593908987333/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=8635841593908987333' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/8635841593908987333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/8635841593908987333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/03/deep-self-john-c-lilly.html' title='The Deep Self (John C. Lilly)'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S6OqgnJA1iI/AAAAAAAAAmY/B7tsSHK7-ik/s72-c/DeepSelfLilly.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-4452319224447257813</id><published>2010-03-18T03:53:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T04:08:18.871-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Connaissance par les gouffres (Henri Michaux)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S6IJkw3ie5I/AAAAAAAAAmQ/3jW01pjBafI/s1600-h/henri+michaux.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 315px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S6IJkw3ie5I/AAAAAAAAAmQ/3jW01pjBafI/s320/henri+michaux.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449929026269510546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No início desta crónica emitida no dia 11 de Março de 2010, ouviram-se as palavras ditas por Henri Michaux numa espécie de Preâmbulo ao filme “Images d’un Monde Visionnaire” de 1964, um filme educacional (para não dizer científico) sobre os efeitos alucinogénicos induzidos pela ingestão da mescalina e do haxixe num paciente, realizado por Henri Michaux e Eric Duvivier e produzido pelo laboratório farmacêutico suíço Sandoz – responsável pela síntese do LSD em 1938. O filme consiste numa sequência de imagens de vários tipos, manipuladas por diferentes dispositivos técnicos disponíveis na época, com vista a produzir efeitos visuais de alucinação, semelhantes aos que se vêem desfilar na mente de um sujeito submetido à acção daquelas substâncias psicotrópicas. Acompanhado pela música de Gilbert Amy e pela incidental intervenção da voz de Henri Michaux, o filme está dividido em duas partes, relativas respectivamente à influência da mescalina e do haxixe, acentuando as diferenças do tipo de visões induzidas por uma e por outra, apresentando as primeiras um carácter mais inefável e distorcido da percepção tradicional – alteração das formas, cores e dimensões, desmultiplicação da identidade dos objectos -; e as segundas correspondendo a uma sequência onírica de imagens sem aparente ligação lógica. Nesta segunda parte, o filme assemelha-se bastante a uma filme surrealista, estética a que Michaux não foi de modo nenhum alheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xrNTTOJIIRU&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/xrNTTOJIIRU&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor e pintor de origem belga havia na sua juventude começado a estudar medicina e sempre se interessara por escritos psiquiátricos relativos a experiências com doentes mentais. Sempre muito propenso a viajar e escrever diários de viagem, resolveu aos 55 anos empreender outro tipo de viagens e registar em texto e em desenho as suas experiências psicadélicas com a mescalina, o haxixe, a psilocibina e mesmo com o LSD. Estas experiências eram muito informadas pela leitura de tudo o que tinha conseguido arranjar sobre o assunto: para além dos estudos científicos, a leitura de Thomas de Quincey, Aldous Huxley ou Antonin Artaud determinou uma perspectiva poético-filosófica e médico-experimental das sessões de psicotrópicos, algumas acompanhadas por uma psiquiatra especialista na matéria (Dr. Ajuriaguerra) e por um amigo pintor (Bernard Saby). Dessas experiências com a mescalina, arrastadas por um período de dez anos, resultaram algumas das suas obras mais citadas Misérable Miracle (1956), L’infini Turbulent (1957), Connaissance par les Gouffres (1961) e Les Grandes Épreuves de l’Ésprit (1966). No prefácio ao primeiro livro sobre os efeitos da mescalina, Michaux descreve deste modo o acto de escrever sob o efeito da droga: “Lançadas vigorosamente aos solavancos, na e através da página, as frases interrompidas, com sílabas voadoras, desfiadas, arrancadas, mergulhavam, descaíam, faleciam, e os seus restos renasciam, ressaltavam, fugiam e voltavam a explodir. As suas letras acabavam em fumaça ou desapareciam aos ziguezagues. As seguintes, igualmente descontínuas, continuavam de igual modo a sua narrativa atribulada, como pássaros em pleno drama aos quais tesouras cortariam as asas em pleno voo. (…) Como dizer isto? Ser-me-ia necessária uma maneira acidentada que não possuo, feita de surpresas, interrupções sem pés nem cabeça, clichés de um instante, ressaltos e incidentes, um estilo instável, serpenteante e infantil…” Mas a dificuldade da tradução linguística da experiência ressalta ainda melhor, quando diz no próprio corpo do texto “… encontramo-nos, para o dizer definitivamente, numa situação tal que cinquenta onomatopeias diferentes, simultâneas, contraditórias e a cada meio-segundo modificadas seriam a sua mais exacta expressão.” Em L’infini Turbulent, por exemplo, a quase inefabilidade sacro-religiosa dali resultante, evocando um sentimento de plenitude e de unidade, proporcionou a Michaux uma tradução poética muito próxima dos escritos dos místicos: “Partilha ao infinito./ Tudo interconectado; tudo e todos modificadores, conjuntamente. /[…] Consciência unificadora, de uma tal amplitude que faz aparecer o mundo, dito real, como uma alteração do mundo unificado /[…] Hino aberto a tudo./ Hino eu próprio. / Hino./ Vastidão havia encontrado verbo.”&lt;br /&gt;Mas o melhor será mesmo ler os poemas e ver os desenhos que Henri Michaux deixou nos seus livros. E enquanto isso não acontece, ver o filme do qual escutamos a banda sonora, no site da Ubuweb: &lt;a href="http://www.ubu.com/film/michaux_images.html"&gt;http://www.ubu.com/film/michaux_images.html&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-4452319224447257813?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/4452319224447257813/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=4452319224447257813' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/4452319224447257813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/4452319224447257813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/03/connaissance-par-les-gouffres-henri.html' title='Connaissance par les gouffres (Henri Michaux)'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S6IJkw3ie5I/AAAAAAAAAmQ/3jW01pjBafI/s72-c/henri+michaux.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-3360924718956397493</id><published>2010-03-11T06:17:00.001-08:00</published><updated>2010-06-27T11:59:28.011-07:00</updated><title type='text'>Incursões Pelo Espaço Sideral</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Numa tarde de Outubro, em 1953, quando regressava a casa depois de uma árdua jornada de trabalho na Lockheed Corporation em Loas Angeles, Orfeo Angelucci vê-se subitamente vítima de rapto por seres oriundos de um outro planeta. Sugado para o interior de um disco voador e catapultado para um lugar incerto, algures no espaço sideral, a milhares de kilómetros da Terra, Orfeo ouve uma voz que o incitava a chorar pelos pecados da humanidade, seguindo-se um zumbido e uma vibração rítmica que nele induziu um estado semi-onírico. A sala onde se encontrava torna-se escura e notas musicais são vertidas através das paredes, tomando a forma de uma melodia evocativa de visões de planetas e galáxias em movimento harmonioso. &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487526020432657874" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TCeb12eZ_dI/AAAAAAAAAgU/jReD2SS3OIs/s320/Hubble+Ultra+Deep+Field.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hubble_Ultra_Deep_Field"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Hubble Ultra Deep Field&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;O estranho rapto de Orfeo inscreve-se num lugar comum dos anos 1950, analisado em profundidade pelo psicanalista Carl Jung na obra de 1959, "Flying Saucers: A Modern Myth of Things Seen in the Skies": a abducção involuntária e iluminação subsequente de terráqueos por visitantes alienígenas. Mas o caso de Orfeo detinha uma outra particularidade, a associação desta experiência à audição de sons organizados, cuja ênfase na harmonia recapitula a música das esferas de Platão, de um Cosmos em revolução incessante, cujos movimentos se traduzem numa composição musical estruturada e significativa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1967, o astronauta e cientista Story Musgrave relatava que, na sua última missão ao espaço, havia escutado uma música misteriosa, nobre e magnificiente, mas os seus colegas de viagem não corroboraram esta história, condenando Musgrave a olhares furtivos e comentários jocosos que ecoavam nos corredores da NASA.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Música e Cosmos encontram-se desde sempre interconectados, mas durante os anos 1950, pelos condicionamentos históricos da corrida ao espaço e da Guerra Fria, a par com o desenvolvimento de novas tecnologias estereofónicas e de gravação de som, acabaram por ser profícuos em registos discográficos que procuravam mimetizar a ambiência do grande infinito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste contexto, um elemento do restrito e elitista grupo que clamava estar ou ter estado em contacto com formas de vida extraterrestre, dotado de um sentido comercial mais apurado que os seus pares, resolveu traduzir as suas experiências num livro intitulado "From Outer Space To You", mas mais relevante, ocorreu-lhe sulcar os trilhos do vinil, replicando a música que ouviu de um estranho piano, adornado por caracteres bizarros e tocado por um indivíduo natural de Saturno, no álbum "Authentic Music From Another Planet". &lt;a href="http://www.strangeattractor.co.uk/further/?p=1287"&gt;Howard Menger&lt;/a&gt; gravou assim o seu nome na história da música contemporânea, através de singelas composições para piano, flutuantes e desfocadas, cujo elevado grau de reverberação a elas imprimido, conferia-lhes a dimensão extraterrestrial almejada. Para além destes aspectos formais, era igualmente veiculada uma mensagem de iluminação, uma promessa de alteração da consciência global aos ouvintes do disco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487529168590973922" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TCeetGR1q-I/AAAAAAAAAgk/RG-DynJjZk0/s320/Helix+Nebula.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Eye of God" (Helix Nebula)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O sentido e a tónica colocada na espacialização da space music é o motivo pelo qual o crítico David Hurwitz considera "The Creation", peça de 1798 de Joseph Haydn, como um dos primeiros exemplos deste género, patente nos rasgos de violino a simularem o fulgurante movimento do caos primordial. Não será de estranhar que esta composição surge no seguimento de uma conversa entre Haydn e William Herschel, astrónomo que descobriu o planeta Urano, sobre a relação entre música e astronomia. Estavam lançadas as sementes para um diálogo incessante entre estes dois campos, o qual atingiu o seu apogeu nas décadas de 1940 e 1950, no multifacetado terreno do easy-listening. Mas isso será matéria para uma outra emissão do Laboratório Chimico.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Playlist, 18 de Fevereiro de 2010:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Steve Roach - "Between The Gray And The Purple" (The Magnificient Void)&lt;br /&gt;Steve Roach - "Void Memory One" (The Magnificient Void)&lt;br /&gt;Howard Menger &amp;amp; Coil - "&lt;a href="http://www.strangeattractor.co.uk/mp3/saturnsuite.mp3"&gt;Saturn Suite&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;Howard Menger - "Marla" (Authentic Music From Another Planet)&lt;br /&gt;Howard Menger - "A Theme From Saturn" (Authentic Music From Another Planet)&lt;br /&gt;Howard Menger - "The Song From Saturn" (Authentic Music From Another Planet)&lt;br /&gt;Joseph Haydn - "Einleitung Und Die Vorstellung Des Chaos" (The Creation)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-3360924718956397493?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/3360924718956397493/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=3360924718956397493' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3360924718956397493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3360924718956397493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/03/incursoes-pelo-espaco-sideral.html' title='Incursões Pelo Espaço Sideral'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/TCeb12eZ_dI/AAAAAAAAAgU/jReD2SS3OIs/s72-c/Hubble+Ultra+Deep+Field.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-6943696211491999157</id><published>2010-02-24T15:03:00.000-08:00</published><updated>2010-02-24T15:40:02.987-08:00</updated><title type='text'>Para além do rock progressivo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S4W4Mf3hJoI/AAAAAAAAAcE/qRAfrFQlfOw/s1600-h/lsdroma.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 316px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441958249599411842" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S4W4Mf3hJoI/AAAAAAAAAcE/qRAfrFQlfOw/s320/lsdroma.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando falamos de psicadelismo em Itália não falamos apenas de rock progressivo e das suas inúmeras variantes que ali encontraram fértil terreno para se desenvolverem. O país em apreço na edição de 4 de Fevereiro de 2010 do Laboratório Chimico é sinónimo de bandas sonoras de qualidade, particularmente durante os anos 1970 quando os compositores italianos mesclaram psicadelismo com easy-listening, criando um híbrido cuja complexidade procurámos descortinar. Dos nomes mais conhecidos, como Ennio Morricone ou Nino Rota, passando pelos mais obscuros, esta foi a banda sonora escolhida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ennio Morricone - "1970" (Ennio Morricone High: The Trippier Side Of The Morricone Genius)&lt;br /&gt;Ennio Morricone - "Mosche di Velluto Grigio" (Psichedelico Jazzistico)&lt;br /&gt;Ennio Morricone - "Plume di Cristallo" (Psichedelico Jazzistico)&lt;br /&gt;Ennio Morricone - "Queimada Seconda" (Delirium Of The Senses: Psychedelia In Italian Cinema)&lt;br /&gt;Nino Rota - "The Awards" (Delirium Of The Senses: Psychedelia In Italian Cinema)&lt;br /&gt;Nino Rota - "Ecclesiastical Fashion Show (Part 1)" (LSD Roma)&lt;br /&gt;Piero Umiliani - "Mah Nà Mah Nà" (Piero's Pleasure: The Touch Of Piero Umiliani)&lt;br /&gt;Piero Umiliani - "L'Archangelo (Suite)" (Piero's Pleasure: The Touch Of Piero Umiliani)&lt;br /&gt;Franco Micalizzi - "M16" (Adolescenza Perversa)&lt;br /&gt;Franco Godi - "Signor Rossi Intro" (Signor Rossi)&lt;br /&gt;Franco Godi - "Parapapa Perepepe" (Signor Rossi)&lt;br /&gt;Piero Piccioni - "Give Love a Chance" (Delirium Of The Senses: Psychedelia In Italian Cinema)&lt;br /&gt;Berto Pisano - "High Altar" (Delirium Of The Senses: Psychedelia In Italian Cinema)&lt;br /&gt;Armando Trovajoli - "Il Filo Dei Giorni" &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-6943696211491999157?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/6943696211491999157/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=6943696211491999157' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/6943696211491999157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/6943696211491999157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/02/para-alem-do-rock-progressivo.html' title='Para além do rock progressivo'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S4W4Mf3hJoI/AAAAAAAAAcE/qRAfrFQlfOw/s72-c/lsdroma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-7332921940058333764</id><published>2010-02-21T10:00:00.002-08:00</published><updated>2010-03-22T10:05:14.585-07:00</updated><title type='text'>Os limites do controlo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S6ehwDG8cLI/AAAAAAAAAhs/PfRWVKEMSQI/s1600-h/the-limits-of-control.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451503720795500722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 313px; CURSOR: hand; HEIGHT: 403px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S6ehwDG8cLI/AAAAAAAAAhs/PfRWVKEMSQI/s400/the-limits-of-control.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; "&lt;em&gt;When I was 20 I used to spent a lot of time when I first was in New York smoking herb and then playing Fletcher Hendersen and Sidney Bechet records, and then watching out the window how the world would sync to the music, in hilariously perfect ways. You know, it was just a stoner thing, but it was endless amusement to see how a little accent on a high hat would be with some motion of somebody, every little thing synched to something, it was fantastic&lt;/em&gt;". Estas palavras , retiradas de uma entrevista de Jim Jarmusch à revista Wire, aplicam-se na perfeição à experiência espectadora de Os Limites do Controlo, o mais recente filme do cineasta e músico norte-americano, e cuja banda-sonora foi o mote para o Laboratorio Chimico da noite de 11 de Fevereiro de 2010.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ávido consumidor de música, Jim Jarmusch recorre aos seus discos para imaginar mundos e paisagens visuais que depois tenta concretizar nos seus filmes. O próprio teve um papel activo na cena No-Wave nova-iorquina ao integrar os The Del Bizanteens, quando dava os primeiros passos como cineasta independente. Parte da inspiração drone-rock que domina o universo sonoro de Os Limites do Controlo pode ser brevemente vislumbrados já em Flores Quebradas, filme de 2005, que contou na banda-sonora com Dopesmoker, controverso tema dos Sleep, actualmente extintos mas bifurcados nos OM e High on Fire. &lt;/div&gt;Durante o programa trilharam-se caminhos dispersos pelo rock insuflado a drones de Boris, Michio Kurihara, ou Earth, metaforizando a suspensão temporal da narrativa labiríntica do filme, que acompanha a contemplação visual da arquitectura cosmopolita de Madrid, a atmosfera colonial e abafada de Sevilha, ou o deserto de Almeria, tudo isto em toada arrastada, narcótica, quase suporífera, de quando em quando permeada pelo rock negro, também em câmara-lenta, de Black Angels e Bad Rabbit, o trio musical que Jarmusch integra, criado propositadamente para a recriação musical do filme.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-7332921940058333764?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/7332921940058333764/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=7332921940058333764' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/7332921940058333764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/7332921940058333764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/02/os-limites-do-controlo.html' title='Os limites do controlo'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S6ehwDG8cLI/AAAAAAAAAhs/PfRWVKEMSQI/s72-c/the-limits-of-control.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-2015033005755145260</id><published>2010-02-17T13:21:00.000-08:00</published><updated>2010-02-17T13:31:13.586-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Igor Wakhévitch &amp; Salvador Dali – "Être Dieu" (1974)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S3xfXPtMPLI/AAAAAAAAAmA/lcrM9c2EAO0/s1600-h/etre+dieu.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 317px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S3xfXPtMPLI/AAAAAAAAAmA/lcrM9c2EAO0/s320/etre+dieu.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439327302914423986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa tarde de 1927, no Café Regina Victoria, em Madrid, Salvador Dali e o seu amigo Federico Garcia Lorca começaram a escrever o libretto para a maior ópera de todos os tempos e que, como não poderia deixar de ser, oriunda do génio hipertrofiado de Dali, deveria exprimir a magnificência apoteótica do gesto da criação. No entanto, só em 1974 o pintor recuperou a ideia para realizar a sua ópera-poema em seis partes, encomendando ao escritor espanhol Manuel Vasquez Montalban um libretto que deveria ser redigido segundo as suas especificações e atribuindo a Igor Wakhévitch a responsabilidade pela composição musical. Durante a gravação nos estúdios da EMI, o caprichoso Dali resolveu improvisar e não respeitar o que havia sido escrito por Montalban, pois "Dali nunca se repete", argumentava ele, reforçando a originalidade e irrepetitibilidade do acto criador, aliás o tema que estava precisamente em causa nesta ópera ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;opus magnum&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Igor Wakhévitch é um compositor francês de origem ucraniana, cujo talento foi desde muito cedo reconhecido não só pelos seus professores, entre os quais Olivier Messiaen, como pelos prémios que ganhou desde a adolescência. Trabalhou no final dos anos 60 com Pierre Schaeffer e Pierre Henry nos estúdios do GRM onde explorou as possibilidades da música concreta. Tal como Henry, criou música para os bailados de Maurice Béjart com quem colaborou numa atmosfera que favoreceu a inclusão da cultura musical psicadélica. Este percurso rico e variado fez com que os seus álbums dos anos 70 exprimissem uma transversalidade de interesses, desde a composição clássica mais tradicional para orquestra até à exploração mais vanguardista da electrónica. A singularidade e qualidade de qualquer das suas obras – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Logos&lt;/span&gt; (1970), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Docteur Faust&lt;/span&gt; (1971), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ha&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;thor&lt;/span&gt; (1974), entre outras – seria suficiente para que merecesse a sua inclusão nestas crónicas. Mas o disco que foi seleccionado para hoje, "Être Dieu", um triplo álbum resultante da colaboração entre o compositor francês e Salvador Dali, o pintor catalão que dispensa apresentações, constitui uma das peças mais delirantes jamais editadas pela EMI. Ser Deus manifesta uma intuição alucinada mas paranóico-crítica dos dados imediatos da inconsciência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S3xf-BEWRyI/AAAAAAAAAmI/U9IzbJ3aaZ8/s1600-h/AT+1-21+Etre+Dieu+by+Dali.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 248px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S3xf-BEWRyI/AAAAAAAAAmI/U9IzbJ3aaZ8/s320/AT+1-21+Etre+Dieu+by+Dali.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439327968999917346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Être Dieu: opéra-poème, audiovisuel et cathare en six parties&lt;/span&gt; conta então a história da criação do mundo, no delírio paranóico-crítico de Salvador Dali em que o pintor é o próprio Deus, Brigitte Bardot é uma alcachofra, onde Catarina-a-Grande e Marilyn Monroe fazem um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;strip tease&lt;/span&gt;, mas onde não falta a revolução francesa, os irmãos Max, Mao Tsé Tung, o secretário-geral das Nações Unidas, Gilles de Rais e Joana D'Arc, num desfile paródico dos mitos e obsessões do pintor, do qual este só poderia ser resgatado pelo amor professado à sua esposa e musa inspiradora, Galà. A composição épica de Wakhévitch equilibra magistralmente as experiências psicadélicas e electro-acústicas com a manipulação de fita magnética e a interpretação da Orquestra Sinfónica de Paris, dirigida por Boris de Vinogradow. Delphine Seyrig, actriz conhecida dos filmes de Luís Buñuel, empresta a voz, com Alain Cuny, Catherine Allegret e Raymond Gerôme, a algumas personagens, ao lado da verborreica e quase omnipresente improvisação do excêntrico pintor. Apesar da grandiosidade desta produção, a obra tem estado coberta de uma grande obscuridade à qual não será alheia a sua inacessibilidade, quer pela raridade da sua edição quer pelo preço astronómico dos originais. "..&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.Triste risque que d'être plus que personne..: être dieu&lt;/span&gt;." Na impossibilidade de escutar a integralidade da ópera, ouvimos um excerto da abertura. E em fundo escutava-se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Le Rêve Passe&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-2015033005755145260?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/2015033005755145260/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=2015033005755145260' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2015033005755145260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2015033005755145260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/02/igor-wakhevitch-salvador-dali-etre-dieu.html' title='Igor Wakhévitch &amp; Salvador Dali – &quot;Être Dieu&quot; (1974)'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S3xfXPtMPLI/AAAAAAAAAmA/lcrM9c2EAO0/s72-c/etre+dieu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-5200058135101452034</id><published>2010-02-04T06:14:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T09:18:35.295-08:00</updated><title type='text'>Inner Space</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S2r7MyNwmWI/AAAAAAAAAhc/5Ec8XSbIMwY/s1600-h/e0eb3311.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434432097432410466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S2r7MyNwmWI/AAAAAAAAAhc/5Ec8XSbIMwY/s320/e0eb3311.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Antes de serem os Can (e mesmo The Can) foram Inner Space. Isto depois de cada um dos elementos da formação inicial do dito grupo (Irmin Schmidt, Holger Czuckay, Jaki Liebezeit, David Johnston, Mikael Karoli e depois, esporadicamente, Malcom Mooney) ter tido experiências musicais e artísticas diversas, desde a composição de bandas-sonoras para peças de teatro e documentários, até à escultura, passando pelo jazz ou por grupos blues-rock mais convencionais, ou pelos corredores do ensino musical académico, ou ainda assistindo Karlheinz Stockhausen na produção de algumas peças do referido compositor - e aqui a ordem apresentada não condiz necessariamente com os nomes anteriormente referidos. Algures em 1968 este grupo de indivíduos entreteve-se a compor temas para alguns filmes de série B germânicos, parte deles incluídos em álbuns como Soundtracks ou Delay 1968 (dos Can), em grande medida materializando o fascínio de Irmin Schmidt pela criação de música para cinema - assunto que de resto o senhor retomaria mais tarde na sua discografia, já depois da desintegração dos Can. Por essa altura foram editados dois 7'' com os temas mais emblemáticos das películas, as canções, como se de trailers se tratassem - Agilok &amp;amp; Blubbo / Kamera Song, lançado pela Deutch Vague, e Kamasutra / I'm Hiding My Nightingale, na Metronome. Acontece que em 2009 foram editados dois álbuns creditados ao grupo que o Laboratorio Chimico de 28 de Janeiro de 2010 destacou, compostos por temas da banda-sonora completa de dois filmes, ambos de 1969, Agilok &amp;amp; Blubbo (Wah Wha Records) e Kamasutra: Vollendung der Liebe (Crippled Dick Hot Wax) - neste, com Schmidt a receber louros de creditação -, realizados, respecivamente, por Peter Schneider e Kobi Jaeger. &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estes discos reflectem bem o contexto musical da época, e concretamente as infinitas possibilidades que a relação simbiótica entre entusiastas realizadores independentes e grupos de música experimental proporcionavam e que estes encetaram amiúde. Este contexto potenciava a que narrativas cinematográficas oscilantes e socialmente atentas face a temas emergentes - neste caso, a contemplação erótica-sexual e a sátira político-revolucionária - se cruzassem com a ânsia exploratória de muitos grupos musicais, que por entre fumos e sonhos de liberdade davam largas à criação e contribuiam para que caleidoscópios sinestésicos invadissem ouvintes e espectadores. Parte do interesse das referidas edições reside também no conhecimento do período pré-Can e dos tempos anunciadores do rock alemão que daí a pouco eclodiria para a posteridade como um novo ano zero (?!). Se os trabalhos anteriores de Holger Czuckay no projecto Canaxis denunciavam a curiosidade pelas emergentes possibilidades do estúdio, estes discos mostram-nos que outras idiossincrasias da sonoridade do grupo já por aqui se anunciavam e que o mítico estúdio em Colónia que a banda baptizou de Inner Space não deve o epíteto somente à proclamação da introspecção criativa para a regurgitação de pedras preciosas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434428499957429474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 314px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S2r37Yk4tOI/AAAAAAAAAhU/_U_q6k1vS-Y/s320/innerspaceagilok.jpg" border="0" /&gt; &lt;a href="http://laboratoriochimico7.podomatic.com/enclosure/2010-02-04T07_04_39-08_00.mp3"&gt;Ouvir&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-5200058135101452034?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/5200058135101452034/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=5200058135101452034' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/5200058135101452034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/5200058135101452034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/02/inner-space.html' title='Inner Space'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S2r7MyNwmWI/AAAAAAAAAhc/5Ec8XSbIMwY/s72-c/e0eb3311.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-7284058051330723976</id><published>2010-01-28T10:35:00.000-08:00</published><updated>2010-01-28T13:19:28.136-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Todd Schorr (Lowbrow Dreamland)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S2H6deEvoPI/AAAAAAAAAlQ/35JSn4t_PIU/s1600-h/L_tschorr_antidote.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 254px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S2H6deEvoPI/AAAAAAAAAlQ/35JSn4t_PIU/s320/L_tschorr_antidote.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431898009781641458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Preocupado com um mundo onde o perigo espreita a todo o momento, um Humpty-Dumpty ciclópico e coroado pondera, à beira de uma falésia, sobre a fragilidade e beleza da vida, contemplando uma estrela-do-mar espraiada na palma da sua mão. Por detrás, uma nuvem em forma de cogumelo atómico ameaça distante e silenciosa uma paisagem natural sublime. “Antidote for a worrysome world” é o título desta pintura em acrílico sobre painel do artista norte-americano Todd Schorr. As cores vivas e as formas pneumáticas do personagem convocam o universo fílmico de Walt Disney, mas o dilema existencial desse ovo de um só olho, colocado perante o abismo, ressoa a angústia daquele príncipe da Dinamarca, na peça de Shakespeare, que hesita com a caveira do seu bobo – Yorick - na palma da mão. Num outro quadro – “The Spectre of Monster Appeal” -, uma criança minúscula é exposta, à entrada de uma feira popular, com uma pletórica confusão de monstros, figuras fantásticas dos filmes de terror, criaturas de revistas de ficção-científica, desenhos animados deformados pelo vigor e ritmo das cores e traços do artista que retrata, de modo auto-afectivo, a vida ígnea e borbulhante da sua própria imaginação, atormentada desde muito cedo pelas imagens projectadas pelo ávido consumo de televisão, cinema e banda-desenhada. Numa outra tela - &lt;a href="http://www.toddschorr.com/Paintings/image17.html"&gt;The Clash of Holidays&lt;/a&gt; -, que gerou alguma polémica nos meios mais tradicionais de uma comunidade de Palm Beach, no sul da Flórida, Schorr representa os ícones das festas tradicionais, o Pai Natal e o Coelho da Páscoa degladiando-se ferozmente, com um punhal e um machado ensanguentados nas suas mãos, enquanto o Menino Jesus, coroado de espinhos, se lambuza com uma orelha de chocolate e Rudolph, a rena natalícia de nariz vermelho, contempla despreocupadamente o combate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S2H7fuWrh3I/AAAAAAAAAlg/N6bqBIbzO_g/s1600-h/L_tschorr_spectreofmonserappeal.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 285px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S2H7fuWrh3I/AAAAAAAAAlg/N6bqBIbzO_g/s400/L_tschorr_spectreofmonserappeal.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431899148023203698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A arte de Todd Schorr explora, portanto, a violência latente e por vezes patente da cultura popular, veiculada pelos media, sobretudo a que tem a ver com as imagens injectadas nos mais jovens e adolescentes, recontextualizando-a em cenários hiper-realistas e com óbvias referências à matriz judaico-cristã dessa mesma cultura. Neste sentido, trata-se quase de um trabalho de exorcismo e interpretação psicanalítica das dinâmicas do desejo que perpassam a cultura de massas. Este tipo de arte tem sido enquadrado num movimento artístico que recebeu o nome de Lowbrow ou Pop Surrealism. Na verdade, a Lowbrow art é precisamente aquela que se opõe à Highbrow art, ou seja, às belas artes, as mais conceituadas, as que são filtradas por um discurso de legitimação crítico e intelectualizado que a faz circular no mundo dos museus e da história da arte. Mas desde finais dos anos 70 que um grupo de artistas em Los Angeles, nomeadamente Robert Williams e Gary Panter, oriundos da cultura dos fanzines e banda desenhada underground, da cultura punk e de outras subculturas de rua, decidiram expor e promover uma arte mais popular e espontânea, afastada do discurso académico mas mais próxima do gosto dos consumidores. Outros artistas como Mark Ryden, Joe Coleman, Manuel Ocampo e Todd Schorr juntaram-se, de certo modo, a este movimento e têm vindo a ganhar uma maior visibilidade até que, por exemplo, no ano passado, o Museu de Arte San José, na Califórnia, organizou a primeira exposição individual do artista que veio da costa este mas que se estabilizou, desde finais de 90, no sul da Califórnia, onde vive e trabalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S2H7_CeyRJI/AAAAAAAAAlo/h_zekz-v3Pc/s1600-h/L_tschorr_intothevalleyoffinksandweirdos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 226px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S2H7_CeyRJI/AAAAAAAAAlo/h_zekz-v3Pc/s320/L_tschorr_intothevalleyoffinksandweirdos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431899686001853586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O psicadelismo das imagens de Schorr terá como origem a influência, reivindicada pelo próprio, dos posters de concertos e festivais de finais dos anos 60, executados por Victor Moscoso ou Rick Griffin, e das bandas desenhadas da revista Zap. Mas a referência à contra-cultura do oeste dos EUA é por exemplo óbvia em “Into the Valley of Finks and Weirdos” de 2002, onde aparecem monstros surfistas ou beatnicks tocadores de flauta navegando globos oculares alados. Porém, ainda que não houvesse estas referências biográficas e culturais à época dos ácidos, seria evidente para quem vê a natureza hipertrofiada das imagens fantásticas e metamórficas de Todd Schorr que há um efeito de manifestação lúcida da atormentada mente do autor, de tal modo que a tela é como que um doloroso e vibrante ecrã – pela sua intensidade - entre a meninge e o interior ósseo do seu crânio.&lt;br /&gt;Como banda sonora para a experiência visual dos quadros de Schorr nada parece mais adequado do que a música de Carl Stalling, o famoso compositor dos desenhos animados da Warner Brothers.&lt;br /&gt;Para mais informações sobre a vida e obra de Todd Schorr, ver &lt;a href="http://www.toddschorr.com/Home/index.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Sobre outros artistas Lowbrow e a cultura circundante, &lt;a href="http://www.juxtapoz.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-7284058051330723976?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/7284058051330723976/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=7284058051330723976' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/7284058051330723976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/7284058051330723976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/01/todd-schorr-lowbrow-dreamland.html' title='Todd Schorr (Lowbrow Dreamland)'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S2H6deEvoPI/AAAAAAAAAlQ/35JSn4t_PIU/s72-c/L_tschorr_antidote.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-1855183792048489371</id><published>2010-01-28T10:27:00.000-08:00</published><updated>2010-01-28T10:34:21.828-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Gulliver’s Travels (1969)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A metáfora da viagem é uma das mais comuns nos relatos de experiências com psicotrópicos. De facto, tais experiências são frequentemente apresentadas como percursos de descoberta em que o sujeito se encontra imerso numa percepção alterada da realidade, com uma determinada duração, alargada num tempo estesiológico, e se sente exposto aos perigos de uma transformação interior. Esta leitura da experiência psicadélica como viagem – “trip” - informou uma parte importante da expressão contra-cultural dos anos 60. Em1969, Andrew Loog Oldham, o famoso produtor dos Rolling Stones, fez uma adaptação discográfica das “Viagens de Gulliver”, inspirada por uma encenação londrina do clássico de Jonathan Swift, com Mike d’Abo, o vocalista dos Manfred Mann, no papel principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S2HYPu444mI/AAAAAAAAAlI/j3ywvqpgLXY/s1600-h/gullivers_travels.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S2HYPu444mI/AAAAAAAAAlI/j3ywvqpgLXY/s320/gullivers_travels.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431860390381806178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a novela de Swift era uma simples paródia dos “contos de viagens” que abundavam no início do século XVIII e uma sátira da sociedade inglesa da época. Que se saiba, o diácono de St. Patrick não teria por hábito consumir substâncias alucinogéneas, no entanto, delas não parecia necessitar alguém com uma tão fértil imaginação e tão apurado sarcasmo. Com efeito, as situações – a que impropriamente e com o risco de anacronismo poderíamos chamar – surrealistas, em que Lemuel Gulliver – o personagem e pseudónimo do autor das viagens – se encontra, quando se revela um gigante na ilha de Lilliput, ou uma miniatura perante os habitantes de Brobdingnag, ou ainda quando discute sobre os defeitos da natureza humana com os Houyhnhnms, equídeos de inteligência superior, são meras representações hiperbólicas das desproporções do homem e da sociedade, mas que convocam, de facto, uma experiência de pensamento, da imaginação, que exige a transformação da percepção quotidiana do mundo para descobrir o sentido das alegorias e metáforas. Nessa medida, a experiência da leitura das famigeradas viagens apelam a uma autêntica visão, manifestação psicotrópica. Não é pois de espantar que mais de duzentos anos depois elas continuassem a inspirar a imaginação colectiva de uma geração aberta a esse tipo de experiências, com ou sem as substâncias transdutoras das energias da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco que escutamos já em fundo e que continuaremos a escutar mais um pouco é uma espécie de aberração discográfica, um produto circunstancial da sua época, mas também uma visão de futuro. Como já se disse, Gulliver’s Travels seria a adaptação para disco de um musical feito em Dezembro de 1968 em Londres, a partir das Viagens de Gulliver, mas quem não souber previamente desse facto, apenas episodicamente e com uma atenção redobrada poderá pensar no universo liliputiano ou na ilha voadora de Laputa, já que o disco é constituído por uma colagem cuja lógica desafia a sobriedade do ouvinte. Trata-se de samples – e nisto é &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S2HXu_VbKXI/AAAAAAAAAlA/NNXQxzRqr4c/s1600-h/GulliversTravels.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 149px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S2HXu_VbKXI/AAAAAAAAAlA/NNXQxzRqr4c/s320/GulliversTravels.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431859827860777330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;que o disco é antecipador, pois inadvertidamente faz um uso extensivo das técnicas de samplagem e mix – com excertos de The Loving Spoonful, The Small Faces, do natalício “silent night” (oi?!?!), entre samples de vaudeville, do jingle introdutório da Twentieth Century Fox entre outros sons não identificados, misturados com os efeitos de estúdio exigidos pela cultura lisérgica e entrecortado pelo “hit”, “See the little people”, interpretado pela estrela da peça, o leadsinger Mike d’Abo. Imaginemo-nos, por momentos, na ilha onde todos tinham desenvolvido dotes especulativos e acusmáticos e flutuemos com eles ao som bizarro deste disco, antes de regressar à nossa terra natal, no barco do surpreendentemente sábio e generoso Yahoo português, Pedro de Mendez. Enjoy!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-1855183792048489371?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/1855183792048489371/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=1855183792048489371' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1855183792048489371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1855183792048489371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/01/gullivers-travels-1969.html' title='Gulliver’s Travels (1969)'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/S2HYPu444mI/AAAAAAAAAlI/j3ywvqpgLXY/s72-c/gullivers_travels.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-344970972892647204</id><published>2010-01-26T14:40:00.000-08:00</published><updated>2010-01-26T16:03:27.715-08:00</updated><title type='text'>The Top 10 Syd Barrett Songs (in no particular order)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S192X3nYn3I/AAAAAAAAAb8/Sm3swc3IAMU/s1600-h/Madcap+Laughs+Photo+Session.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 318px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431189828070317938" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S192X3nYn3I/AAAAAAAAAb8/Sm3swc3IAMU/s320/Madcap+Laughs+Photo+Session.gif" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia 21 de Janeiro de 2010, o Laboratório Chimico apropriou-se de uma lista incluída na publicação &lt;a href="http://plasticcrimewave.com/projects/galactic-zoo-dossier/"&gt;Galactic Zoo Dossier&lt;/a&gt; para dar conta do difícil empreendimento que consiste em abordar a obra e a vida de Syd Barrett.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1. &lt;strong&gt;Lucifer Sam&lt;/strong&gt; (1967) ...retirado de "Pink Floyd - The Piper At The Gates of Dawn"&lt;br /&gt;2. &lt;strong&gt;Vegetable Man&lt;/strong&gt; (1968) ...retirado de "Pink Floyd - Total Eclipse"&lt;br /&gt;3. &lt;strong&gt;Rats&lt;/strong&gt; (1970) ...retirado de "Syd Barrett - Opel"&lt;br /&gt;4. &lt;strong&gt;Candy and a Currant Burn&lt;/strong&gt; (1967) ...retirado de "Pink Floyd - The Early Singles"&lt;br /&gt;5. &lt;strong&gt;Singing a Song In The Morning&lt;/strong&gt; (1969) ...retirado de "Kevin Ayers - The Best Of..."&lt;br /&gt;6. &lt;strong&gt;Interstellar Overdrive&lt;/strong&gt; (1966) ...retirado de "Pink Floyd - The Piper At The Gates Of Dawn"&lt;br /&gt;7. &lt;strong&gt;Jugband Blues&lt;/strong&gt; (1968) ...retirado de "Pink Floyd - A Saucerful Of Secrets"&lt;br /&gt;8. &lt;strong&gt;Apples and Oranges&lt;/strong&gt; (1967) ...retirado de "Pink Floyd - The Early Singles"&lt;br /&gt;9. &lt;strong&gt;Lanky Pt. 1&lt;/strong&gt; (1970) ...retirado de "Syd Barrett - Opel"&lt;br /&gt;10. &lt;strong&gt;No Man's Land&lt;/strong&gt; (1970) ...retirado de "Syd Barrett - The Madcap Laughs"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Download da fanzine &lt;a href="http://www.sydbarrett.net/zips/TERR01.ZIP"&gt;Terrapin&lt;/a&gt;, uma publicação dos anos 1970 inteiramente dedicada a Syd Barrett.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os &lt;a href="http://www.sydbarrett.net/"&gt;Arquivos de Syd Barrett&lt;/a&gt;, site que contém artigos, fotografias, histórias, letras e muito mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-344970972892647204?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/344970972892647204/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=344970972892647204' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/344970972892647204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/344970972892647204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/01/top-10-syd-barrett-songs-in-no.html' title='The Top 10 Syd Barrett Songs (in no particular order)'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/S192X3nYn3I/AAAAAAAAAb8/Sm3swc3IAMU/s72-c/Madcap+Laughs+Photo+Session.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-434531484462083764</id><published>2010-01-14T10:05:00.001-08:00</published><updated>2010-03-30T15:03:05.941-07:00</updated><title type='text'>Psicadelismo global compilado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S7JnYRImQiI/AAAAAAAAAis/ndLbsPXCwNI/s1600/forgeyourownchainscdcover.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454535765313077794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 339px; CURSOR: hand; HEIGHT: 338px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S7JnYRImQiI/AAAAAAAAAis/ndLbsPXCwNI/s320/forgeyourownchainscdcover.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Emissão dedicada a estabelecer um diálogo entre duas compilações recentemente editadas, e que passam em revista facetas distintas da música psicadélica: &lt;em&gt;Forge Your Chains: Heavy Psychedelic Ballads and Dirges 1968-1974&lt;/em&gt; (Now Again Records), e &lt;em&gt;Psych Funk 101: A Global Psychedelic Funk Curriculum&lt;/em&gt; (World Psychedelic Classics). Sob premissas diferentes, estas duas edições ilustram um retrato universal da experiência psicadélica, incluindo temas provenientes dos quatro cantos do globo. Desde as paisagens mais contemplativas e evocativas de estados de alma melancólicos de &lt;em&gt;Forge Your Own Chains&lt;/em&gt;, até ao êxtase funkie a transbordar de groove de &lt;em&gt;Psych Funk 101&lt;/em&gt;, tudo vale para divulgar rock, soul, jazz e funk de países como os EUA, Alemanha, Nigéria, Irão, Turquia, Rússia, Egipto, Colômbia, Coreia do Sul, Tailândia, Suécia ou Etiópia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Playlist de 7 de Janeiro de 2010:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Husnu Ozkartal Orkestrasi&lt;/strong&gt; - Su Derenin Sulari (&lt;strong&gt;Psych Funk 101&lt;/strong&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mulatu Astatke feat. Belaynesh Wubante and Assegedetch Asfaw&lt;/strong&gt; - Alemiye &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Petalouda&lt;/strong&gt; - What You Can Do With Your Life&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ofege&lt;/strong&gt; - It's Not Easy (&lt;strong&gt;Forge Your Own Chains&lt;/strong&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;D. R. Hooker&lt;/strong&gt; - Forge Your Own Chains&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;The Group&lt;/strong&gt; - The Feed-Back (&lt;strong&gt;Psych Funk 101&lt;/strong&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Damon&lt;/strong&gt; - Don't You Feel Me (&lt;strong&gt;Forge Your Own Chains&lt;/strong&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Staff Carpenborg and the Electric Corona&lt;/strong&gt; - All Me Should Be Brothers of Ludwig (&lt;strong&gt;Psych Funk 101&lt;/strong&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Baby Grandmothers -&lt;/strong&gt; Somebody's Calling My Name (&lt;strong&gt;Forge Your Chains&lt;/strong&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Top Drawer&lt;/strong&gt; - Song of a Sinner&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sin Jung Hyun &amp;amp; The Men / featuring Jang Hyun&lt;/strong&gt; - Twilight&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://laboratoriochimico8.podomatic.com/enclosure/2010-03-30T14_53_35-07_00.mp3"&gt;Ouvir&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454536979468328322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S7Joe8NxHYI/AAAAAAAAAi0/haObxPAdA54/s320/00-va-psych_funk_101-2lp-2009-cover.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-434531484462083764?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/434531484462083764/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=434531484462083764' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/434531484462083764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/434531484462083764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2010/01/psicadelismo-global-compilado.html' title='Psicadelismo global compilado'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S7JnYRImQiI/AAAAAAAAAis/ndLbsPXCwNI/s72-c/forgeyourownchainscdcover.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-2942435988264964466</id><published>2009-12-25T12:29:00.000-08:00</published><updated>2010-01-06T04:23:54.204-08:00</updated><title type='text'>Acid Soul</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DkP5roFukKY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DkP5roFukKY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O Laboratorio Chimico de 17 de Dezembro foi dedicado à &lt;em&gt;soul&lt;/em&gt; psicadélica. Se é verdade que no imaginário da música popular a &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;soul&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;music &lt;/span&gt;repousa aparentemente resguardada dos devaneios psicotrópicos de outros congéneres, não é menos verdade que paralelismos com o psicadelismo podem ser vislumbrados, na busca encetada por ambos rumo à transcendência, libertação, ou simplesmente, a uma atitude escapista.&lt;br /&gt;A utilização de electrónica no contexto da popularização, na década de 60, do acesso a técnicas de manipulação de estúdio e a material inovador - os sintetizadores &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Moog&lt;/span&gt;, por exemplo - foi um dos aspectos presentes na génese da &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;soul&lt;/span&gt; psicadélica. Particularmente, a fusão do vocabulário do &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;rock&lt;/span&gt; psicadélico - &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;feedback&lt;/span&gt;, a electricidade do &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;fuzz&lt;/span&gt;, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;reverb&lt;/span&gt; e &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S0KFDPS8XdI/AAAAAAAAAgc/cMUl21yLpKI/s1600-h/Sly-family-stone-1969-promo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423043191999585746" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 266px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 303px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S0KFDPS8XdI/AAAAAAAAAgc/cMUl21yLpKI/s320/Sly-family-stone-1969-promo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;wha-wha&lt;/span&gt; das guitarras, e os teclados - com a contemplação humanista e celebratória da &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;soul&lt;/span&gt;, em muitos casos já com uma aguçada capacidade de imersão nas consciências quimicamente alteradas da segunda metade da década de 60, terá sido o que de forma mais clara possibilitou o cunho psicadélico da &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;soul&lt;/span&gt;. Grupos como Sly &amp;amp; The Family Stone ou The Parliaments / Parliament (mais tarde os Funkadelic) terão sido alguns dos mais ilustres representantes da &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;soul &lt;/span&gt;que provou e abusou&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; &lt;/span&gt;de&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; &lt;/span&gt;poções lisérgicas emanadas de guitarras, ambos apropriadamente adornados de exuberantes vestimentas.&lt;br /&gt;Mas o catalisador deste movimento terá sido um tal de James Hendrix, que chamou a atenção de Ronald Isley (líder dos The Isley Brothers) enquanto explorava a sua guitarra num bar de hotel, no Harlem. Ao integrar Hendrix no grupo, os The Isley Brothers conceberam a &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;soul music&lt;/span&gt; insuflada de electricidade flamejante da guitarra amplificada a fumo de marijuana.&lt;br /&gt;Tal filão foi vislumbrado pelo lendário produtor/compositor da Motown, Norman Whitfield, que escutou o futuro nos delírios de Sly Stone e de George Clinton. Whitfield adoptou e reconfigurou as coordenadas das sinergias da &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;soul &lt;/span&gt;e do &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;rock&lt;/span&gt; psicadélico em muitos dos seus trabalhos de produção (casos de The Tempations, The Debonaires ou Rare Earth), dando contributo decisivo para que a paleta sonora da &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;soul music&lt;/span&gt; se expandisse até territórios até então nunca antes trilhados. Um outro exemplo visionário foi o de Charles Stepney, que produziu o disco inaugural dos Rotary Connection, no qual, valendo-se da sua educação musical formal e do gosto pelas composições de Georgy Ligeti e Henry Cowell, criou intrincadas camadas de uma produção saturada com laivos de atonalidade, arranjos pouco convencionais e uma cítara electrificada, que forneceram, também, o substrato psicadélico para a expansão da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S0KJeivxI-I/AAAAAAAAAg0/u67T_ZBhnWM/s1600-h/temptations.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423048059123737570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 254px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 238px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S0KJeivxI-I/AAAAAAAAAg0/u67T_ZBhnWM/s320/temptations.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Durante o programa escutou-se:&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Swamp Dogg&lt;/span&gt; - Synthetic World (Total Destruction to Your Mind)&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;The Isley Brothers&lt;/span&gt; - Move Over and Let Me Dance (In The Begining)&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;The Isley Brothers&lt;/span&gt; - Wild Little Tiger (In The Begining)&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Sly &amp;amp; The Family Stone&lt;/span&gt; - Dance to the Music (Dance to the Music)&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;The Parliaments&lt;/span&gt; - (I Wanna) Testify (7")&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;The Parliaments&lt;/span&gt; - Red Hor Mamma (Osmium)&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;The Tempations&lt;/span&gt; - Psychedelic Shack (Psychedelic Soul) &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;The Debonaires&lt;/span&gt; - I Want To Talk About It (World) (7")&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Rotary Connection&lt;/span&gt; - Turn Me On (Rotary Connection)&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Rotary Connection&lt;/span&gt; - Memory Band - (Rotary Connection)&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Rasputin Stash&lt;/span&gt; - Hit it and Pass it (Devil Made Me Do It)&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Rare Earth&lt;/span&gt; - I Know I'm Lossing You (7")&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Barbara &amp;amp; Ernie&lt;/span&gt; - Somebody to Love (Prelude to...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://laboratoriochimico7.podomatic.com/enclosure/2009-12-25T15_34_34-08_00.mp3"&gt;Ouvir&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-2942435988264964466?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/2942435988264964466/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=2942435988264964466' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2942435988264964466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2942435988264964466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/12/acid-soul.html' title='Acid Soul'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/S0KFDPS8XdI/AAAAAAAAAgc/cMUl21yLpKI/s72-c/Sly-family-stone-1969-promo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-5998525091964762493</id><published>2009-12-14T03:05:00.000-08:00</published><updated>2009-12-14T03:11:46.600-08:00</updated><title type='text'>Peyote Queen de Storm de Hirsch</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SyYdSEorFeI/AAAAAAAAAbc/EKg9DmNABAs/s1600-h/peyote.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 242px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415047798278788578" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SyYdSEorFeI/AAAAAAAAAbc/EKg9DmNABAs/s320/peyote.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para download ou visualização através do &lt;a href="http://www.ubu.com/film/de_hirsch_peyote.html"&gt;UBUWEB&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-5998525091964762493?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/5998525091964762493/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=5998525091964762493' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/5998525091964762493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/5998525091964762493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/12/peyote-queen-de-storm-de-hirsch.html' title='Peyote Queen de Storm de Hirsch'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SyYdSEorFeI/AAAAAAAAAbc/EKg9DmNABAs/s72-c/peyote.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-2777867726320152373</id><published>2009-12-13T09:23:00.000-08:00</published><updated>2009-12-16T12:03:47.138-08:00</updated><title type='text'>The Sound Of The Sitar</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/erLZ-zW9Ti4&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/erLZ-zW9Ti4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;George Harrison, a quem são atribuídas as honras de introduzir a sitar na música popular ocidental, mais precisamente no tema "Norwegian Wood (This Bird Has Flown)" do álbum "Rubber Soul", deparou-se pela primeira vez com este bizarro artefacto do distante oriente no cenário do filme "Help". O seu fascínio rapidamente se intensificou ao ponto de solicitar aulas junto do grande mestre Ravi Shankar, um dos mais conhecidos e reconhecidos praticantes da sitar que, depois de terminar os seus estudos com o músico Allauddin Khan em 1944 e resignar ao posto de director musical da All India Radio de Nova Deli, encetou uma peregrinação pelas Europas e Américas, levando aos ouvidos ocidentais as intricassias melódicas e as idiossincrassias instrumentais da música clássica indiana. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 242px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415924769201541810" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/Syk64f5_UrI/AAAAAAAAAb0/OSEv8cdVHAU/s320/coral+electric+sitar.jpg" /&gt;O choque de culturas, concretizado no encontro dos dois músicos em 1966, verteu ondas de impacto que se espraiaram em todas as direcções. A popularidade de Shankar aumentou exponecialmente, chegando inclusivamente a actuar no mítico festival de Woodstock, e as experiências de fusão realizadas por Harrison facultaram um impulso indispensável ao estabelecimento do "Raga Rock", uma designação habitualmente utilizada para descrever álbuns rock com forte influência sul-asiática. O advento deste estilo musical é comummente traçado ao lançamento do single "See My Friends" dos The Kinks em Julho de 1965, sendo que a segunda grande referência cabe aos The Byrds e a "Eight Miles High", editado em Março de 1966.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/Syk20SNEmOI/AAAAAAAAAbk/pwgLZ8AcVFA/s1600-h/0039DanelectroCoralSitar300.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 157px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415920298757495010" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/Syk20SNEmOI/AAAAAAAAAbk/pwgLZ8AcVFA/s200/0039DanelectroCoralSitar300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/Syk25LPT2xI/AAAAAAAAAbs/dtmy9pYHtiU/s1600-h/0038DanelectroCoralSitar300.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/Syk25LPT2xI/AAAAAAAAAbs/dtmy9pYHtiU/s1600-h/0038DanelectroCoralSitar300.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 157px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415920382787181330" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/Syk25LPT2xI/AAAAAAAAAbs/dtmy9pYHtiU/s200/0038DanelectroCoralSitar300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na segunda metade dos anos 1960, a moda da sitar cresceu a tal ponto que, em 1967, a Coral Instrument Company decide lançar no mercado a primeira sitar eléctrica, a "Coral Electric Sitar", que se tratava, no fundo, de uma guitarra eléctrica desenhada por forma a mimetizar o som do instrumento tradicional indiano. A sitar original, essa acredita-se ter sido desenvolvida no séc. XIII e insere-se na família dos alaúdes, possuindo um longo pescoço que entroca numa câmara de resonância em forma de cabaça. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A introdução da sitar na música popular em geral, e na psicadélica em particular, pode ser considerada uma manifestação de orientalismo, uma espécie de reedição do movimento original do séc. XIX de fascínio por tudo o que é distante e exótico, traduzindo um ensejo onírico por um Éden perdido, situado muito para além do alcance do comum dos mortais (ocidentais, claro). Apesar de, eventualmente, se tratar apenas de um sonho, não deixa de ser um sonho agradável de ser sonhado e escutado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Laboratório Chimico, Playlist 10 de Dezembro de 2009:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;The Dave Pike Set - "Mathar" (Electric Psychedelic Sitar Headswirlers Vol. 9)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;The Beatles - "Norwegian Wood (This Bird Has Flown)" (Rubber Soul)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ravi Shankar - "Raga Malkauns (Alap)" (Sound Of The Sitar)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ravi Shankar - "Raga Puriya - Dhanashri/Gat In Sawarital (11 Beats)" (At The Woodstock Festival)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;The Kinks - "See My Friend" (You Really Got Me: The Very Best Of The Kinks))&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;The Byrds - "Eight Miles High" (Fifth Dimension)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;The Chemical Brothers - "Setting Sun" (Dig Your Own Hole)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;The Rolling Stones - "Paint It, Black" (Aftermath)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jimi Hendrix - "My Little One" (Axis Outtakes)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Wolfgang Dauner Quintet - "Take Of Your Clothes To Feel The Setting Sun" (Electric Psychedelic Headswirlers Vol. 7)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;The Chemical Brothers - "The Private Psychedelic Reel" (Dig Your Own Hole)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-2777867726320152373?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/2777867726320152373/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=2777867726320152373' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2777867726320152373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2777867726320152373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/12/sound-of-sitar.html' title='The Sound Of The Sitar'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/Syk64f5_UrI/AAAAAAAAAb0/OSEv8cdVHAU/s72-c/coral+electric+sitar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-6764167244340332633</id><published>2009-12-01T12:16:00.000-08:00</published><updated>2009-12-06T14:34:23.051-08:00</updated><title type='text'>Kosmische Musik I</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SxWhlTpOgUI/AAAAAAAAAgI/lHjei50DPFQ/s1600/kosmische.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 387px; height: 372px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SxWhlTpOgUI/AAAAAAAAAgI/lHjei50DPFQ/s400/kosmische.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410408189655941442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;As palavras de Erik Davis na introdução do seu ensaio "Kosmische", no recente &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Krautrock: Cosmic Rock and its Legacy&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (Black Dog Publishing), e aqui deixadas, deram o mote para dois programas dedicados à Kosmische Musik, capítulo crucial da música progressiva psicadélica germânica da primeira metade da década de 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Neste primeiro programa ouviu-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tangerine Dream - Cold Smoke (Electronic Meditation)&lt;br /&gt;Klaus Schulze - Conphära (Cyborg)&lt;br /&gt;Cosmic Jokers - Kinder des Alls III (Cosmic Jokers)&lt;br /&gt;Walter Wegmüller - Die Herrscherin (Tarot)&lt;br /&gt;Sergius Golowin - Die Hoch Zeit ( Lord Krishna von Goloka)&lt;br /&gt;Cozmic Corridors - The Summit (st)&lt;br /&gt;Popol Vuh - Vuh (In Der Gärten Pharaos)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Crónica de Nuno Fonseca sobre "Mandalas", dos Limbus 4)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SxXEHLkcFOI/AAAAAAAAAgQ/h52nE-dm7_w/s1600/mandalas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 175px; height: 175px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SxXEHLkcFOI/AAAAAAAAAgQ/h52nE-dm7_w/s200/mandalas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410446154999272674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Li&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mbus 4 – “Mandalas”&lt;/span&gt; (1970)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mandala &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;é a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;palavra sânscrita que significa círculo e, por extensão semântica, esfera, envolvência, comunidade. Mas, no contexto religioso, refere-se a uma representação geométrica que exprime a relação do homem com o cosmos ou de uma divindade com o que a envolve. O processo de construção de uma mandala é uma forma de meditação constante que acompanha movimentos meticulosos e muito lentos, numa experiência ao mesmo tempo religiosa e criativa. Feitas normalmente com areia ou giz, as mandalas apresentam-se muito coloridas e são, por fim, ritualmente destruídas. Foi todo este conceito que inspirou o projecto alemão, Limbus 4, na elaboração do álbum “Mandalas”, editado em 1970, pela lendária Ohr Records. A inspiração etno-religiosa é aliás notória no nome das faixas e traduz-se ainda etnomusicalmente na escolha dos instrumentos usados: para além dos instrumentos ocidentais –&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; violoncelo, baixo, órgão e viola – as flautas transversais, as tablas, e os bem mais exóticos totalophone, tsikadraha, kazoo ou o valiha faray. Sendo, no entanto, uma interpretação alemã da música cósmica, nos anos 70, não é de admirar que aquelas sonoridades apareçam filtradas pelo uso de alguma electrónica e pelo experimentalismo vanguardista da época. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O projecto Limbus havia começado em 1968, na cidade de Heidelberg, procurando fundir, de um modo singular, o jazz, o folk e o espírito de experimentação musical. Um primeiro disco havia sido editado, enquanto eram um trio acústico, o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;s Limbus 3, que também figuram nesta Lista, com o nome New-Atlantis, em 1969. No ano seguinte, passam para Limbus 4, por se terem tornado para este álbum - “Mandalas”-, num quarteto, constituído por Odysseus Artner, Bernd Henninger, Matthias Knieper (o elemento adicional do grupo) e Gerd Kraus. Músicos dos quais muito pouco se sabe, excepto do último que nos anos mais recentes terá pertencido a um bizarro projecto de nome www.knagg.nett e aos Metalimbus. O próprio nome Limbus refere-se a um grupo étnico do Nepal, o que reforça o carácter orientalizante deste projecto. Não sabemos, porém, se foi apenas o fascínio da filosofia e religião orientais que determinaram esta atracção cósmica e musical dos Limbus ou se o factor enteogénico teve a sua parte de responsabilidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O disco é assimetricamente dividido em três faixas no lado A e apenas uma longa faixa no lado B. “Dhyana” é outra palavra de origem sânscrita que designa um estado de meditação nas tradições Hindú e Budista, equivalente ao Zen japonês, por exemplo. É este estado que visa o auto-conhecimento que determina o transe musical desta primeira faixa do disco, onde a entoação do famoso ohm parece a princípio dobrar o órgão monódico e é depois progressivamente engolido pelo caos improvisado dos instrumentos de cordas, da percussão e dos sopros. “Kundalini” é a energia cósmica que jaz adormecida ou “enrolada como uma cobra” no Muladhará Chakra, um centro de força localizado junto do sacro e dos órgãos genitais. Ela precisa de ser despertada e conduzida pela meditação, ao longo da coluna vertebral e dos vários chakras, como parece ser traduzido musicalmente nesta segunda faixa do disco. A terceira faixa parece ser um curto “haiku” construído a partir da experiência de improvisação que estes músicos aprenderam no free-jazz. Finalmente, e ocupando todo o lado B, “Plasma” é um longo exercício de exploração das virtualidades de comunicação entre as sonoridades orientais e as experiências da música contemporânea, transferindo assim a retrogradabilidade rítmica e a microtonalidade típicas da música indiana para o contexto ocidental. Fiquemos com “Haiku” e depois “Plasma”. Em fundo, ouvia-se “Dhyana”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://laboratoriochimico7.podomatic.com/enclosure/2009-12-06T14_24_40-08_00.mp3"&gt;Ouvir&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-6764167244340332633?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/6764167244340332633/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=6764167244340332633' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/6764167244340332633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/6764167244340332633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/12/kosmische-musik-i.html' title='Kosmische Musik I'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SxWhlTpOgUI/AAAAAAAAAgI/lHjei50DPFQ/s72-c/kosmische.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-5120067378531060185</id><published>2009-11-26T03:14:00.000-08:00</published><updated>2009-11-26T03:33:45.281-08:00</updated><title type='text'>What soundtrack was playing during your trip?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/Sw5na_jq9bI/AAAAAAAAAgA/9tg4T9O3GXY/s1600/space2-735342.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 337px; height: 242px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/Sw5na_jq9bI/AAAAAAAAAgA/9tg4T9O3GXY/s320/space2-735342.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408373915953853874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;I&lt;span style="font-style: italic;"&gt;magine you are standing alone on a craggy windswept sea cliff beneath a moonless night sky. You spread your arms out at your side and slowly you begin to ascend, a dreamlike absorption into the dark embrace of the galaxy. You are rocketing through the stars like a spectral eyeball shot out of a quantum cannon. The immensity of space swallows you up, and as nearly all of the perceptual frameworks you normally use to process reality evaporate, you become profoundly and ecstatically disoriented. Boundaries melt, nowhere is up or down, and your immense speed has morphed into a glacial drift. Your tiny mind is blown as you attempt to compass the conundrum of the infinite, and to plumb the meaning of the flickering flash of awareness you call your life in the light of this vast void of shifting three-dimensional geometries, this empty and shattered immensity, this cosmos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Fica a questão. A resposta estará às 20 horas na RUC.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-5120067378531060185?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/5120067378531060185/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=5120067378531060185' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/5120067378531060185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/5120067378531060185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/11/what-soundtrack-was-playing-during-your.html' title='What soundtrack was playing during your trip?'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/Sw5na_jq9bI/AAAAAAAAAgA/9tg4T9O3GXY/s72-c/space2-735342.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-6708161310066347638</id><published>2009-11-20T08:54:00.000-08:00</published><updated>2009-11-24T06:34:14.655-08:00</updated><title type='text'>Reminiscente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SwvuC_-_SeI/AAAAAAAAAf4/apjBPhZxA98/s1600/gnsg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407677512891189730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 281px; CURSOR: hand; HEIGHT: 264px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SwvuC_-_SeI/AAAAAAAAAf4/apjBPhZxA98/s400/gnsg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A emissão de 19 de Novembro do Laboratorio Chimico percerreu as reminiscências induzidas pelo concerto em Coimbra, na transacta semana, de um trio de exploradores inter-estelares: Stellar Om Source, Steve Hauschildt e Mark McGuire (estes dois últimos pertencentes ao trio norte-americano Emeralds).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Christelle Gualdi, a francesa itinerante por detrás do nome Stellar Om Source, apontou ao infinito em ondulantes mantras hipnoticamente sintetizados; Hauschildt apresentou duas peças de contemplação cósmica pautadas pela melancolia; McGuire teceu intrincados efeitos caleidoscópicos na guitarra eléctrica. Se é certo que cada uma das actuações percorreu lugares próprios e idiossincráticos, configuraram igualmente um &lt;em&gt;continuum&lt;/em&gt; sonoro, imagético e conceptual que convidou à imersão em memórias subliminares - ou, para utilizar a terminologia da moda, hipnagógicas - que convergiram para o espaço sideral onde gravitavam fragmentos alucinatórios de ambientalismo kraut/kosmische da década de 70 e do minimalismo celestial de Terry Riley.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;A revisitação da memória presente foi assim preenchida:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;strong&gt;Mark McGuire&lt;/strong&gt; - Let Us Be the Way We Were (Let Us Be the Way We Were)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ashra&lt;/strong&gt; - Deep Distance (New Age of Earth)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Steve Hauschildt&lt;/strong&gt; - The Critique of the Beautiful (The Critique of the Beautiful)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Klaus Schülze&lt;/strong&gt; - Neuronengesang (Cyborg)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Edgar Fröese&lt;/strong&gt; - NGC 891 (Aqua)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Stellar Om Source&lt;/strong&gt; - The Oracle (Rise in Planes)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Terry Riley&lt;/strong&gt; - 18th of April 1972, Los Angeles (Persian Surgery Dervishes) &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://laboratoriochimico6.podomatic.com/enclosure/2009-11-24T04_31_35-08_00.mp3"&gt;Ouvir&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-6708161310066347638?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/6708161310066347638/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=6708161310066347638' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/6708161310066347638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/6708161310066347638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/11/reminiscente.html' title='Reminiscente'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SwvuC_-_SeI/AAAAAAAAAf4/apjBPhZxA98/s72-c/gnsg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-3978432787816578745</id><published>2009-11-12T03:43:00.000-08:00</published><updated>2009-11-12T03:45:05.840-08:00</updated><title type='text'>A monstrous psychedelic bubble exploding in your mind</title><content type='html'>Hoje à noite no local do costume:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/k9Ts4DnVJsM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/k9Ts4DnVJsM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-3978432787816578745?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/3978432787816578745/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=3978432787816578745' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3978432787816578745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3978432787816578745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/11/monstrous-psychedelic-bubble-exploding.html' title='A monstrous psychedelic bubble exploding in your mind'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-1926406282594054985</id><published>2009-11-06T04:18:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T08:52:23.250-08:00</updated><title type='text'>L'Underground Psychédélique Musical Français: Un regard</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SwgFaB7tTYI/AAAAAAAAAfw/vbELgqDxccM/s1600/lard+free.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 243px; height: 225px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SwgFaB7tTYI/AAAAAAAAAfw/vbELgqDxccM/s400/lard+free.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406577297411886466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Depois do destaque a Heldon, 15 dias volvidos voltámos ao panorama musical gaulês da década de 70. Tais coordenadas espacio-temporais levaram-nos desta vez até outros grupos que ilustram uma parte do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;underground&lt;/span&gt; psicadélico daquele contexto, ficando no entanto claro que outros nomes relevantes não foram apresentados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos dos grupos que destacámos criaram música que, num primeiro relance, dificilmente poderá ser considerada de forma categórica como psicadélica. Tratou-se, em muitos casos, da materialização do clima experimental que se respirava na época, fortemente galvanizado pelo pós-Maio de 68 e pelo seu contexto reivindicativo e libertário. Diga-se que, embora o rock psicadélico anglo-saxónico tenha influenciado largamente alguns dos nomes apresentados, a sua sonoridade  é heterogeneamente informada pela vanguarda do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;free-jazz &lt;/span&gt;ou pelos ecos do  rock electrónico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kraut/kosmische&lt;/span&gt; dos seus vizinhos germânicos,  cruzando a herança da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;musique concréte&lt;/span&gt; do GRM com matizes de composição contemporânea, ou com o jazz-rock de Canterbury, ou até mesmo pela tradição da&lt;span style="font-style: italic;"&gt; chanson francaise&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;É contudo possível, e de resto um exercício bem apropriado à bancada de experiências deste Laboratorio Chimico, procurar extrair de uma dúzia de álbuns - qual néctar psicotrópico pronto a ser virtualmente derramado pelas ondas hertzianas - momentos que ilustram o compromisso destes músicos na superação experimental de barreiras estilísticas, quiçá insuflados por um sistema nervoso central já liberto dos seus padrões e estruturas comuns, e assim, portanto, comprometidos com a causa psicadélica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para um olhar sobre o assunto o livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;L'Underground Musical en France&lt;/span&gt;, de Éric Deshayes e Dominique Grimoud (Éditions Le Mot et le Reste, 2008) pode ser uma boa ideia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviu-se:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Subversion&lt;/span&gt; - Submersion (Subversion)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Semool&lt;/span&gt; - Essai 1 (Essais)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fille Qui Mousse&lt;/span&gt; - Cantate Disparate (Trixie Stapleton 291)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Red Noise&lt;/span&gt; - Sarcélles C'est L'Avenir (exct.) (Sarcélles-Lochères)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Philippe Besombes&lt;/span&gt; - La Ville + Boogiemmick (Libra)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lard Free&lt;/span&gt; - Acid Framboise (Lard Free)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ose&lt;/span&gt; - Orgasmachine (Adonia)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Spacecraft &lt;/span&gt;-  Lumiére de Lune (Paradoxe)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Patrick Vian&lt;/span&gt; - Sphéres (Bruits et Temps Analogues)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Verto&lt;/span&gt; - Strato (exct.) (Krig Volubilis)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jacques Thollot&lt;/span&gt; - Qu'ils se Fassent un Village, Oui Bien C'est Nous Qui S'en Allons (Quand le Son Devient Augu, Jeter la Girafe a la Mer)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jean Guerin&lt;/span&gt; - Triptik 2 (Tacet)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://laboratoriochimico6.podomatic.com/enclosure/2009-11-25T08_44_22-08_00.mp3"&gt;Ouvir&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-1926406282594054985?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/1926406282594054985/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=1926406282594054985' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1926406282594054985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1926406282594054985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/11/lunderground-psychedelique-musical.html' title='L&apos;Underground Psychédélique Musical Français: Un regard'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SwgFaB7tTYI/AAAAAAAAAfw/vbELgqDxccM/s72-c/lard+free.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-7123101443437656554</id><published>2009-11-05T12:48:00.000-08:00</published><updated>2009-12-09T05:50:50.947-08:00</updated><title type='text'>A Grande Mãe</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SxqEV1oyGyI/AAAAAAAAAac/g8agHKn6vrE/s1600-h/Frank+Zappa+A+Grande+M%C3%A3e.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 246px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411783412949326626" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SxqEV1oyGyI/AAAAAAAAAac/g8agHKn6vrE/s320/Frank+Zappa+A+Grande+M%C3%A3e.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia 22 de Outubro de 2009 o programa debruçou-se sobre os primeiros registos da extensa discografia de Franz Zappa e do seu grupo Mothers of Invention. Para nos ajudar nesta tarefa, recorremos aos textos da autoria de César Figueiredo, inseridos no livro "Frank Zappa - A Grande Mãe", editado em 1988 pela Fora de Texto, Cooperativa Editorial de Coimbra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As músicas que por aqui se ouviram foram:&lt;br /&gt;The Mothers of Invention - "The Return of the Son of Monster Magnet" (Freak Out! / 1966)&lt;br /&gt;The Mothers of Invention - "Plastic People" (Abolutely Free / 1967)&lt;br /&gt;The Mothers of Invention - "The Duke Of Prunes" (Abolutely Free / 1967)&lt;br /&gt;The Mothers of Invention - "Amnesia Vivace" (Abolutely Free / 1967)&lt;br /&gt;The Mothers of Invention - "The Duke Regains His Chops" (Abolutely Free / 1967)&lt;br /&gt;Frank Zappa - "Teenage Grand Finale" (Lumpy Gravy / 1968)&lt;br /&gt;The Mothers of Invention - "The Chrome Plated Megaphone of Destiny" (We're Only In It For The Money / 1968)&lt;br /&gt;The Mothers of Invention - "Flower Punk" (We're Only In It For The Money / 1968)&lt;br /&gt;The Mothers of Invention - "How Could I Be Such a Fool" (Cruising with Ruben &amp;amp; The Jets / 1968)&lt;br /&gt;Frank Zappa - "Willie the Pimp" (Hot Rats / 1969)&lt;br /&gt;The Mothers of Invention - "WPLJ" (Burnt Weeny Sandwich / 1970)&lt;br /&gt;The Mothers of Invention - "Igor's Boogie, Phase One" (Burnt Weeny Sandwich / 1970)&lt;br /&gt;The Mothers of Invention - "The Little House I Used to Live In" (Burnt Weeny Sandwich / 1970)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://laboratoriochimico6.podomatic.com/enclosure/2009-11-26T05_29_32-08_00.mp3"&gt;Ouvir&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A equipa do Laboratório Chimico agradece à Tânia Madureira o gentil trabalho de digitalização da capa do livro acima representada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-7123101443437656554?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/7123101443437656554/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=7123101443437656554' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/7123101443437656554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/7123101443437656554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/11/grande-mae.html' title='A Grande Mãe'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SxqEV1oyGyI/AAAAAAAAAac/g8agHKn6vrE/s72-c/Frank+Zappa+A+Grande+M%C3%A3e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-2065948067497177426</id><published>2009-11-05T12:16:00.000-08:00</published><updated>2009-12-16T11:14:19.402-08:00</updated><title type='text'>Ritmos do Oriente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SxxFiJIoTlI/AAAAAAAAAbE/qoMfiBFGBuY/s1600-h/Omar+Khorshid.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412277305062477394" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SxxFiJIoTlI/AAAAAAAAAbE/qoMfiBFGBuY/s200/Omar+Khorshid.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Nos dias que correm dificilmente associamos os países do Médio Oriente a um contexto social de produção cultural e, muito menos, aos movimentos psicadélicos da década de 1960. Não obstante, e à semelhança de outras regiões do globo, também nesses tempos a Anatólia, o Planalto Iraniano, o Norte de África e o Crescente Fértil foram invadidos pela música rock que emanava do Reino Unido e dos Estados Unidos, dando origem a uma geração de músicos, pouco ou nada (re)conhecidos no Ocidente, que concebeu uma das mais interessantes correntes do psicadelismo. Quem diria que Beirute era então considerada a Monte Carlo do Oriente?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 318px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412287266114100066" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SxxOl88Z22I/AAAAAAAAAbU/qjetiGKrlY8/s320/The+Devils+Anvil.jpg" /&gt;A disseminação da cultura musical ocidental não ocorreu de forma homogénea, alterando-se a permeabilidade conforme os ditames políticos e religiosos dos diferentes países em apreço. Na Turquia, o grande consurso de bandas Altin Mikrofon, organizado pelo jornal Hürriyet, é notável, não só pela divulgação que proporcionou, mas também pelo conjunto de regras imposto aos participantes. Estes tinham de apresentar músicas em Turco ou reformular alguma melodia tradicional, mas eram igualmente encorajados a adoptar uma instrumentação e estilo de execução ocidentais. Importante será notar que de todas as subculturas musicais emergentes na década de 1960, o psicadelismo foi aquela que melhor recepção encontrou na Turquia. A veia de orientalismo que permeia parte substancial da produção musical psicadélica agradou a gregos e a troianos, aos conservadores arreigados à música tradicional que fazia parte integrante e fundamental desta fusão, e aos progressistas entusiasmados pelas inovações técnicas e estílisticas que esta fórmula igualmente comungava.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412274990892869506" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SxxDbcLmZ4I/AAAAAAAAAak/6Pk_Fmu1f-k/s320/John+Berberian.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Laboratório Chimico dedicou duas emissões ao psicadelismo oriundo do Médio Oriente, mas dada a riqueza e fertilidade do terreno, uma nova colheita poderá, eventualmente, ter lugar no futuro.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Various Artists - "13 Youth Radio of the Syrian Republic" (I Remember Syria Vol. 1)&lt;br /&gt;Apaslar - "Sans Cocugu" (Turkish Delights: Beat, Psych and Garage Ultrararities from Beyond the Sea of Marmara)&lt;br /&gt;Omar Khorshid and his Guitar - "Takkasim Sanet Alfeyn" (Rhythms From the Orient)&lt;br /&gt;Beybonlar - "Nenni" (Turkish Delights: Beat, Psych and Garage Ultrararities from Beyond the Sea of Marmara)&lt;br /&gt;Erkin Koray - "Cicek Dagi" (Turkish Delights: Beat, Psych and Garage Ultrararities from Beyond the Sea of Marmara)&lt;br /&gt;Les Mogol (Mogollar) - "Ilgaz" (Danses et Rythmes de la Turquie)&lt;br /&gt;Les Mogol (Mogollar) - "Madimak" (Danses et Rythmes de la Turquie)&lt;br /&gt;Baris Manço - "Kalk Gidelin" (Ben Bilrim)&lt;br /&gt;Baris Manço - "Sani Gizelmi Mehmet Aga" (Yeni Bir Gun)&lt;br /&gt;Mustafa Ozkent Orkestrasi - "Dolana" (Gendik Il Elele)&lt;br /&gt;Googoosh - "Respect" (Raks Raks Raks: 17 Golden Garage Psych Nuggets From the Iranian 60s Scene)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://laboratoriochimico7.podomatic.com/enclosure/2009-12-06T13_09_55-08_00.mp3"&gt;Ouvir&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 317px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412282678500689986" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SxxKa6wIiEI/AAAAAAAAAbM/zOfM91aJQbU/s320/Mogollar.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Playlist, 29 de Outubro de 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Omar Khorshid and His Guitar - "Raqsed El Fada" (Rhythms From the Orient)&lt;br /&gt;Omar Khorshid and His Guitar - "Teleya Mahla Mourah" (Rhythms From the Orient)&lt;br /&gt;Sir Richard Bishop - "Sidi Mansour" (The Freak of Araby)&lt;br /&gt;Mohamed 'Mike' Hegazi and his Golden Guitar - "Hebbena" (Belly Dance Melodies and Rhythms)&lt;br /&gt;Mohamed 'Mike' Hegazi and his Golden Guitar - "Nouni" (Belly Dance Melodies and Rhythms)&lt;br /&gt;John Berberian and the Rock East Ensemble - "The Oud and the Fuzz" (Middle Eastern Rock)&lt;br /&gt;John Berberian and the Rock East Ensemble - "3/8 + 5/8 = 8/8" (Middle Eastern Rock)&lt;br /&gt;The Devil's Anvil - "Wala Dai" (Hard Rock From the Middle East)&lt;br /&gt;The Devil's Anvil - "Selim Alai" (Hard Rock From the Middle East)&lt;br /&gt;The Devil's Anvil - "Misirlou" (Hard Rock From the Middle East)&lt;br /&gt;The Orient Express - "Fruit of the Desert" (The Orient Express)&lt;br /&gt;The Gurus - "Louie Louie" (... Are Here!)&lt;br /&gt;Omar Khorshid and His Guitar - "Laylet Hob" (Rhythms From the Orient)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 315px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412275164510601010" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SxxDli9SvzI/AAAAAAAAAas/i93RoS2PbhA/s320/Baris+Man%C3%A7o.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-2065948067497177426?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/2065948067497177426/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=2065948067497177426' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2065948067497177426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2065948067497177426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/11/ritmos-do-oriente.html' title='Ritmos do Oriente'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SxxFiJIoTlI/AAAAAAAAAbE/qoMfiBFGBuY/s72-c/Omar+Khorshid.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-1806782589589940176</id><published>2009-10-22T15:55:00.000-07:00</published><updated>2009-11-25T11:09:45.105-08:00</updated><title type='text'>Heldon</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SvYAL2nFfcI/AAAAAAAAAfA/VzqBzP23tTs/s1600-h/Heldon_AgnetaNilsson.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401505006715502018" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 331px; height: 325px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SvYAL2nFfcI/AAAAAAAAAfA/VzqBzP23tTs/s400/Heldon_AgnetaNilsson.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A emissão inaugural do Laboratório Chímico na nova grelha de programação da RUC foi dedicada ao seminal grupo francês de rock electrónico Heldon. Este grupo, veículo sonoro do génio de Richard Pinhas, gravou sete álbuns entre 1974 e 1979 (e um outro em 2001). Durante este hiato temporal Pinhas encetou uma profícua carreira a solo e diversas colaborações com nomes tão díspares como Pascal&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SvYAoevPgmI/AAAAAAAAAfI/dGLZEOZdNbg/s1600-h/Schizo1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401505498523468386" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 175px; height: 173px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SvYAoevPgmI/AAAAAAAAAfI/dGLZEOZdNbg/s320/Schizo1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Comelade, ou recentemente com Merzbow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A sonoridade de Heldon poderá ser entendida como a sublimação da energia exuberante do rock pela lógica calculada dos sintetizadores, e uma estética informada, quer pela filosofia de Nietzsche e Gilles Deleuze, quer pela literaura de ficção científica e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ciberpunk&lt;/span&gt; de Philip K. Dick, Normand Spinrad ou Maurice Dantec. Foi com este último que Pinhas, em 1999, delineou o projecto Schizotrope, um tributo musical e &lt;em&gt;spoken-word&lt;/em&gt; ao mentor Deleuze, que havia falecido quatro anos antes. A voz de Deleuze é mesmo utilizada em "Le Voyageur", um tema integrado num dos dois 7´´ lançados em 1972 enquanto Schizo, um grupo embrionário do que dois anos volvidos seria Heldon. Nesses anos, &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SvYBJTqhxwI/AAAAAAAAAfQ/JrPcqLrrmJg/s1600-h/2007-07-12_Pinhas-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401506062486587138" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 171px; height: 173px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SvYBJTqhxwI/AAAAAAAAAfQ/JrPcqLrrmJg/s200/2007-07-12_Pinhas-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pinhas dedicou-se ao estudo e docência da filosofia na Sorbonne, tendo a sua tese de doutoramento - &lt;em&gt;A relação entre a esquizoanálise e a ficção científica - &lt;/em&gt;deixado antever futuras incursões pelos destroços de um apocalipse tecnológico.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No primeiro LP de Heldon, "Electronique Guérilla" - lançado em 1974 pela Disjuncta (Deleuze faz-se ouvir em "Quais marchais, mieux qu'en 1968", novo nome para o tema referido em cima) -, a exploração da ligação homem-máquina (sintetizador-guitarra) é indissolúvel da profecia nietzschiana que aponta para que a música do futuro reconcilie a antinomia mecânica e lírica da existência humana, como evocado nas paisagens narcóticas do álbum. No mesmo ano surge "Allez Téia", considerado como o registo mais atípico&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SvYCz05qHbI/AAAAAAAAAfg/Uq0KlavQL30/s1600-h/Heldon-Electronique-Guer-281390.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401507892474551730" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 175px; height: 175px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SvYCz05qHbI/AAAAAAAAAfg/Uq0KlavQL30/s320/Heldon-Electronique-Guer-281390.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; do grupo. Nele, Pinhas absorve o &lt;em&gt;ambient &lt;/em&gt;e as repetições dos experimentos de Fripp e Eno, com incursões melodiosas e pastorais que, no contexto da discografia de Heldon, se assemelham a um estado de suspensão cerebral. O conceito híbrido da integrar a máquina no corpo é retomado em "It's allways rock n' roll" (1975), uma celebração da violência ciberactiva ou uma pré-cognição do que viria a ser alguma da música industrial que despontaria daí em diante. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Agneta Nilsson", o quarto álbum do grupo, é a consciência computorizada do apocalipse, a concretização sónica do enamoramento de Pinhas pela submersão esquizofrenizante das distópicas novelas&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;de P.K. Dick - ou a evocação do processo psíquico da desintegração do &lt;em&gt;self. &lt;/em&gt;Também o niilismo filosófico e a anarquia social e política podem ser encontrados nas cinco &lt;em&gt;perspectives&lt;/em&gt; do disco, com um dos temas a ser dedicado à organização germânica radical de extrema-esquerda &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SvYDLr3ZRSI/AAAAAAAAAfo/1eAc2Ryk3zg/s1600-h/he.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401508302366000418" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 171px; height: 175px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SvYDLr3ZRSI/AAAAAAAAAfo/1eAc2Ryk3zg/s320/he.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Bahder-Meinhoff. "Agneta Nilsson" terá funcionado como uma fronteira na sonoridade de Heldon, já que nos três álbuns seguintes se vislumbra uma abordagem mais estruturada e controlada. "Un rêve sans conséquences spéciale" (1976) foi gravado pelo &lt;em&gt;power-trio&lt;/em&gt; composto pela guitarra de Pinhas, a bateria de François Auger e o sintetizador de Patrick Gauthier, e é um disco intenso como uma tempestada diluviana que se abate sob um Éden cibernético.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O assalto ao sistema nervoso central prossegue nos discos seguintes, o denso "Interface" (1978), gravado já depois de incursões solistas de Pinhas, e o literal "Stand-By" (1979). No dealbar do século XXI Pinhas volta a gravar sob a égide de Heldon: "Only chaos is real", filosoficamente coerente e por isso mesmo musicalmente doente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A discografia de Heldon foi alvo de reedições pela francesa Spalax a pela Cuneiform, nos EUA. A editora catalã Wha Wha Records reeditou recentemente os dois primeiros LP's do grupo com 7´´ que contêm os trabalhos dos Schizo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouviu-se:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Schizo - Le Voyageur&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Heldon- Zind (Electronique Guérilla)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Heldon - Back to Heldon (Electronique Guerilla)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Heldon - In the Wake of King Fripp (It's Allways Rock n' Roll)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Heldon - Côtes de Cachalots à la Psylocibine (It´s Allways Rock n' Roll)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Heldon - Perspective V (Agneta Nilsson)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Heldon - Marie Virgine C. (Un Rêve Sans Conséquences Spéciale)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HI9_a5bvvV4&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HI9_a5bvvV4&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;a href="http://laboratoriochimico6.podomatic.com/enclosure/2009-11-25T10_57_17-08_00.mp3"&gt;Ouvir&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-1806782589589940176?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/1806782589589940176/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=1806782589589940176' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1806782589589940176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1806782589589940176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/10/heldon.html' title='Heldon'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SvYAL2nFfcI/AAAAAAAAAfA/VzqBzP23tTs/s72-c/Heldon_AgnetaNilsson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-2936304499365390126</id><published>2009-10-22T13:01:00.000-07:00</published><updated>2009-10-22T13:10:51.424-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Barbarella</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SuC7aRSttqI/AAAAAAAAAkw/Adtk6rRBLT8/s1600-h/forestbbd.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 215px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SuC7aRSttqI/AAAAAAAAAkw/Adtk6rRBLT8/s320/forestbbd.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395518413582743202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E Deus… criou a mulher! Ou melhor, Vadim criou BB, Brigitte Bardot, Barbarella, aliás, Jane Fonda. Vamos por partes: em 1956, Roger Vadim, casado com Brigitte Bardot, realiza o filme “Et Dieu…créa la femme”, impulsionando a carreira e o fenómeno mediático, mítico, de BB, o sex-symbol da década seguinte, ao mesmo tempo arquétipo de feminilidade e símbolo da emancipação da mulher nos anos 60. Revolução dos costumes, revolução iconográfica. Em 1962, Jean-Claude Forest inspira-se nas curvas pecaminosas e nos lábios carnudos de BB para criar a heroína de banda-desenhada, Barbarella. Tal como o modelo, a heroína das aventuras espaciais no século XL (40) incarna a emancipação sexual, moral e política da mulher, numa França gaulista, ainda pouco preparada para esses atrevimentos que haveriam de culminar no famoso Maio de 68. A banda-desenhada escandaliza e chega mesmo a ser considerada para adultos, talvez mais devido ao seu conteúdo “revolucionário” do que à carga erótica que, de facto, também tinha. Apesar da censura, ou talvez por causa dela, esta banda desenhada torna-se num pequeno fenómeno de culto entre a juventude europeia ilustrada que cresceu à luz dessa “nova vaga” que invadia os ecrãs e os cérebros. No mesmo ano da revolução cultural dos estudantes, estreou o filme que levava ao ecrã a personagem criada por Forest, Barbarella. Para desempenhar o papel, nada mais nada menos que Jane Fonda, então a terceira esposa de Roger Vadim, o qual realiza o filme em 1968, explorando o universo de bolhas da banda-desenhada e a atmosfera psicotrópica que se respirava na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/p82DoH96yAY&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/p82DoH96yAY&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena de abertura do filme é o memorável strip-tease na cápsula sem gravidade de Jane Fonda. Num cenário composto pela “Grande Jatte” pointilhista de Georges Seurat, por uma escultura de estilo romano e pelas paredes felpudas da sua nave espacial, Barbarella parece flutuar para fora do seu fato espacial prateado, ao ritmo da canção de Bob Crewe, a meio caminho entre o easy-listening e o psych-exploitation, como aliás o resto da banda sonora que escutámos em fundo. Não obstante a descontracção extática de Barbarella, oriunda de uma utopia de paz e amor, mas onde este não se pratica, antes se experimenta pela ingestão de pílulas criadas para o efeito, ela é enviada em missão pelo presidente da Terra, em busca do cientista Duran-Duran que criara uma destruidora arma, chamada Positron. Depois de chocar contra o planeta Lithium, nos arredores do qual se perderam as pistas do cientista procurado, Barbarella é atacada por bonecas assassinas, conduzidas pelas sobrinhas da rainha do mal, a Rainha negra de Sogo. Salva por um caçador anacoreta que consegue convencer a heroína a praticar sexo da forma arcaica, começa uma série de pequenas revelações e aventuras que a farão conhecer Pygar, o anjo cego que reaprende a voar depois de ter feito amor – à moda antiga - com Barbarella, e voar nos seus braços até à cidade de Sogo, a qual estava rodeada pelo Matmos, a essência líquida do mal. Descobre então que Duran-Duran é o porteiro da cidade das perversões e das sevícias, uma espécie de Sodoma governada pela lésbica rainha negra. Conhece ainda Dildano, um idealista e sonhador revolucionário que a salva de terríveis tormentas e que pretende recompensar com sexo tradicional, mas sem sucesso. Prova ainda a “Essência do Homem”, elixir psicotrópico feito a partir da energia dos escravos masculinos da rainha lésbica, mas é finalmente submetida à infernal máquina Orgasmatron que musicalmente a obriga a ter orgasmos forçados, porém Barbarella é uma mulher moderna e preparada para os mais altos níveis de gratificação sexual, sobrevivendo à terrível tortura. Num volte-face inesperado, Barbarella alia-se ainda com a rainha de Sogo para a defender de Duran-Duran, que entretanto resolve rebelar-se contra ela e tomar o poder total pela força hipnótica da câmara dos sonhos. As bolhas e as cores geradas pelo ambiente psicadélico baralharam com certeza o “stream of consciousness” do argumentista e é uma bolha criada pelo próprio Matmos que acaba por salvar a inocente Barbarella e a lésbica companheira real, que finalmente embarcam com Pygar na nave espacial da heroína, deixando em aberto um virtual “ménage à trois” durante a viagem de regresso à Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SuC8Ho-07eI/AAAAAAAAAk4/s4KS8ckQ86Y/s1600-h/barbarella.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 278px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SuC8Ho-07eI/AAAAAAAAAk4/s4KS8ckQ86Y/s320/barbarella.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395519193035894242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-2936304499365390126?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/2936304499365390126/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=2936304499365390126' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2936304499365390126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2936304499365390126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/10/barbarella.html' title='Barbarella'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SuC7aRSttqI/AAAAAAAAAkw/Adtk6rRBLT8/s72-c/forestbbd.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-6650810334916691837</id><published>2009-10-15T15:22:00.000-07:00</published><updated>2009-12-03T18:44:55.090-08:00</updated><title type='text'>San Francisco Sound</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SvQTf_S0KbI/AAAAAAAAAe4/ijayl7tPzSI/s1600-h/4cm613.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 276px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SvQTf_S0KbI/AAAAAAAAAe4/ijayl7tPzSI/s400/4cm613.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400963293411289522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma hora de Laboratorio Chimico dedicada em exclusivo grupos oriundos de San Francisco,  epicentro do sismo psicadélico norte-americano, onde a comunidade artística granjeou idiossincrasias que,  no rock, viriam a ser apelidadas de San Francisco Sound.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Alinhamento do programa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Great Society - White Rabbit&lt;br /&gt;The Greateful Dead - Mindbender + It Hurts me Too&lt;br /&gt;Quicksilver Messenger Service - Song for Frisco&lt;br /&gt;Big Brother &amp;amp; The Holding Company - Piece of my Heart + Turtle Blues&lt;br /&gt;The Great Society - Somebody to Love&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir &lt;a href="http://laboratoriochimico7.podomatic.com/enclosure/2009-12-03T16_06_23-08_00.mp3"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-6650810334916691837?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/6650810334916691837/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=6650810334916691837' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/6650810334916691837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/6650810334916691837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/10/san-francisco-sound.html' title='San Francisco Sound'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SvQTf_S0KbI/AAAAAAAAAe4/ijayl7tPzSI/s72-c/4cm613.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-6677442868134100555</id><published>2009-10-14T03:33:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T03:46:05.650-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Anti-LSD</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/StWqi2pvUGI/AAAAAAAAAko/__Z5s9U5pVg/s1600-h/img_3886.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/StWqi2pvUGI/AAAAAAAAAko/__Z5s9U5pVg/s320/img_3886.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392403644608893026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As experiências com LSD e a sua promoção por intelectuais e universitários nos anos 60 provocaram uma propagação mediática que transbordou as margens da contra-cultura, chamando a atenção de uma cultura dominante conservadora e preocupada com o futuro dos seus filhos. Surgiram por isso, ainda, na segunda metade da década, vários documentos em áudio e vídeo que, por vezes, não se limitaram a descrever de um ponto de vista jornalístico o fenómeno, mas a tentar demover os jovens dessas experiências, alertando para os perigosos efeitos e funestas consequências do malogrado químico. Na crónica de 8 de Outubro  escutámos um excerto de um desses discos, editado em 1968, pela Key Records, e produzido pelo ex agente do FBI, Willard Cleon Skousen. Narrado pelo próprio - um mórmon conservador de extrema-direita que havia escrito, em 1963, o controverso “The Naked Communist” e que havia lidado com a delinquência juvenil aquando do seu trabalho no Federal Bureau of Investigation – o disco, denominado “Instant Insanity Drugs”, alerta os pais e educadores preocupados para o flagelo do LSD num tom pedagógico e condescendente. Para dar uma ideia do conteúdo do disco, na capa do LP figurava uma mala com a seguinte inscrição: “Esta mala poderia transportar L.S.D. em quantidade suficiente para incapacitar todo o homem, mulher ou criança dos Estados Unidos. O que vai você fazer contra isso?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/StWqEL0omVI/AAAAAAAAAkg/s-qev3PAJ50/s1600-h/lsdgraphic.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 276px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/StWqEL0omVI/AAAAAAAAAkg/s-qev3PAJ50/s320/lsdgraphic.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392403117715790162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, este LP foi re-editado em CD conjuntamente com um outro divertido item de contra-propaganda: LSD – The Battle for the Mind, produzido pela Bible Voice Inc e narrado por Willard Cantelon, que podemos ainda escutar em fundo, num registo mais abertamente religioso que reinventa a luta ascética contra os demónios tóxicos, para desviar os jovens do mau caminho, de modo a reencontrarem a verdade cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis outro exemplo de contra-propaganda da mesma época:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/a5TJApnJ8X8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/a5TJApnJ8X8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-6677442868134100555?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/6677442868134100555/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=6677442868134100555' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/6677442868134100555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/6677442868134100555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/10/anti-lsd.html' title='Anti-LSD'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/StWqi2pvUGI/AAAAAAAAAko/__Z5s9U5pVg/s72-c/img_3886.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-3013699722018769195</id><published>2009-10-07T16:04:00.000-07:00</published><updated>2009-12-06T16:07:32.639-08:00</updated><title type='text'>A ubiquidade do número 7</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/Ss00j-y3EgI/AAAAAAAAAZM/IV5En_sBIQQ/s1600-h/Boredoms---77-Boa-Drum-full.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 221px; display: block; height: 320px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390022121788740098" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/Ss00j-y3EgI/AAAAAAAAAZM/IV5En_sBIQQ/s320/Boredoms---77-Boa-Drum-full.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No dia 7 de Julho de 2007, precisamente às 7 horas e 7 minutos da tarde, 77 bateristas juntaram-se no Empire-Fulton Ferry State Park em Brooklyn, sob a batuta dos dadaístas psicadélicos Boredoms, para um delírio percussivo megalómano de proporções nunca vistas até então. Os músicos encontravam-se agregados em células, cada qual liderada por um determinado baterista, que seguia diligente e atentamente as instruções de Yamantaka Eye. Acontece que, por coincidência cósmica, a maior parte destes indivíduos fazia parte de grupos representativos do psicadelismo musical contemporâneo, uma desculpa mais do que aceitável para uma hora de Laboratório Chimico. No final, espaço para escutar a gravação áudio de 77 Boadrum, nome do evento e do duplo cd, com dvd incluído, lançado posteriormente numa edição com a módica e apropriada quantia de 7777 yen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui fica a lista dos temas tocados durante o programa, cada qual seguido do nome do baterista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soft Circle - "Ascend" (Full Bloom) / Hisham Bharoocha&lt;br /&gt;King Cobb Steelie - "Pass the Golden Falcon" (Junior Relaxer) / Robin Easton&lt;br /&gt;Electroputas - "Profundo Rosso" (3) / Jaiko Suzuki&lt;br /&gt;Volcano the Bear - "Burnt Seer" (Amidst the Noise and Twigs) / Aaron Moore&lt;br /&gt;No-Neck Blues Band - "The Coach House" (Clomeim) / David Nuss&lt;br /&gt;Oneida - Whats Up Jackal" (Rated O) / Kid Millions&lt;br /&gt;Tall Firs - "Buddy / Baby" (Tall Firs) / Ryan Sawyer&lt;br /&gt;Gang Gang Dance - "Bebey" (Saint Dymphna) / Tim DeWitt&lt;br /&gt;Lightning Bolt - "Sound Guardians" (Earthly Delights) / Brian Chippendale&lt;br /&gt;BOREDOMS - "SEVEN" (77 BOADRUM)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://laboratoriochimico7.podomatic.com/enclosure/2009-12-06T15_55_28-08_00.mp3"&gt;Ouvir&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-3013699722018769195?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/3013699722018769195/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=3013699722018769195' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3013699722018769195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3013699722018769195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/10/ubiquidade-do-numero-7.html' title='A ubiquidade do número 7'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/Ss00j-y3EgI/AAAAAAAAAZM/IV5En_sBIQQ/s72-c/Boredoms---77-Boa-Drum-full.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-6861049167455596023</id><published>2009-10-07T14:22:00.000-07:00</published><updated>2009-10-07T14:32:46.049-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Fifty Foot Hose (San Francisco) 1967-69</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em meados dos anos 60, na baía de São Francisco, o espírito do tempo era o da vida em comunidade, experimentação e criação colectiva. Interessava menos o talento de cada um do que a expressão em conjunto das idiossincrasias, na esperança de fazer despontar os “amanhãs que cantam”. Com um clima ameno que fazia crescer o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;flower power&lt;/span&gt; e promovia o encontro quotidiano de artistas, poetas e músicos em festivais, cafés concerto, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;happenings &lt;/span&gt;de rua, não é de estranhar que inúmeros grupos musicais polvilhassem a terra fértil da Califórnia, com certas características regionais, que permitiu mais tarde falar de um “Som de São Francisco”. Grateful Dead, Jefferson Airplane, the Great Society, Quicksilver Messenger Service ou Blue Cheer foram algumas das mais famosas bandas que reflectiram um cruzamento de influências poéticas da Beat Generation da “Renascença de São Francisco” na década anterior, dos sons da América profunda com o revivalismo do folclore tradicional, o Blues, o BlueGrass, mas também do jazz e do rock que no contexto da experimentação química e da expansão da mente se tornavam psicadélicos. Mas sem esquecer que o estuário do rio Sacramento configura uma das áreas mais vanguardistas do ensino universitário americano, não espanta que todas essas referências populares se misturassem também com referências musicais mais eruditas, como John Cage, Terry Riley – já aqui abordado nestas crónicas – ou mesmo Edgar Varèse. E foi alegadamente a escuta do “Poème Electronique” numa digressão americana de Varèse, em 1962, que despertou o interesse do adolescente e impressionável Louis “Cork” Marcheschi para a exploração das virtudes musicais da música de síntese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6ItCmFjYbic&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6ItCmFjYbic&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 1966, Marcheschi que tocava numa banda de Rhythm’n’Blues – The Ethix – que actuava em clubes da Califórnia e do Nevada, conseguiu editar um single muito apropriadamente denominado “Bad Trip”. Inusitadamente experimental e ruidoso, podia ser tocado a 33 ou a 45 rotações, sem perder a melodia ou o ritmo, já que, pura e simplesmente não estavam ali presentes. Mas o mais interessante é que só foi possível criar essa faixa com a ajuda de um instrumento electrónico criado e modificado pelo criativo músico - que mais tarde e sem espanto se tornaria num nome relevante da escultura cinética e instalação em espaços públicos – combinando theremins, caixas de distorção, um tubo de cartolina e um altifalante recuperado de um bombardeiro da IIª Guerra Mundial! Este mesmo instrumento seria a marca distintiva do grupo seguinte formado pelo futuro escultor, pelo guitarrista Dave Blossom e pela sua esposa Nancy, pelo baterista Kim Kinsey e pelo sempre intoxicado Larry Evans: estou a falar de Fifty Foot Hose. Menos famosa do que qualquer das bandas anteriormente referida, foi talvez das primeiras a cruzar consistentemente a electrónica no rock psicadélico, tornando-se um antecedente significativo das experiências de Pere Ubu, Chrome ou Throbbing Gristle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/Ss0H2qADUdI/AAAAAAAAAkQ/gUOhp1egPiA/s1600-h/Marcheschi-RenoPods.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/Ss0H2qADUdI/AAAAAAAAAkQ/gUOhp1egPiA/s320/Marcheschi-RenoPods.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389972964601188818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Apenas um álbum, editado em 1969, mas gravado entre 1967 e 1968, ao mesmo tempo que acompanhavam em concerto bandas como os Blue Cheer, Chuck Berry ou os Fairport Convention, deixou como testemunho daquela época criativa e aberta à experimentação – não obstante o facto de o disco editado pela Limelight não ter tido sucesso comercial e isso ter ditado também o fim do projecto – um disco, “Cauldron”, heterogéneo mas paradoxalmente consistente. Foi sobretudo por razões financeiras e de sobrevivência que quase todos os membros da banda migraram para a produção californiana do musical “Hair”, tornando-se Nancy Blossom na sua voz principal, enquanto Cork Marcheschi regressou à escola de Belas-Artes para construir uma carreira sólida na escultura e instalação com néons e som ambiental, pondo assim fim aos Fifty Foot Hose… pelo menos durante os 30 anos seguintes, já que em 1996 Marcheschi e David Blossom reúnem-se mais uma vez para os fazer renascer, com alguns concertos ao vivo e com nov&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/Ss0IG6Zs-aI/AAAAAAAAAkY/OL-hSpL0B6w/s1600-h/plains-aurora.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 233px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/Ss0IG6Zs-aI/AAAAAAAAAkY/OL-hSpL0B6w/s320/plains-aurora.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389973243881650594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;os músicos, gravando no ano seguinte um novo álbum “Sing Like Scaffold”. Alguns membros dessa nova formação fundam nos inícios do século XXI uma banda cheia de humor dadaísta e espírito de experimentação patafísica, os Kwisp, lançando em 2004 “Teriyaki Vest Odissey”, ainda com a colaboração de Marcheschi. Ouviremos, no entanto, apenas faixas do disco seminal, “Cauldron”. “Fantasy” acompanhou-nos em fundo. Já de seguida, escutaremos a faixa homónima “Cauldron” e depois “Red the Sign Post” [faixa 6], onde a voz de Nancy ressoa o estilo de Grace Slick.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Site oficial do artista Louis "Cork" Marcheschi: &lt;a href="http://www.corkmarcheschi.com/"&gt;http://www.corkmarcheschi.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-6861049167455596023?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/6861049167455596023/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=6861049167455596023' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/6861049167455596023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/6861049167455596023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/10/fifty-foot-hose-san-francisco-1967-69.html' title='Fifty Foot Hose (San Francisco) 1967-69'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/Ss0H2qADUdI/AAAAAAAAAkQ/gUOhp1egPiA/s72-c/Marcheschi-RenoPods.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-3317418243916982392</id><published>2009-09-28T16:37:00.000-07:00</published><updated>2009-11-13T12:11:26.173-08:00</updated><title type='text'>Shdply Records, International Artists e...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SsFQMunHovI/AAAAAAAAAeQ/ec1XIY1ijSA/s1600-h/super.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386674808912585458" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 352px; height: 334px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SsFQMunHovI/AAAAAAAAAeQ/ec1XIY1ijSA/s400/super.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Final de tarde de 10 de Setembro com início de recurso - Skullflower -, mas logo com o azimute apontado a uma ponte diacrónica e sincrónica que edificámos entre Northfolk, Virginia, e Houston, Texas, respectivamente, as cidades que albergam a Shdply Records e a defunta International Artists (embora no programa se tenha nomeado Austin, e não Houston...). A primeira edita grupos como os Super Vacations, Sore Eros ou Gary War, com discos lançados por estes anos, enquanto a segunda foi a casa-mãe de nomes incontornáveis da primeira vaga da psicadélia norte-americana, como The Red Krayola, 13 Floor Elevators ou The Golden Dawn - em ambos os casos, mencionando apenas os grupos que ouvimos. Pelo meio, tempo e espaço para escutarmos também um tema de Syd Barret, porque sim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouvir &lt;a href="http://laboratoriochimico5.podomatic.com/enclosure/2009-11-13T11_52_54-08_00.mp3"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386674971319565698" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 351px; height: 342px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SsFQWLn9fYI/AAAAAAAAAeY/DyLapVbFHt0/s400/red.bmp" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-3317418243916982392?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/3317418243916982392/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=3317418243916982392' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3317418243916982392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3317418243916982392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/09/shdply-international-artists-e.html' title='Shdply Records, International Artists e...'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SsFQMunHovI/AAAAAAAAAeQ/ec1XIY1ijSA/s72-c/super.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-5603051411884858587</id><published>2009-09-28T15:57:00.000-07:00</published><updated>2009-09-29T04:07:24.919-07:00</updated><title type='text'>August pleasant</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386664311238251250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 333px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SsFGpruhUvI/AAAAAAAAAeI/t1-LG6scL2Y/s400/pred.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;A 20 de Agosto ouviu-se:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SsFFJdmpXvI/AAAAAAAAAeA/QJp789eQqj8/s1600-h/gabon.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386662658179686130" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 189px; CURSOR: hand; HEIGHT: 303px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SsFFJdmpXvI/AAAAAAAAAeA/QJp789eQqj8/s320/gabon.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sun Araw&lt;/strong&gt; - Heavy Deeds (Heavy Deeds, 2009)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Predator Vision&lt;/strong&gt; - Real Aliens (Predator Vision &amp;amp; Sun Araw split, 2009)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;High Wolf&lt;/strong&gt; - The Boto (Animal Totem, 2009)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Peaking Lights&lt;/strong&gt; - Owls Barning(Imaginary Falcons, 2009)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gary War&lt;/strong&gt; - Cyclop Eye (New Raytheonport, 2008)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gary War&lt;/strong&gt; - See Right Through (Horribles Parade, 2009)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ducktails&lt;/strong&gt; - Beach Boy Pleasant (Ducktails, 2009)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ducktails&lt;/strong&gt; - Friends (Ducktails, 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ouvir é por &lt;a href="http://laboratoriochimico5.podomatic.com/enclosure/2009-09-20T08_51_23-07_00.mp3"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-5603051411884858587?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/5603051411884858587/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=5603051411884858587' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/5603051411884858587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/5603051411884858587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/09/august-pleasant.html' title='August pleasant'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SsFGpruhUvI/AAAAAAAAAeI/t1-LG6scL2Y/s72-c/pred.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-1413483335394974720</id><published>2009-09-18T05:37:00.000-07:00</published><updated>2009-10-07T14:30:31.310-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Les Shadoks</title><content type='html'>&lt;embed id="VideoPlayback" src="http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=3776193365379295448&amp;amp;hl=pt-PT&amp;amp;fs=true" style="width: 400px; height: 326px;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muito muito tempo, num mundo exclusivamente a duas dimensões, existia o povo dos Shadoks, que vivia no planeta à esquerda do céu, e o dos Gibis, que habitava o planeta da direita. Nenhum desses planetas era porém muito funcional: o planeta Shadok mudava constantemente de forma, provocando a queda acidental de alguns Shadoks no vazio interstelar; o planeta Gibi era chato e desequilibrado, de modo que, se os Gibis se ajuntassem em grande número num dos lados, faziam com que alguns acabassem por cair. No universo geocêntrico dos Shadoks existia no meio do céu um planeta grande e alegadamente vazio, ou seja, a Terra, que era relativamente equidistante dos planetas da esquerda e da direita, e que, ao contrário destes, parecia funcionar bem. Tanto os Shadoks como os Gibis decidiram migrar para a Terra. Mas isso não era fácil. Os Shadoks, apesar de serem pássaros, muito maus e estúpidos, possuíam duas asas ridiculamente minúsculas que não lhes permitiam voar, pelo que, quando tentavam viajar para fora do planeta, acabavam por cair. Os Gibis não possuíam asas, acabando por cair também mas, muito simpáticos e inteligentes, cedo começaram a construir um foguetão que lhes permitiria emigrar. Enquanto, os Gibis usavam da mais recente tecnologia e conseguiam a partir da atmosfera produzir um potente combustível chamado Cosmogol 999, o Professor Shadoko, o mais inteligente cientista dos Shadoks, construiu com coisas e tralhas um foguetão pesadíssimo para o qual não possuía combustível. Habituados a bombear (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ZoGa&lt;/span&gt;, em shadokiano) por tudo e por nada, os Shadoks foram requisitados em massa para, numa imensa máquina inventada pelo Prof. Shadoko, bombear e assim aspirar o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cosmogol 999&lt;/span&gt; dos Gibis através do espaço para obter o combustível de que necessitavam. A sua natural incompetência e estupidez causaram gargalhadas no planeta e rival e deram aos seus habitantes a oportunidade de gozarem umas férias no campo até eu os Shadoks percebessem que os seus esforços eram vãos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro episódio da série de animação &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les Shadoks&lt;/span&gt; foi emitido na televisão francesa, ORTF, apenas alguns dias antes de rebentar a crise estudantil do Maio de 68 e também ela iria mais tarde dividir os franceses entre shadokófilos e shadokófobos. Criada pelo animador Jacques Rouxel que entrara em 1965 para o departamento de investigação da ORTF e ajudara a desenvolver o “Animographe” de Jean Dejoux que permitiu criar os primeiros episódios, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les Shadoks&lt;/span&gt; contava ainda com a sonoplastia de Robert Cohen-Solal, membro do GRM, outra secção daquele departamento da ORTF, onde na década anterior Pierre Schaeffer havia inventado a Música Concreta, também com a voz do narrador Claude Piéplu e com algumas vocalizações bizarras de Jean Cohen-Solal, irmão do autor da banda sonora e um dos digníssimos nomes incluídos na lista de Nurse With Wound. Nascida de tão ilustres investigadores e artistas, a animação respirava o experimentalismo vanguardista, mas também o desconcertante humor surrealista e a lógica patafísica que&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SrOAfoM5O9I/AAAAAAAAAkI/djhTdHMiM7s/s1600-h/affiche_shadoks_1968_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 236px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SrOAfoM5O9I/AAAAAAAAAkI/djhTdHMiM7s/s320/affiche_shadoks_1968_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382787260493675474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; pareciam fazer ressoar essas experiências de libertação da mente e dos costumes que caracterizaram a cultura dos anos 60. A aparente simplicidade e informalidade do traço dos desenhos e primitivismo da animação escondem, no entanto, níveis escondidos abertos à interpretação geopolítica da série. Parece evidente que os Shadoks simbolizam os franceses e as suas idiossincrasias numa visão auto-crítica e auto-derrisória, enquanto os Gibis, que usam sempre o chapéu de coco – de onde provém a sua inteligência e sanidade mental -, aludem aos ingleses, eternos rivais de Além- Mancha. Mas outras leituras foram feitas que tomavam os desenhos como uma alegoria surreal dos anos cinzentos da Guerra-fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo esta uma crónica de rádio, destacámos sobretudo a banda sonora de Cohen-Solal, da qual ouvimos em fundo uma adaptação concertante feita para uma compilação dos arquivos do GRM, dedicada aos sons fabricados nos estúdios da ORTF por Bernard Parmegiani, Luc Ferrari, entre outros nomes, que foram usados em rádio, televisão ou mesmo na sonorização urbana dos transportes públicos franceses.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-1413483335394974720?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/1413483335394974720/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=1413483335394974720' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1413483335394974720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1413483335394974720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/09/les-shadoks.html' title='Les Shadoks'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SrOAfoM5O9I/AAAAAAAAAkI/djhTdHMiM7s/s72-c/affiche_shadoks_1968_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-7622295810955270665</id><published>2009-09-17T09:29:00.000-07:00</published><updated>2009-10-07T14:30:31.311-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Catch-Wave (Takehisa Kosugi)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SrJknYCFhBI/AAAAAAAAAj4/bSuDsGCtiRE/s1600-h/japrock9-takehisa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SrJknYCFhBI/AAAAAAAAAj4/bSuDsGCtiRE/s320/japrock9-takehisa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382475132290040850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A heterodinagem é um fenómeno, estudado no âmbito do processamento de sinais e das ondas electromagnéticas, que consiste na geração de novas frequências pela mistura ou multiplicação de ondas produzidas por diferentes osciladores e a sua combinação resulta da aplicação das propriedades da função seno. Fascinado pelas consequências electro-acústicas da aplicação deste conhecimento trigonométrico, Takehisa Kosugi compôs as duas peças que constituem o seu mais celebrado disco “Catch-Wave”, gravado entre 16 e 17 de Setembro de 1974 e editado no ano seguinte. Violinista e musicólogo de formação, Kosugi electrificou o seu instrumento de eleição, em “Mano Dharma”, peça que constitui o lado A do disco, para improvisar, juntamente com as ondas produzidas por osciladores modificados por vento e luz, por rádio-transmissores e pelas próprias cordas vocais captadas pelo microfone, uma espécie de bailado electromagnético que se expande pelo estúdio, resultando numa instalação dinâmica inter-media, a qual haveria de reproduzir, aliás, em 1997, numa re-interpretação da instalação sonora dos anos 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criador de instalações e performances, misturando vários media, com a ajuda de objectos do dia-a-dia, devidamente transformados e recontextualizados pela tecnologia electrónica, tem, desde os anos 60, quando fundou o Group Ongaku de música, teatro e happenings anti-musicais, ou quando foi reconhecido pelo movimento Fluxus, ou ainda, quando se tornou compositor/performer oficial da companhia de bailado do coreógrafo norte-americano Merce Cunningham (recentemente falecido), explorado as possibilidades da espacialização do som, como se pode constatar nesta faixa que escutamos já em fundo e, já de seguida, na faixa que constitui o lado B, “Wave Code #e-1”, onde uma frase vocal é gravada e manipulada electronicamente até à exaustão e à sua total irreconhecibilidade, fundindo-se por heterodinagem com as outras fontes sonoras em novas frequências que resultam da sua respectiva soma e diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SrJk76VPedI/AAAAAAAAAkA/Ol7oRpWekGo/s1600-h/catch-wave.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 228px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SrJk76VPedI/AAAAAAAAAkA/Ol7oRpWekGo/s320/catch-wave.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382475485094574546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Takehisa Kosugi foi ainda membro do grupo de improvisação Taj Mahal Travellers, desde 1969 até meados de 70’s, altura em que o grupo se dissolveu e o violinista integrou a companhia de bailado já referida. Apesar da liberdade dos processos criativos de que sempre foi adepto, da inspiração meditativo-transcendental – evidente na peça "Mano-Dharma", ou seja, a expressão budista que designa “o desejo que nasce na mente” ou “especulação” - e do potencial sonoro alotrópico das suas composições, Kosugi recusou sempre a catalogação da sua música como psicadélica, alegando que essa música implica a produção de efeitos psicológicos alucinatórios que recusa estarem presentes nas suas intenções musicais. Não obstante, esta distanciação alegada pelo compositor, a verdade é que a sua produção musical ficou para sempre como inspiração de grande parte da música psicadélica produzida no Japão e ainda hoje é um ponto incontornável de referência neste capítulo da história do psicadelismo internacional. Fiquemos, portanto, com o lado B, “Wave Code #e-1”, de “Catch Wave”, por Takehisa Kosugi.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-7622295810955270665?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/7622295810955270665/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=7622295810955270665' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/7622295810955270665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/7622295810955270665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/09/catch-wave-takehisa-kosugi.html' title='Catch-Wave (Takehisa Kosugi)'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SrJknYCFhBI/AAAAAAAAAj4/bSuDsGCtiRE/s72-c/japrock9-takehisa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-860935636602913840</id><published>2009-09-04T16:22:00.000-07:00</published><updated>2009-09-28T17:01:57.735-07:00</updated><title type='text'>Kawabata Makoto, ou como vislumbrar o outro lado do céu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386557812312678066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 319px; CURSOR: hand; HEIGHT: 248px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SsDlyoUAnrI/AAAAAAAAAdw/_rMzScN9AnM/s400/makoto.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de nos determos pelo planeta Acid Mothers Temple (AMT), demos também um fugaz olhar por alguns satélites que gravitam em torno daquele colectivo. A nossa atenção logo recaíu em Kawabata Makoto e na sua gnose artística idiossincrática, desde que em tenra idade iniciou as suas explorações sónicas sob a denominação de Ankoku Kakumei Kyodotai (Dark Revolution Collective) e mais tarde Baroque Bordello. Ao longo do programa pudemos escutar algumas amostras da sua incessante proficuidade, também como colaborador noutros projectos que fazem parte da numerosa família alargada dos AMT, como os Seikazoku, Musica Transonic, Andromelos ou Uchu, e de projectos que partilham afinidades estéticas e cósmicas com os AMT, como os The Wild Riders ou Magic Aum Gigi.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em baixo, uma entrevista de &lt;a href="http://mondogp.blogspot.com/"&gt;Nuno Loureiro&lt;/a&gt; a Kawabata Makoto inspirada pela sua última passagem por Portugal, em Abril de 2008, integrando o Japanese New Music Festival, que decorreu na Galeria Zé dos Bois, em Lisboa, num festim psicadélico que contou igualmente com a presença do baterista Tatsuya Yoshida.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;The cosmic troubadour&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377757881928533874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 205px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SqGiTRBoR3I/AAAAAAAAAdQ/fPJK76ksjZ4/s400/Makoto_4_pb.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.acidmothers.com/"&gt;Acid Mothers Temple&lt;/a&gt;, and its variations, is only the better known of the multiple travels of &lt;a href="http://www.acidmothers.com/cgi-bin/crew/C_kawabata/profile.html"&gt;Kawabata Makoto&lt;/a&gt; through the world of sound. One of the most iconic figures of the Japanese underground in the last 30 years, he speaks, in a brief conversation with GPInformation, of his work’s body and soul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Let’s start by your present work. In what are you working these days, both solo and with other projects?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;I'm working for recording of Acid Mothers Temple &amp;amp; The Cosmic Inferno's (AMT &amp;amp; TCI) new albums right now. We also will be touring in UK &amp;amp; Ireland from 30th July for two weeks.&lt;br /&gt;I'm working for AMT &amp;amp; TCI's live new DVD and new live album too. These live materials are including our new drummer &amp;amp; vocalist Pikachu, from Afrirampo!! I'm really looking forward to introduce her to all Acid Brothers &amp;amp; Sisters in the world!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Having such a wide artistic activity, with all these different projects, what do you try to explore when playing solo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;All of my music has come from my cosmos to me. So, I try to be just like a good radio receiver and try to reenact this music truthfully to people. That's all...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Which kind of extra-musical experiences do you feel, while performing both live and on studio? In which way do you consider it to be connected with improvisation?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;I always can receive and listen to music from my cosmos both live and studio. I don't consider anything, I just try to be a good radio receiver and try to play this music truthfully in each moment.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;When listening (mainly) to your solo work, it is possible to notice aesthetic influences that can placed beyond the psychedelic universe. Which images and sounds would you point out, at this level?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;What does mean that psychedelic universe that you mentioned? Anyway, I only care about my cosmos and music from there... But there's no problem that anyone feel and imagine anything from my music... Because this is music!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Is spirituality an important aspect of your work?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;My cosmos and dreams...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Do your different collaborations with other artists reflect, in any way, the communal aspect of your life attitude?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;I can understand what I have to play in each moment by moment, even if I play with anyone... My cosmos always teaches me what I should play...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;After 30 years, is it easy for you to make an evaluation of your career?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hummm... I'm not interested in any evaluation... Anyway, if I die, I really want that everyone who knows me will forget everything about me then!!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Once we’re talking of the past, in which way do your early sound works reflect itselves on what you’re developing nowadays?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;I think that there was only just one difference... At the time, I had not enough technique on playing instruments and not enough sense to understand music from my cosmos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;It is curious to see how you do produce sound from non-conventional sources, like clothes zippers, as you’ve recently done at the Akaten show in Lisbon. What’s you vision on what can be considered as a musical instrument?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;First than all, I have to explain one thing: I'm not an official member of Akaten. Akaten are Ruins drummer Yoshida and AMT &amp;amp; TMP U.F.O.'s bassist Tsuyama. On their last tour, Tsuyama couldn't come (because he got a very serious illness just before the tour), so I played instead of him... But, of course, between Tsuyama and I we had some different ideas for playing even the same instruments, like pet bottle...&lt;br /&gt;When I started my music, in 1978, I didn't have any instruments... So, I had to make instruments by my hands... I don't care about any instruments... I'm only interested in sounds. So, if I hear some sounds that I've never heard before, from my cosmos, then I have to find instruments what can reenact these sounds truthfully... It means that there is the possibility that anything can be an instrument for me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interview by Nuno Loureiro (June 2008) &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ouvir &lt;a href="http://laboratoriochimico5.podomatic.com/enclosure/2009-09-28T16_56_27-07_00.mp3"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-860935636602913840?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/860935636602913840/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=860935636602913840' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/860935636602913840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/860935636602913840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/09/kawabata-makoto-ou-como-vislumbrar-o.html' title='Kawabata Makoto, ou como vislumbrar o outro lado do céu'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SsDlyoUAnrI/AAAAAAAAAdw/_rMzScN9AnM/s72-c/makoto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-7468488528047046054</id><published>2009-08-27T04:12:00.000-07:00</published><updated>2009-08-28T03:20:18.480-07:00</updated><title type='text'>Sonho lúcido numa noite de verão radiofónica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tarefa ingrata esta de tentar encapsular numa hora a obra de John Balance e Peter Christopherson, figuras de proa da música electrónica britânica, cujos discos são, na maior parte das vezes, explorações sónicas de vivências psicotrópicas e estados alterados de consciência. Talvez o melhor caminho seja mesmo deixar fluir livremente as correntes do éter através de uma recapitulação diacrónica das várias fases do desenvolvimento deste projecto, começando pelo princípio, quando ainda não se chamavam Coil, mas Zos Kia, designação derivada do sistema mágico divisado pelo artista britânico Austin Osman Spare, Zos Kia Cultus. Sob este símbolo, e na companhia de John Gosling dos Psychic TV, editaram "Transparent", um albúm que, apesar de marcadamente industrial, já continha mantras motóricos bordados com artefactos electrónicos que evocavam as influências do Krautrock dos anos setenta e traçavam caminhos a trilhar no futuro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 319px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374691712825997858" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/Spa9ovA6uiI/AAAAAAAAAY8/x9AFAu3OI8I/s320/rota1.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Scatology" de 1984, e "Horse Rotorvator" de 1986, marcam o início da discografia propriamente dita dos Coil no formato de duo. De um lado surgia Peter Christopherson, executor pragmático, trabalhador incansável, e virtuoso da electrónica. Literalmente do outro lado aparecia John Balance, intuitivo, imprevísivel, virtuoso do ocultismo. Seguir-se-ia "LSD" ou "Love's Secret Domain" de 1991, onde se evidenciavam as influências do Acid House, uma das várias substâncias que Balance e Christopherson consumiam em doses massivas nos clubes londrinos, mas onde permanece o experimentalismo, a utilização de cut-ups, a aleatorização e as referências ocultistas que pontuavam os primeiros álbuns, métodos criativos que nos remetem para as influências não musicais que permearam o trabalho destes músicos, tais como William Burroughs ou Aleister Crowley. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jYv7ay72fR8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jYv7ay72fR8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos noventa viram ainda surgir uma multiplicidade de projectos paralelos como Time Machines, Black Light District, The Eskaton e, talvez o mais curioso e enigmático de todos, ELph, uma entidade alienígena que John Balance e Peter Christopherson afirmavam manifestar-se no processo de síntese sonora quando as máquinas trabalhavam em modo automático, que acabou por ficar indelevelmente associada à origem da estética Glitch.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 318px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374689005041120530" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/Spa7LHusdRI/AAAAAAAAAYk/2M0WSvLBais/s320/eskaton002.jpg" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;As drogas sempre tiveram lugar de destaque no imaginário de Coil, mas em 1998, através do projecto &lt;a href="http://www.brainwashed.com/coil/OLDSITE/dot.html"&gt;Time Machines&lt;/a&gt;, esta influência é levada até ao seu expoente máximo com a edição de um longa duração composto por quatro faixas, cada uma delas com o nome de um composto alucinogéneo. Um exercício auditivo de dissolução da dimensão temporal de aproximadamente uma hora de enleados drones psicotrópicos em que apenas emergiam quatro notas musicais, sujeitas a rigorosos testes em estúdio para maximizar o seu potencial narcótico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374689087877062514" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/Spa7P8UUn3I/AAAAAAAAAYs/9DZ2Us5NhmU/s320/eskaton10.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitos foram os discos que se seguiram, praticamente todos através de editoras auto-geridas pelo grupo como a Thresholdhouse ou a Eskaton, mas em termos puramente narrativos, poucas histórias descrevem de melhor forma o mundo Coil como a experiência transcendental descrita num artigo dedicado ao grupo na revista &lt;a href="http://www.brainwashed.com/common/htdocs/publications/coil-2000-the-wire.pdf"&gt;Wire&lt;/a&gt;. Aqui podemos ler que numa pista de dança de um clube londrino às quatro da madrugada, e com um regime alimentício composto por uma mistura de ácidos e ecstasy, Balance experienciou uma revelação apocalíptica, o aparecimento de um anjo portador de conhecimento e iluminação, um convidado astral, indesejado pela hora tardia e desejos carnais por consumir, que ficaria imortalizado na faixa "Tiny Golden Books" do segundo volume de "Musick To Play In The Dark". Estes dois álbuns de música para tocar no escuro, bem como um conjunto de quatro singles congeminados sob os auspícios dos equinócios e solstícios, traduzem duas mudanças complementares e paralelas. No plano físico, a relocalização de Balance e Christopherson para uma localidade isolada e remota na costa marítima das ilhas britânicas e, no plano estético, a metamorfose de entidade musical de inspiração solar para outra de carácter &lt;a href="http://www.brainwashed.com/coil/OLDSITE/moonmusic.html"&gt;lunar&lt;/a&gt;. A imersão neste novo corpo astral, o satélite natural da Terra responsável pelas marés que os Coil tanto admiravam, reflectiu-se numa música menos fracturada, mais melódica e hipnótica, com menos ênfase no ritmo e maior enfoque na improvisação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 295px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374692645262707922" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/Spa-fAnJzNI/AAAAAAAAAZE/KsQn7SJ76OM/s320/graal002.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao longo da sua existência, a "magickal music" dos Coil foi-se alimentando dos contributos de uma míriade de artistas, como Danny Hyde, Drew e Rose McDowal, William Breeze, Thighpaulsandra, Ossian Brown, Jim Thirwell, Stephen Thrower ou Ian Johnstone para nomear apenas alguns nomes de uma infindável lista. O último aqui elencado foi igualmente o último companheiro de John Balance e autor de várias capas para o grupo, das quais se destaca uma notável criação para o disco "The Ape Of Naples", último álbum de originais editado postumamente após a morte prematura de John Balance a 13 de Novembro de 2004, que ditou igualmente um ponto final aos Coil.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374689198960000562" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/Spa7WaIjvjI/AAAAAAAAAY0/laHUwHMmjQg/s320/thresh2.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A banda sonora foi:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Coil - "Windowpane" (Love's Secret Domain)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Coil - "The Mothership And The Fatherland" (Astral Disaster)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Zos Kia - "On Balance" (Transparent)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Coil - "First Dark Ride" (Nasa Arab)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Coil vs. ELph - "Protection" (Born Again Pagans)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Time Machines - "7-Methoxy-β-Carboline: (Telepathine)" (Time Machines)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Coil - "Tiny Golden Books" (Musick To Play In The Dark Vol. 2)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Coil - "Something - Higher Beings Command" (Coil Live Two)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Coil - "Going Up" (The Ape Of Naples)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para ouvir o programa em formato podcast basta carregar com o botão esquerdo do rato &lt;a href="http://laboratoriochimico4.podomatic.com/entry/2009-08-06T12_11_27-07_00"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Errata ao discurso do locutor: a faixa "Something - Higher Beings Command" não foi gravada em 1991 mas antes em 2001, e a data da morte de Jhonn Balance não foi dia 15 de Novembro, mas antes, como podemos ler no texto, dia 13 de Novembro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hiperligações:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.thresholdhouse.com/"&gt;Thresholdhouse&lt;/a&gt;, site oficial&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.brainwashed.com/coil/"&gt;Solar Lodge&lt;/a&gt;, informação disponível através do site Brainwashed&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://web.archive.org/web/20060709015134/www.brainwashed.com/axis/coil/warfare.htm"&gt;Axis&lt;/a&gt;, referências aos primórdios&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a class="external text" title="http://www.nachtkabarett.com/Coil" href="http://www.nachtkabarett.com/Coil" rel="nofollow"&gt;The Nachtkabarett&lt;/a&gt;, o simbolismo na obra dos Coil&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-7468488528047046054?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/7468488528047046054/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=7468488528047046054' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/7468488528047046054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/7468488528047046054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/08/sonho-lucido-numa-noite-de-verao.html' title='Sonho lúcido numa noite de verão radiofónica'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/Spa9ovA6uiI/AAAAAAAAAY8/x9AFAu3OI8I/s72-c/rota1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-1408049543542179109</id><published>2009-08-14T06:37:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T07:56:57.155-07:00</updated><title type='text'>Rock prateado com sabor a maçã</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SrTxIshDpLI/AAAAAAAAAdY/Q-MXUpVd_u8/s1600-h/silverapple_silverapp_102b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383192586305643698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 353px; CURSOR: hand; HEIGHT: 347px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SrTxIshDpLI/AAAAAAAAAdY/Q-MXUpVd_u8/s400/silverapple_silverapp_102b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Café Wha!, East Village, Nova Iorque, 1967: Simeon Coxe, vocalista dos "The Overland Stage Electric Band", o grupo de blues-rock que habitualmente tocava naquele café, faz irromper estranhos sons provenientes de um antigo oscilador nos tempos-mortos da actuação do grupo e esporadicamente nalguns temas; o público gosta, e o dono do café também, ao invés da maioria dos restantes elementos do grupo, que amuam, desagradados pela "ousadia electrónica" de Coxe; apenas o baterista Dan Taylor esboça um acompanhamento percussivo para os sons do oscilador, num diálogo quão estranho quanto promissor; pouco depois o grupo desmembra-se. Terá sido este o episódio fundador dos Silver Apples, seminal duo de rock electrónico norte-americano e dos primeiros a acoplarem a tradição vanguardista da música electrónica com estruturas que repousam na música popular. O nome do grupo deveu-se à admiração de Simeon Coxe pelo poema, "The Song of the Wondering Angus", do poeta irlandês William Yeats. A influência literária nos Silver Apples não se fica por aqui, já que grande parte das letras do primeiro disco do grupo foram adaptadas de alguns trabalhos da obra do poeta norte-americano Stanley Warren.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não se pense, contudo, que o background musical do duo Coxe-Taylor repousa nos bem apetrechados estúdios de universidades ou de estações de rádio da época. Ambos tiveram previamente aventuras musicais mais ou menos efémeras e em part-time de outras actividades. Simeon Coxe entretanto concebera um gigantesco sintetizador que baptizou com o seu prórpio nome, não fosse uma verdadeira extensão biónica do seu próprio corpo. O epicentro sonoro dos Silver Apples residia precisamente nos ritmos de tal aparelho, no qual Coxe manipulava uma míriade de de osciladores, filtros, pedais de efeitos e uma panóplia de equipamento electrónico reciclado recorrendo às suas mãos, pés, joelhos e cotovelos. O "Simeon" produzia uma espiral repetitiva de padrões melódicos electrónicos que se interligavam com os ritmos orgânicos da bataria de Taylor e com a voz trémula e ofuscada de Coxe, conferindo à sonoridade do grupo uma aura futurista tida como percussora de estruturas proto-punk, synth-pop ou techno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383192700620399314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 355px; CURSOR: hand; HEIGHT: 334px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SrTxPWX0YtI/AAAAAAAAAdg/HGMoUHWvgZk/s400/Silverapple_contact.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os Silver Apples existiram em dois períodos separados por um hiato de quase 30 anos. Lançaram dois álbuns no final da década de 60 - "Silver Apples", em 1968, e "Contact" no ano seguinte, ambos editados pela Kaarp Records -, desmantelando-se em 1970 no seguimento de atritos com a editora. Não conseguindo editora para a edição de um terceiro disco, algum do material até então gravado foi posto de lado, sendo mais tarde recuperado e incluído em "Gardens", disco de 1998. Este registo marca a ressureição do grupo (que incluiu outros elementos, como Xian Hawkins e Joe Profetier), impulsionada pela reedição dos dois primeiros álbuns e pelo crescente reconhecimento da sua influência na sonoridade de grupos como os Stereolab ou Spectrum, como documentado no disco tributo "Electronic Evocations: a tribute to Silver Apples" (Enraptured, 1997), ou no split com Spectrum, "A lake of teardrops" (Space Age Records, 1998). Outros álbuns se seguiram nesse mesmo ano, "Beacon" e "Decatur" (Whirlybird &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SrTx2jtorRI/AAAAAAAAAdo/gMU7tousDE8/s1600-h/1237659534-3371742175_a92e6eb0a3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383193374216465682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 212px; CURSOR: hand; HEIGHT: 293px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SrTx2jtorRI/AAAAAAAAAdo/gMU7tousDE8/s320/1237659534-3371742175_a92e6eb0a3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Records), com este último a narrar uma incursão por explorações sónicas experimentais longe da estrutura tipica dos Silver Apples. Ainda nesse anos de 1998, esta segunda vida do grupo foi tragicamente interrompida por um acidente de viação durante a tourné norte-americana que deixou Simeon Coxe com lesões que o impossibilitaram de continuar, regressando em 2000 para colaborar com os britânicos The Alchemysts. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde 2007, e já depois da morte de Dan Taylor, Coxe grava com Alan Vega (Suicide) um tema para o disco tributo aos The Monks - lendária banda norte-americana que assentou arraiais na Alemanha na década de 60, e que ajudou a esculpir o pulsar motórico do Krautrock -, "Silver Monk Time", que serviu de banda sonora ao filme-documentário "Monks: The Transatlantic Feedback". As inúmeras actuações ao vivo contam com a incorporação de um &lt;em&gt;drum kit&lt;/em&gt; ao Simeon. Em 2008 os Silver Apples voltaram a gravar originais: o EP "Gremlins", lançado pela editora de Coxe, a Gifted Children Records. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ouvir &lt;a href="http://laboratoriochimico5.podomatic.com/enclosure/2009-09-19T08_39_04-07_00.mp3"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-1408049543542179109?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/1408049543542179109/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=1408049543542179109' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1408049543542179109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/1408049543542179109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/08/rock-prateado-com-sabor-maca.html' title='Rock prateado com sabor a maçã'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SrTxIshDpLI/AAAAAAAAAdY/Q-MXUpVd_u8/s72-c/silverapple_silverapp_102b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-5216524855969818438</id><published>2009-08-13T02:29:00.002-07:00</published><updated>2009-08-14T09:52:25.891-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Silver Apples of the Moon</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SoWWMgBsTlI/AAAAAAAAAjw/TIVQ_DCjnZE/s1600-h/SilverApplesoftheMoon.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 300px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SoWWMgBsTlI/AAAAAAAAAjw/TIVQ_DCjnZE/s320/SilverApplesoftheMoon.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369863272208813650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;          I went out to the hazel wood,&lt;br /&gt;          Because a fire was in my head,&lt;br /&gt;          And cut and peeled a hazel wand,&lt;br /&gt;          And hooked a berry to a thread;&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;          And when white moths were on the wing,&lt;br /&gt;          And moth-like stars were flickering out,&lt;br /&gt;          I dropped the berry in a stream&lt;br /&gt;          And caught a little silver trout.&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;          When I had laid it on the floor&lt;br /&gt;          I went to blow the fire a-flame,&lt;br /&gt;          But something rustled on the floor,&lt;br /&gt;          And some one called me by my name:&lt;br /&gt;          It had become a glimmering girl&lt;br /&gt;          With apple blossom in her hair&lt;br /&gt;          Who called me by my name and ran&lt;br /&gt;          And faded through the brightening air.&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;          Though I am old with wandering&lt;br /&gt;          Through hollow lands and hilly lands,&lt;br /&gt;          I will find out where she has gone,&lt;br /&gt;          And kiss her lips and take her hands;&lt;br /&gt;          And walk among long dappled grass,&lt;br /&gt;          And pluck till time and times are done&lt;br /&gt;          The silver apples of the moon,&lt;br /&gt;          The golden apples of the sun.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/B8DwthVf-Wg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/B8DwthVf-Wg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; “The Song of the Wandering Aengus” escrito em 1893 e incluído no conjunto de poemas do prémio Nobel da literatura irlandês William Butler Yeats, “The Wing among the Reeds”, foi a inspiração do compositor norte-americano Morton Subotnick para um trabalho encomendado e projectado especificamente para a gravação de um disco da editora nova-iorquina Nonesuch em 1967: The Silver Apples of the Moon, cujo lado A escutámos em primeiro lugar durante a crónica. Foi a primeira obra gravada com a ajuda de um sintetizador modular Buchla da série 100, a Electric Music Box criada em 1963, por Donald Buchla, propositadamente para o compositor californiano que, aliás, ajudou a desenvolvê-lo, enquanto trabalhava no San Francisco Tape Music Center, na companhia de Pauline Oliveros, Terry Riley ou Steve Reich.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O som etéreo e vindo de um outro mundo – o do som sintetizado e manipulado pelas máquinas analógicas – cria esse efeito imaginário e espacial que nos permite viajar entre as maçãs prateadas que reflectem a noite lunar e o encantamento dourado dos cabelos daquela deusa metamorfoseada em truta dos versos de Yeats. Mas não são senão glissandos imaginários que acompanham os impulsos eléctricos dos osciladores e o borbulhar das notas líquidas e aleatórias, relampejando erráticas como mariposas magnéticas, esvoaçando em elipses irregulares entre ricochetes de fruta luminescente e assobios de sereias emergindo e imergindo na ondulação das marés electrónicas de Subotnick, como num delírio psicadélico bem ao gosto da época. O lado B, do qual escutámos de seguida um excerto, permite encontrar algumas regularidades rítmicas e padrões harmónicos mais próximos do gosto popular mas ainda muito na vanguarda daquilo que se produziria apenas mais tarde no desenvolvimento da música electrónica. Não obstante, a obra é um marco não só na história da música como da tecnologia, pois estas primeiras  caixas de música eléctricas faziam parte de um sonho que projectava a existência de pelo menos um sintetizador em cada sala de estar num futuro virtual. O sonho fora talvez induzido por algum preparado químico artificial, mas a realidade é que hoje qualquer computador doméstico permite aplicações digitais que simulam aqueles básicos moduladores de sons e efeitos sintéticos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-5216524855969818438?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/5216524855969818438/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=5216524855969818438' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/5216524855969818438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/5216524855969818438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/08/silver-apples-of-moon.html' title='Silver Apples of the Moon'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SoWWMgBsTlI/AAAAAAAAAjw/TIVQ_DCjnZE/s72-c/SilverApplesoftheMoon.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-7531733201749015868</id><published>2009-08-10T15:31:00.000-07:00</published><updated>2009-08-27T04:07:00.520-07:00</updated><title type='text'>Mestre Mako</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não se trata de bricolage de jardim ou de quintal, mas de bricolage de estúdio cuidadosamente equacionada pela mente de uma das personagens mais curiosas do psicadelismo nipónico: Magical Power Mako. A ele foi dedicado o Laboratório Chimico de 16 de Julho de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SpZgUtCnFmI/AAAAAAAAAYc/yPdzufhNOJ8/s1600-h/magical+power+mako.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 298px; DISPLAY: block; HEIGHT: 302px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374589114117461602" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SpZgUtCnFmI/AAAAAAAAAYc/yPdzufhNOJ8/s320/magical+power+mako.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"This self-styled visionary and musical hermit has been releasing albums since the mid-70s. But the variety and here-there-and-everywhere approach of his attitude to record releases makes it difficult to grasp just who Magical Power Mako is, and what he does best. Mako’s career began auspiciously enough with thunderous applause for his first three LPs, but the slow nature of his recording techniques soon contributed to record company impatience with this often brilliant artist. Viewed by many as a legend and by others as a chancer, there’s no doubt that the extraordinarily varied quality of Magical Power Mako’s during the ‘90s contributed dramatically to compromising the public’s long-term perception of this charming artist."&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Texto da autoria de Julian Cope, retirado de &lt;a href="http://www.japrocksampler.com/"&gt;http://www.japrocksampler.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;Playlist:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magical Power Mako - "Restraint, Freedom" (Magical Power Mako, 1973)&lt;br /&gt;Magical Power Mako - "Open The Morning Window, The Sunshine Comes In, The Hope Of Today Is Small Bird Singing" (Magical Power Mako, 1973)&lt;br /&gt;Magical Power Mako - "Andromeda" (Super Record, 1975)&lt;br /&gt;Magical Power Mako - "Give Me Present" (Jump, 1977)&lt;br /&gt;Magical Power Mako - "Sunny Temple Garden" (Music From Heaven, 1979)&lt;br /&gt;Magical Power Mako - "Today Fashion" (Lo Pop Diamonds, 1996)&lt;br /&gt;Magical Power Mako - "Welcome To The Space" (Lo Pop Diamonds, 1996)&lt;br /&gt;Magical Power Mako - "Trance Resonance" (Trance Resonance, 1994)&lt;br /&gt;Magical Power Mako - "Blue Dot II" (Blue Dot, 1994)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acompanhamento audiovisual com música retirada do albúm "Magical Computer Music" de 1985 . Tal como os restantes registos da extensa discografia de Mako, não pode ser considerado emblemático da sua obra, facultando antes uma prova inequívoca da sua capacidade para se colocar à margem de qualquer categorização musical. No caso do japonês, as partes não reflectem de forma nenhuma o todo onde se inserem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Kden3EvCcug&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Kden3EvCcug&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o melhor seja mesmo dar uma espreitadela à emissão em formato podcast &lt;a href="http://laboratoriochimico4.podomatic.com/entry/2009-08-06T11_57_13-07_00"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-7531733201749015868?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/7531733201749015868/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=7531733201749015868' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/7531733201749015868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/7531733201749015868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/08/mestre-mako.html' title='Mestre Mako'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SpZgUtCnFmI/AAAAAAAAAYc/yPdzufhNOJ8/s72-c/magical+power+mako.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-7161285599235037478</id><published>2009-08-05T03:15:00.001-07:00</published><updated>2009-08-05T03:15:45.025-07:00</updated><title type='text'>Le songe d'un garçon de café (1910)</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DfOmxAtI00Q&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DfOmxAtI00Q&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-7161285599235037478?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/7161285599235037478/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=7161285599235037478' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/7161285599235037478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/7161285599235037478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/08/le-songe-dun-garcon-de-cafe-1910.html' title='Le songe d&apos;un garçon de café (1910)'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-2216714278295390965</id><published>2009-07-31T04:54:00.000-07:00</published><updated>2011-07-03T17:02:54.598-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>A Journey to Avebury (Jarman/Coil)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SnLdQamJy2I/AAAAAAAAAjo/OOjyp2zKAWM/s1600-h/journey-to-avebury.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 229px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SnLdQamJy2I/AAAAAAAAAjo/OOjyp2zKAWM/s320/journey-to-avebury.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364593380238674786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A linha do horizonte conforma-se às suaves colinas que enrugam os vales do Wiltshire, dividindo um céu ocre, assombrado por sulfurosas nuvens que filtram a luz do ocaso, e uma paisagem negro-esverdeada arável e desnudada, apenas interrompida por parcos arbustos, um ou outro rebanho, uma vaca surpreendida pelo observador e pedras fálicas que resistem à observação, devolvendo um silêncio secreto e misterioso. Os pássaros chilreiam e a ligeira brisa denuncia esses planos fixos todavia rápidos e segmentados, que nos proporcionam uma panorâmica caleidoscópica desse local atávico e enigmático que é Avebury, no sul da Inglaterra. A poucos quilómetros de Stonehenge, trata-se de um dos maiores monumentos megalíticos da Europa, apesar da sua sobriedade e discrição, a qual aliás permitiu à pequena localidade, com o mesmo nome, o seu aparecimento nos intervalos vibrantes entre as pedras sarsen: enormes blocos de sílica dispostos ritmicamente num grande círculo com cerca de 400 metros, de onde derivavam duas avenidas, ladeadas pelos megalitos, serpenteando na paisagem até a um alegado santuário do neolítico, na ponta de uma delas, ainda hoje visível, e eventualmente outro cromeleque, na ponta da outra, que malogradamente fora destruída ao longo dos últimos séculos, restando ali apenas duas Longstones, baptizadas entretanto “Adão” e “Eva”. Devido à morfologia das pedras e à imaginação dos observadores, alguns decidiram reconhecer nelas a importância da diferença sexual nas cerimónias e rituais dos homens do Neolítico, outros conseguiram identificar nelas rostos esculpidos, mas a distância de quase 5000 anos, que nos separa da época em que terão sido levantadas e dispostas, não permite descer facilmente do registo especulativo das conjecturas. Os ossos humanos encontrados apontam para o carácter fúnebre dos “menhirs”, como o das antas que se encontram no nosso país, mas a disposição geométrica das pedras, a forma circular da vala que rodeia o grande cromeleque e ainda a localização de Silbury Hill - um monte artificial, construído na mesma época, o qual se situa no centro da hipotenusa de um virtual triângulo de que o círculo de pedras seria o vértice e as avenidas os lados – essa disposição, dizia eu, remete para a hipótese de uma função de observação astronómica, que não é incompatível, bem pelo contrário, com a dimensão religiosa, ritual e fúnebre do monumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.dailymotion.com/embed/video/xopol" width="480" frameborder="0" height="360"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.dailymotion.com/video/xopol_journey-to-avebury_creation" target="_blank"&gt;Journey to avebury&lt;/a&gt; &lt;i&gt;por &lt;a href="http://www.dailymotion.com/zohilof" target="_blank"&gt;zohilof&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto inspirou com certeza Derek Jarman quando, em 1971, pegou na sua câmara de 8 mm para contemplar, com os seus olhos de jovem pintor, oriundo da Slade School of Art, e a lógica esotérica de um fascinado pela simbólica e o oculto, a paisagem idílica de Avebury e os discretos megalitos que a compõem. “A Journey to Avebury” é, como o nome indica, uma experiência que nos transporta pelos trilhos enigmáticos traçados há milhares de anos por homens rudes mas não menos imersos nos mistérios da existência e da sua relação com as conformações e os movimentos do universo. Apesar de ser formalmente um filme – curto, com apenas 10 minutos de duração – os planos, todos eles fixos, poderiam ter sido pintados na tela, já que parecem ser herdeiros da tradição inglesa do “landscape” de Gainsborough ou Constable, mas com a visão alucinatória de William Blake e a luz metafísica de Turner. As características do 8 mm favorecem esta percepção onírica e ao mesmo tempo doméstica – Jarman chamava a estes primeiros filmes “homemovies” – e uma certa indefinição focal esbate as fronteiras do sonho e da vigília contemplativa, favorável a uma interpretação psicotrópica das imagens, que reflectem, na memória daqueles que as conhecem, as filmagens da primeira trip de LSD de Syd Barrett. Para isso contribui ainda a banda sonora criada em meados dos anos 90 pelos amigos e colaboradores do realizador, nada mais nada menos que os COIL, que para além da amizade partilhavam o fascínio pelo oculto e pelo simbolismo mágico daqueles megalitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SnLcmeEijsI/AAAAAAAAAjg/Su3LByUCRPM/s1600-h/avebury_stone_circle_2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SnLcmeEijsI/AAAAAAAAAjg/Su3LByUCRPM/s320/avebury_stone_circle_2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364592659616927426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hipnótica, atópica mas circular, algures entre o krautrock e o glitch, tornou-se a banda sonora adequada para este breve filme, que corta com a narrativa convencional para expor uma série de planos, de enquadramentos, de molduras, numa visão obcecante e obcecada daquela paisagem terrena, mas cortada do mundo por linhas invisíveis que dividem o profano do sagrado e ligam o passado com o futuro, numa montagem em espiral, sem princípio nem fim, serpenteando como ácido desoxirribonucleico pelas avenidas megalíticas de Avebury, para criar em conjunto um tropo eléctrico pastoril.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-2216714278295390965?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/2216714278295390965/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=2216714278295390965' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2216714278295390965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2216714278295390965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/07/journey-to-avebury-jarmancoil.html' title='A Journey to Avebury (Jarman/Coil)'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SnLdQamJy2I/AAAAAAAAAjo/OOjyp2zKAWM/s72-c/journey-to-avebury.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-3243309489509969941</id><published>2009-07-30T06:53:00.001-07:00</published><updated>2009-07-31T04:34:22.013-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Alan Watts &amp; o Zen</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dLrMVous0Ac&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dLrMVous0Ac&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-3243309489509969941?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/3243309489509969941/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=3243309489509969941' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3243309489509969941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3243309489509969941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/07/alan-watts-o-zen.html' title='Alan Watts &amp; o Zen'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-2812899600551161909</id><published>2009-07-22T08:27:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T03:29:55.907-07:00</updated><title type='text'>Psychedelisches Welthauptstadt</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/Smc3dxly_0I/AAAAAAAAAbc/Z5GYcfKo_9w/s1600-h/Germania.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361314866075467586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 342px; CURSOR: hand; HEIGHT: 192px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/Smc3dxly_0I/AAAAAAAAAbc/Z5GYcfKo_9w/s320/Germania.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A 9 de Julho o Laboratório Chímico deambulou por territórios conhecidos e já projectados, agora recuperadas sob lentes psicadélicas. Escutou-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amon Düül&lt;/strong&gt; - Big Sound (Die Show der Blaumeisen) &amp;amp; Krawall (Repressiver Montag) (Collapsing Singvögel Rückwarts &amp;amp; Co, 1969)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cosmic Jokers&lt;/strong&gt; - Galactic Supermarket I (Galactic Supermarket, 1974)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indicativo Kosmos!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cosmic Jokers&lt;/strong&gt; - Galactic Supermarket II (Galactic Supermarket, 1974)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Damenbaart &lt;/strong&gt;- Bewussteinserweiterung (Impressionen, 1971)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deuter&lt;/strong&gt; - Khrishna Eating Fish (D, 1971)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eroc&lt;/strong&gt; - Horrogoll (Eroc, 1974)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Golem&lt;/strong&gt; - Stellar Launch (Orion Awakes, 1973)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Walter Wegmüller&lt;/strong&gt; - Der Magier (Tarot, 1974)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ash Ra Tempel &amp;amp; Timothy Leary&lt;/strong&gt; (Space, exct.) (Seven Up, 1974)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sand&lt;/strong&gt; - Helicopter (Golem, 1974)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir &lt;a href="http://laboratoriochimico4.podomatic.com/enclosure/2009-07-22T08_57_02-07_00.mp3"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-2812899600551161909?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/2812899600551161909/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=2812899600551161909' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2812899600551161909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2812899600551161909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/07/psychedelisches-welthauptstadt.html' title='Psychedelisches Welthauptstadt'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/Smc3dxly_0I/AAAAAAAAAbc/Z5GYcfKo_9w/s72-c/Germania.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-5165105513305208762</id><published>2009-07-21T08:09:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T06:29:38.874-07:00</updated><title type='text'>As Portas da Percepção</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No dia 2 de Julho de 2009, Vasco Otero (Cinemusicorium) presenteou-nos com um Laboratório Chimico dedicado ao livro "As Portas da Percepção / Céu e Inferno" de Aldous Huxley, editado em Portugal pela Via Óptima em 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SmhkWnLEeXI/AAAAAAAAAYU/WUxjfoWaGKU/s1600-h/as+portas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361645696019888498" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 145px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SmhkWnLEeXI/AAAAAAAAAYU/WUxjfoWaGKU/s200/as+portas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dois importantes ensaios sobre o efeito da ingestão de drogas e suas implicações mentais e éticas. N'as portas da percepção, de 1954, o romancista inglês descreve suas experiências pessoais com mescalina, alcalóide extraído de um cacto mexicano, sob supervisão médica, enquanto que em céu e inferno, de 1956, faz uma análise crítica do uso de drogas. O autor constata que, se as alucinações produzidas pela droga podem alcançar uma atmosfera mística, também podem conduzir o paciente às margens da auto-aniquilação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"If the doors of perception were cleansed everything would appear to man as it is, infinite." &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;William Blake&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361645620074058450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 221px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SmhkSMQLEtI/AAAAAAAAAYM/YqBw1kwTv04/s320/AldousHuxley.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Baseando-se nesta citação, Huxley assume que o cérebro humano filtra a realidade de modo a não permitir a inundação sensorial de todas as impressões e imagens que existem efectivamente na realidade perceptível. Se tal hecatombe acontecesse, o processamento de uma tão grande quantidade de informação seria simplesmente insuportável para o ser humano. De acordo com esta perspectiva, as drogas poderiam reduzir esse processo de filtragem, ou "abrir as portas da percepção", como é dito metaforicamente. Com o intuito de verificar esta teoria, Huxley começou a tomar mescalina e a descrever os seus pensamentos e sentimentos sob o efeito da droga. A sua principal conclusão será a de que os objectos do nosso quotidiano perdem a sua funcionalidade, passando a existir "por si mesmos". Além de drogas ou substâncias psicotrópicas como a mescalina, o LSD, a psilocibina, etc, outras formas citadas para a abertura das portas da percepção seriam: períodos prolongados de silêncio e isolamento, jejuns prolongados e auto-flagelações. O livro foi a fonte de inspiração para o nome da banda The Doors, que apresenta, no conjunto, uma obra com características similares às do livro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Na edição da Via Óptima, o céu e inferno segue-se imediatamente à obra supracitada, embora seja um livro distinto. Aqui Huxley afirma a existência de alternativas, caminhos paralelos ou vias diferentes, referindo que não precisamos necessariamente de substâncias alucinógenas para conhecer o Outro Mundo, assim denominado pelo autor. Várias coisas são arrebatadoras para os antípodas da mente, como as obras de arte, as abstinências, autoflagelações, ou mesmo, muito simplesmente, as orações. Todos estas acções voluntárias, sem excepção, alteram a bioquímica do corpo produzindo efeitos iguais aos do ácido lisérgico ou da mescalina. O livro é ainda devedor das formulações Jungianas de arquétipos colectivos, revelando o motivo dos simbolismos religiosos, característicos em todas as culturas.&lt;br /&gt;Além de descrever com mestria os efeitos da utilização de drogas alucinógeneas, Huxley faz um tratado sobre o uso de drogas e várias questões referentes ao tema são equacionadas, numa obra ímpar para se entender mais sobre a utilização de drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vasco Otero&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Audição do programa em podcast &lt;a href="http://laboratoriochimico4.podomatic.com/enclosure/2009-07-22T07_54_24-07_00.mp3"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais informações assim como versões dos textos em pdf podem ser encontradas &lt;a href="http://www.erowid.org/culture/characters/huxley_aldous/huxley_aldous.shtml"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aldous Huxley e o nascimento do psicadelismo &lt;a href="http://www.freakencesixties.yi.org/who"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-5165105513305208762?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/5165105513305208762/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=5165105513305208762' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/5165105513305208762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/5165105513305208762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/07/as-portas-da-percepcao.html' title='As Portas da Percepção'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SmhkWnLEeXI/AAAAAAAAAYU/WUxjfoWaGKU/s72-c/as+portas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-3967230959160985359</id><published>2009-07-12T16:40:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T06:41:01.157-07:00</updated><title type='text'>Psych me Lord!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SmcO55kHszI/AAAAAAAAAa8/ti-jo5Pe4w0/s1600-h/trees.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361270269275517746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 352px; CURSOR: hand; HEIGHT: 333px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SmcO55kHszI/AAAAAAAAAa8/ti-jo5Pe4w0/s400/trees.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A 18 de Junho o Laboratorio Chimico dedicou-se a experimentar alguns discos de música psicadélica cristã. A fanzine Galactic Zoo Dossier providenciou o substrato inspirador para a exploração deste segmento da psicadelia movido pela fé cristã, surgido sobretudo nos Estados Unidos na segunda metade da década de 60. As gravações resultaram da actividade de alguns grupos/comunas que brotaram do caldeirão americano da década de 60, e de pastores e reverendos que ora celebravam manifestos radiofónicos, ora se associavam a grupos folk-rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhamento do programa:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sounds of Salvation&lt;/strong&gt; - Jesus is the Rock &amp;amp; Overseas &amp;amp; Psalm 94 (Sounds of Salvation, 1974)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Search Party&lt;/strong&gt; - You and I (exct.) (Montgomery Chapel, 1968)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Search Party&lt;/strong&gt; - Speak to Me (Montgomery Chapel, 1968)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pastor John Rydgren&lt;/strong&gt; - Hippy Version of the 23rd Psalm &amp;amp; Music to Watch the Girls By &amp;amp; The Lord is My Sheperd (Silhouete Segments, 1968)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Christian Yoga Church - &lt;/strong&gt;s/t (Turn On, Music For the Hip at Heart, 1967)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Azitis&lt;/strong&gt; - Judgement Day (Help, 1970)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Christ Trees/The Trees Comunity&lt;/strong&gt; - Village Orchestra &amp;amp; The Parable of the Mustard Seed and Trees Chant &amp;amp; Psalm 42 (exct.) (The Christ Tree, 1975)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir &lt;a href="http://laboratoriochimico3.podomatic.com/enclosure/2009-07-22T06_09_12-07_00.mp3"&gt;aqui&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-3967230959160985359?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/3967230959160985359/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=3967230959160985359' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3967230959160985359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3967230959160985359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/07/psych-me-lord.html' title='Psych me Lord!'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SmcO55kHszI/AAAAAAAAAa8/ti-jo5Pe4w0/s72-c/trees.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-3110742373814514335</id><published>2009-06-23T18:39:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T03:30:40.531-07:00</updated><title type='text'>Africadelics</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SkGFAodTOAI/AAAAAAAAAZc/_vGJeoiRcmM/s1600-h/nigeria+70+sleeve+cd+2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350704078199666690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 399px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SkGFAodTOAI/AAAAAAAAAZc/_vGJeoiRcmM/s400/nigeria+70+sleeve+cd+2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;África possui um contexto cultural ancestral que faz com que ao darmos atenção à sua música psicadélica, esta se confunda com séculos de experiências psicotrópicas. A exploração dos antípodas da consciência está implícita na linhagem cultural Africana em vários países, associando desde logo a música a rituais tribais e religiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SkH_O3yLckI/AAAAAAAAAZ8/ftlu4Q1ICp4/s1600-h/cotounou.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350838463250526786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 148px; CURSOR: hand; HEIGHT: 164px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SkH_O3yLckI/AAAAAAAAAZ8/ftlu4Q1ICp4/s200/cotounou.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Acresce a singularidade socio-política que muitos países africanos vivenciaram, sobretudo na segunda metade de século passado. A progressiva descolonização levou a que muitas infra-estruturas pudessem ser rentabilizadas pelas populações locais, como foi o caso da indústria da música. O maior desafogo económico de alguns países - sobretudo oriundos do Oeste africano - permitiu que jovens músicos locais acedessem muito mais facilmente às potencialidades&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SkGFl0v6EWI/AAAAAAAAAZ0/9Pcg4djQjNk/s1600-h/uwaifofront.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350704717154095458" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 162px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SkGFl0v6EWI/AAAAAAAAAZ0/9Pcg4djQjNk/s200/uwaifofront.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; proporcionadas por material tecnológico de gravação,&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SkGDDHBldKI/AAAAAAAAAZU/ChjPOFFiy1o/s1600-h/uwaifofront.JPG"&gt;&lt;/a&gt; produção e edição musical. Juntando estes aspectos à permeabilidade das frontairas de países como a Nigéria, o Gana, o Benin ou o Togo, e fica-se com uma ideia mais clara sobre a assimilação por parte de músicos locais dos sons psicadélicos que chegavam sobretudo do Reino Unido e dos E.U.A.. A fusão das sonoridades ocidentais com a estrutura rítmica e tímbrica tradicional seguiu várias direcções, do rock à soul, do funk ao dub, ou da pop às franjas mais extremas do noise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhamento do programa:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou&lt;/strong&gt; - Cobeti Madjro (African Scream Contest: Psychedelic sounds from Benin and Togo, 2008)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;King Sunny Adé &amp;amp; His African Beats&lt;/strong&gt; - Eje Nlo Gba Ara Mi (Juju Music, 1982) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;The Action 13&lt;/strong&gt; - More Bread to the People (Nigeria Rock Special Psychedelic Afro-Rock and Fuzz Funk in 1970s Nigeria, 2008)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ofo and the Black Company&lt;/strong&gt; - Allah Wakbarr (Nigeria 70: Defenitive Story of 70s Funcky Lagos, 2002)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;William Oneyabor&lt;/strong&gt; - Better Change Your Mind (Love's a Real Thing: The Funky Fuzzy Sounds of West Africa, 2005)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sir Victor Uwaifo&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;and his Africans Titibitis&lt;/strong&gt;- Iranm Iran (Jackpot, 1981)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gaspar Lawal&lt;/strong&gt; - Kita-Kita (Ajomasé, 1980)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350704165907332738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 314px; CURSOR: hand; HEIGHT: 296px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SkGFFvMb_oI/AAAAAAAAAZk/nmj3XCsochY/s320/nigeria+70+sleeve+cd+1.JPG" border="0" /&gt;Ouvir &lt;a href="http://laboratoriochimico3.podomatic.com/enclosure/2009-06-23T18_51_45-07_00.mp3"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-3110742373814514335?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/3110742373814514335/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=3110742373814514335' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3110742373814514335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3110742373814514335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/06/africadelics.html' title='Africadelics'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SkGFAodTOAI/AAAAAAAAAZc/_vGJeoiRcmM/s72-c/nigeria+70+sleeve+cd+2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-9079920554137026928</id><published>2009-06-23T17:54:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T03:36:51.150-07:00</updated><title type='text'>Master Musicians of Joujouka</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SmcH_0MG4KI/AAAAAAAAAaU/1Ymh-OxWe98/s1600-h/IMGP8966.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361262674330443938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 381px; CURSOR: hand; HEIGHT: 249px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SmcH_0MG4KI/AAAAAAAAAaU/1Ymh-OxWe98/s400/IMGP8966.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos dias 5 a 7 de Junho de 2009 a aldeia de Joujouka acolheu o Segundo Festival Anual dos Master Musicians of Joujouka. Se no ano transacto o mote de festival foi a celebração do quadragésimo aniversário da passagem de Brian Jones pela aldeia, este ano os 50 anos da edição, em Paris, de Naked Lunch, de William S Burroughs, voltaram a enquadrar o evento junto de nomes que viabilizaram o acesso à música de Joujouka aos ouvidos e mentes ocidentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SmcINTy30jI/AAAAAAAAAac/qc2JGZl_Ii4/s1600-h/IMGP8933.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361262906152833586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 209px; CURSOR: hand; HEIGHT: 272px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SmcINTy30jI/AAAAAAAAAac/qc2JGZl_Ii4/s320/IMGP8933.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Desde os anos 50 do século passado que Joujouka e os seus mestres músicos gozam de grande influência na música ocidental. Nomes maiores da Beat Generation (Brion Gysin, William Burroughs, entre outros) foram atraídos até à aldeia do Al Shrif marroquino pelos ritmos hipnóticos indutores de estados alterados da consciência, criando condições para que nomes como Brion Jones, Timothy Leary, Ornette Coleman ou Lee Renaldo por lá igualmente passassem. Brion Jones deixou mesmo um legado que ainda hoje é a imagem de marca da aldeia e dos seus músicos, ao gravar em 1968 "Brion Jones presents de Pipes of Pan at Jajouka".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 25 pessoas puderam assistir às actuações deste grupo no seu contexto milenar. Os três dias em Joujouka foram passados na companhia dos músicos, que partilharam as suas casas e refeições. O sentimento de "invasão" a um contexto estranho que inevitavelmente surgia era diluído pela contemplação e atenuado pelos efeitos também invasivos de horas ininterruptas de audição da música do grupo. As pessoas responsáveis pela organização do festival deslocam-se há 15 anos a Joujouka, desenvolvendo uma relação próxima com a comunidade local, assegurando a edição de discos e livros que documentam o legado artístico do grupo. São entusiastas da cena &lt;em&gt;beat&lt;/em&gt; que foram seguindo o rasto dos seus nomes. Organizam também esporádicas digressões fora de Marrocos - o grupo mantém a tradição de actuar nalguns eventos, como casamentos ou celebrações religiosas -, como a passagem por Portugal em Abril de 2006 para concerto na Casa da Música. Mas a &lt;a href="http://www.joujouka.net/"&gt;polémica&lt;/a&gt; não está arredada da bucólica aldeia: existem "outros" Master Musicians of Joujouka, liderados por Bachir Attar (passaram por Portugal no verão de 2005, em Sines) e que não fazem parte da comunidade de Joujouka nem da irmandade sufi preconizada pelos locais (somente Attar tocou com os músicos); um diferendo entre Attar e a comunidade local levou a que aquele trilhasse outros caminhos, liderando um grupo de músicos que mantém a sua actividade fora de Joujouka.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361263275852022610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 375px; CURSOR: hand; HEIGHT: 243px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SmcIi1CBw1I/AAAAAAAAAak/pXumV9Wd9mA/s400/IMGP8994.JPG" border="0" /&gt;As actuações dos músicos começavam pela manhã e estendiam-se até à noite por longas horas com escassas pausas. Pela aldeia ecoam os padrões rítmicos, tímbricos e melódicos em sequências drone intermináveis, em parte explicados pela técnica da respiração circular utilizada pelos músicos. O volume sonoro impressiona, levando o melómano a questionar-se se uma &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SmcYGJGJOJI/AAAAAAAAAbM/XN7miRGi54s/s1600-h/boujeloud.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361280375207835794" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SmcYGJGJOJI/AAAAAAAAAbM/XN7miRGi54s/s320/boujeloud.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;amplificação eléctrica teria efeitos tão poderosos quanto a acústica emenada das &lt;em&gt;rhaitas&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;liras&lt;/em&gt; (os instrumentos de sopro, de cano duplo), &lt;em&gt;tebel&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;tarija&lt;/em&gt; (os instrumentos de percussão, revestidos em pele de cabra e percutidos em ambas as faces), tornando a experiência auditiva uma performance onde a resistência física e a imersão dos sentidos caminham lado a lado, relembrando o potencial curativo e profundamente espiritual que acompanha a tradição musical de Joujouka. A assistência incluía os habitantes da aldeia e os visitantes, que ocupavam o chão da tenda situada num terraço que é o recanto dos músicos. &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já na praça central da aldeia, o transe atingiu o seu auge. Na performance Boujeloud (o Pai das Peles), um ritual de celebração da fertilidade das gentes e da terra através do culto ancestral a Pan, em que um ancião vestido com peles de cabra dança de forma exuberante imbuído pela vertigem hipnótica proporcionada pela música. Derivado das festas islâmicas de Ais el Kebir, o longo frenesim epitomiza os efeitos extáticos da música, levando o corpo a contornos delirantes. Mallim Ali Attar, 94 anos, o músico mais antigo da aldeia e único sobrevivente das míticas gravações de outrora, assistiu a tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361263816601105538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 377px; CURSOR: hand; HEIGHT: 257px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SmcJCTep9II/AAAAAAAAAa0/floNeIq2_6E/s400/IMGP8983.JPG" border="0" /&gt;Ouvir &lt;a href="http://laboratoriochimico3.podomatic.com/enclosure/2009-07-22T04_44_25-07_00.mp3"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-9079920554137026928?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/9079920554137026928/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=9079920554137026928' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/9079920554137026928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/9079920554137026928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/06/master-musicians-of-joujouka.html' title='Master Musicians of Joujouka'/><author><name>Ralph</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10624838470660975611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_11qHFx-mOlI/SmcH_0MG4KI/AAAAAAAAAaU/1Ymh-OxWe98/s72-c/IMGP8966.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-6990662764837455302</id><published>2009-06-18T13:20:00.000-07:00</published><updated>2009-06-19T08:20:28.832-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Apocalypse</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SjqknizQxvI/AAAAAAAAAjI/ruG28o1bLwo/s1600-h/Throne+of+the+Lord.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 226px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SjqknizQxvI/AAAAAAAAAjI/ruG28o1bLwo/s320/Throne+of+the+Lord.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348768506719553266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“10*No dia do Senhor, o Espírito arrebatou-me e ouvi atrás de mim uma voz potente como a de uma trombeta, 11*que dizia: «O que vais ver, escreve-o num livro e envia-o às sete igrejas (...)&lt;br /&gt;12*Voltei-me para ver de quem era a voz que me falava. E, ao voltar-me, vi sete candelabros de ouro; 13*no meio dos candelabros, vi alguém com aparência humana; estava vestido de uma túnica comprida até aos pés e cingido com um cinto de ouro em torno do peito; 14*a sua cabeça e os seus cabelos eram brancos, como a brancura da lã e da neve; os seus olhos eram como uma chama de fogo; 15*os seus pés assemelhavam-se ao bronze incandescente numa forja, e a sua voz era como o rumor de águas caudalosas; 16*Ele tinha na mão direita sete estrelas e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; o seu rosto era como o Sol resplandecente com toda a sua força.&lt;br /&gt;17*Ao vê-lo, caí como morto, a seus pés. Mas Ele colocou a mão direita sobre mim, dizendo: «Não tenhas medo!&lt;br /&gt;Eu sou o Primeiro e o Último;&lt;br /&gt;18*aquele que vive.&lt;br /&gt;Estive morto; mas, como vês, estou vivo&lt;br /&gt;pelos séculos dos séculos&lt;br /&gt;e tenho as chaves da Morte e do Abismo!”&lt;br /&gt;(Apocalipse, 1: 10-18)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta visão descrita no primeiro capítulo do último livro da Bíblia cristã, o Apocalipse, introduz uma série de revelações dadas em imagens maravilhosas a João de Patmos, o autor do livro. Tais imagens, visões simbólicas de uma verdade invisível, assumem formas múltiplas, de bestas miríficas e por vezes paradoxais que constituem no fundo os vários aspectos de uma só revelação e que é, na verdade, a de todo o Apocalipse. A etimologia e o significado da palavra grega é, de facto, levantar o véu, mostrar o que estava escondido, revelar, manifestar o invisível. E, por isso, são tão frequentes e insistentes as metáforas da luz, a iluminação, os candelabros, os olhos multiplicados que reforçam a intensidade da visão e do seu poder gnóstico, mas também a imagem dos sete selos quebrados que permitem abrir o livro escrito nas duas faces, que contém o verdadeiro saber, mantido secreto, sigiloso, para só agora ser revelado àqueles que foram escolhidos como mensageiros. A mensagem apocalíptica deste livro anuncia o fim de uma era, a do poder temporal, que será substituído pelo poder da graça espiritual e divina, mas terá sido o carácter de “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;apocalipsis eschaton&lt;/span&gt;” – revelação do fim de uma era – que terá transmitido à nossa cultura a ideia a que nos habituámos de um apocalipse como fim do mundo. E com evidência as imagens violentas de destruição e de cataclismo reforçaram esse sentido de Armagedão que para sempre lhe ficou associado, alimentando o terror de seitas milenaristas e servindo a retórica dos pregadores. Há porém muitos outros textos da tradição apocalíptica – tanto hebraica como copta - onde essa atmosfera catastrófica não é tão ostensiva ou está mesmo ausente. No entanto, em todos existem visões maravilhosas, anjos – criaturas intermédias que sensificam a palavra inefável de Deus – ou bestas impossíveis que representam conflitos interiores, sociais ou políticos. E é, pois, este recurso prolífico da figuração hiperbólica, das mensagens cifradas e de uma linguagem que revela um conhecimento esotérico apenas acessível a alguns, mas sempre com uma virtude libertadora e soteriológica – de salvação do espírito -, que caracteriza os apocalipses. Eles mostram visões do divino, tornando clara e manifesta a presença de Deus, algo próximo da enteogénese, com a diferença fundamental que a experiência do apocalipse é uma experiência literária, gnóstica, ainda que possa ser o resultado de uma experiência mística efectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/Sjqmzm07NpI/AAAAAAAAAjY/-HDSZiMzlQs/s1600-h/dragon.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 128px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/Sjqmzm07NpI/AAAAAAAAAjY/-HDSZiMzlQs/s200/dragon.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348770912981956242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tais escritos inspiraram ao longo de todos estes séculos muitos autores mas também artistas e músicos. Para ilustrar musicalmente esta crónica, escolheu-se a leitura electrónica em cinco andamentos do próprio texto bíblico, elaborada pelo demiurgo da música concreta, Pierre Henry, em 1968, com a narração feita pelo actor Jean Negroni. Editada inicialmente em 3 LP’s pela Prospective 21eme siècle, foi reeditada em CD pela Mantra Records e, mais recentemente, pela Philips. Do primeiro tempo, ouvimos ainda em fundo a abertura com o título muito revelador de “Titre-Revélation” em que João de Patmos apresenta o livro que está a escrever. Logo de seguida ouvimos a primeira faixa do 2º tempo, correspondente às primeiras aflições, ao Sétimo Selo e às sete trombetas, no momento em que aparecem os famosos quatro cavaleiros do Apocalipse. Do Terceiro Tempo – sobre os Sete Sinais – ouviu-se a descrição electro-acústica da Besta da Terra e, por fim, do quinto e último tempo, foi a vez da Babilónia, a Grande Prostituta, que simbolizava segundo algumas interpretações o Império Romano, mas que de forma mais geral e agostiniana pode significar a cidade dos homens, aquela que é governada pelo pecado, pela luxúria e pelo orgulho dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8fFevSI0xx4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8fFevSI0xx4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-6990662764837455302?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/6990662764837455302/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=6990662764837455302' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/6990662764837455302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/6990662764837455302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/06/apocalypse.html' title='Apocalypse'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SjqknizQxvI/AAAAAAAAAjI/ruG28o1bLwo/s72-c/Throne+of+the+Lord.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-3709700495371806387</id><published>2009-06-18T12:59:00.000-07:00</published><updated>2009-06-19T08:20:51.362-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Sema: Sufi Trance</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/Sjqg2tyLZlI/AAAAAAAAAi4/_rvSh9dsc0o/s1600-h/sufi.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/Sjqg2tyLZlI/AAAAAAAAAi4/_rvSh9dsc0o/s200/sufi.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348764369319323218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Sabor da hora em que o Amado nos pertence, /A sua lembrança é o meu tesouro, /Indagai-o junto daquele sem o qual não passamos. /Tal é a minha bela ocupação, /Sou eu o mestre do vinho, /Cheio de graça, rasgar-me, ó delícia, /Entornar o meu tapete de orações, /Vinho sobre vinho, /Abençoai o meu rumor inebriado, /Pela manhã, ó legítima testemunha, /Ide saber quem eu sou, /Eu que erro até me perder no vinho, /Fazei-me escutar as mais belas melodias. /E não me esforçando por compreender, /Vendi o meu burel, a minha camisa, a minha túnica /E fiquei todo nu, titubeante, /Vacilante, avinhado, eis-me aturdido, /Entorpecido, entre taças e copos que me rodeiam. /A alegria apodera-se dos espíritos, /Não consigo deixar de beber, /Tal é o meu destino, tomai disso conhecimento, /Ó pobres, ó príncipes e guardai o segredo /Quando de novo despertar, ó pobres, /Da minha ebriedade, /Espalhai os vapores do incenso, /E enterrai-me sob a vinha, /Morto e para sempre esquecido, em seu nome, /Enrolai-me na mortalha, /Tal é o meu desejo, filho do cacho, /Fazei das suas filhas o meu sudário, /E a memória da sua aurora me ilumina. /Francamente, cavai a minha cova /Com as flechas da errância perfurai o meu corpo, /Eu amo-o e, com paixão, me ama, /A ele me sacrifico, eu que me esgotei /A cheirar o odor que dele exala, /É ele a alma que anima o meu corpo, /Em mim, os seus eflúvios circulam. /Não nadeis [pois] entre nós: afogar-vos-íeis. /Velai sobre o nosso mar, eu disse que o amo, /Para sempre, e ele também me ama, /Eu sou o seu ocidente, o seu oriente, /Sou eu quem o ilumina, quem ele atinge nos seus desfiles, /É ele, de facto, a própria verdade, /Se vísseis como ele se aproxima /Quando capitulais, à hora da oração, /A nossa união apagou a nossa dualidade, /E assim o meu mistério, o meu segredo se dissipou.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abu Madyan foi, no século XII, um dos fundadores do sufismo magrebino e andaluz. Discípulo de Al Ghazali e reconhecido por Ibn Arabi como o “Mestre dos Mestres”, este estudante sevilhano, iniciou-se naquela corrente mística do islão já em solo africano, para se tornar num dos mais importantes sábios e poetas sufi. O poema que se acabou de ler é de um misticismo transgressivo fora do comum, pois ainda que os estados de transe e de desregramento dos sentidos façam parte das práticas sufis, não deixa de ser surpreendente o elogio de uma bebida normalmente proibida pelo islão. Mas a ebriedade bem real do vinho adquire um valor metafórico de hierofania pelo seu contexto religioso e de oração, onde o despojamento de tudo o res&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SjqhRz8f9NI/AAAAAAAAAjA/aZU1mR7yvrI/s1600-h/Sufi+Trance.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/SjqhRz8f9NI/AAAAAAAAAjA/aZU1mR7yvrI/s320/Sufi+Trance.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348764834829694162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;to é fundamental para a entrega total ao divino, a invisível e secreta presença de Deus.&lt;br /&gt;O sufismo é definido precisamente como sendo a ciência cujo objectivo é a ablução espiritual do coração para o desviar de tudo o resto em dedicação exclusiva a Deus. Uma corrente ascética do islão que cultiva o amor e o conhecimento divinos através da oração e de outros rituais que incluem danças e música pelos quais acreditam chegar mais perto da presença de Deus e idealmente entrar em comunhão com Ele. A música que escutamos pertence a uma cerimónia da ordem Mevelevi, uma ordem Sufi nascida naquilo a que hoje chamamos Turquia, à qual pertencem os famosos dervixes rodopiantes. É precisamente na “sema”, vertente musical e coreográfica do “dhirk”, ritual assente na repetição dos nomes de Deus, que vemos os dervixes rodopiarem sobre si mesmos, entrando num transe meditativo que os liberta dos desejos egóicos, ao concentrarem-se na música e nos nomes de Deus, permitindo-lhes assim chegar mais perto de Deus e atingir a “perfeição” (kemal).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-3709700495371806387?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/3709700495371806387/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=3709700495371806387' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3709700495371806387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3709700495371806387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/06/sema-sufi-trance_18.html' title='Sema: Sufi Trance'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/Sjqg2tyLZlI/AAAAAAAAAi4/_rvSh9dsc0o/s72-c/sufi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-2109273231770769171</id><published>2009-06-08T15:18:00.000-07:00</published><updated>2009-06-09T19:08:03.384-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Suomisaundi</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/Si2PWHeWNqI/AAAAAAAAAiI/uouroDU4hKQ/s1600-h/Pelinpala.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 397px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/Si2PWHeWNqI/AAAAAAAAAiI/uouroDU4hKQ/s400/Pelinpala.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345085942884873890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toca o telefone com um eco intestinal e Tinky Winky enfia a sua mão lilás no ecrã abdominal catódico para puxar o auscultador e atender a chamada. Ao reconhecer o interlocutor, reage com uma feliz e divertida gargalhada, pois era a sua prima Françoise que lhe anunciava uma festa que preparava na floresta e queria que todos se juntassem a ela na sua terra, Suomiland, para nela participar. Todos ficaram muito felizes e concordaram em ir, excepto Noo-Noo que se irritou com a situação, esticou a sua tromba de poliestireno e sugou os brinquedos dos outros Tubbies, pois por nenhuma razão queria abandonar o Tubbytronic Superdome. O sol-bebé anuiu com a sua gargalhada satisfeita e os quatro amigos multicolores partiram para a terra de Texas Faggott. Lá, beberam o típico “Spuge” de Helsínquia, um absinto esverdeado próximo da urina de fada e passado pouco tempo sentiram os seus bum-buns a abanarem ao ritmo esquizóide dos arpégios do TB-303, atravessados pelas disfunções calculadas dos VST de Pelinpala. Luzes, átomos e moléculas confundiam os seus tubos infra-abdominais forçando-os a libertar puns electrónicos de diversas cores e estilos: elfos com o sotaque de Bugs Bunny e trolls, iluminados por medusas cor-de-rosa produzidas pelo orvalho do lago, trançando elegantemente com as suas antenas multiformes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/V-DmelAY4Ig&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/V-DmelAY4Ig&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta poderia muito bem ser a cosmogonia, o mito das origens, do subgénero do trance psicadélico oriundo da Finlândia a que alguns chamam Suomisaundi, outros Suomistyge e ainda Spugedelic Trance. Este som Suomi nasceu na segunda metade dos anos 90, aparentemente, de uma repulsa vigorosa do “tuubi” trance, ou seja, de tudo aquilo que não era suomisoundi. Nessa medida, distingue-se precisamente do trance psicadélico mais mainstream, não respeitando as suas convenções mais apertadas, chegando a desafiar mesmo, por vezes, a omnipresença das batidas quatro por quatro. As suas melodias são simples e jocosas, lembrando de certa forma o Happycore, mas distinguindo-se sobretudo pelo uso e abuso de efeitos e samplagens excêntricas que agudizam ao extremo a semântica e a pragmática do psicadélico dentro do Psy-Trance. Obviamente, a linguagem deste subgénero é tipificada pelo humor idiomático dos finlandeses e pela sua desconcertante auto-ironia, que reveste estas músicas de um carácter muito próprio. Mas, não obstante a sua origem nacional, em meados desta primeira década do século XXI, o estilo internacionalizou-se, sendo muito popular na Austrália, Nova-Zelândia e Japão – e, por isso, quase se poderia dizer que a sua excentricidade não é apenas estilística mas também geográfica, tendo a sua força centrífuga afastado este tipo de trance da hegemonia da Europa ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;object width="320" height="267"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/xal4_texas-faggott-koneisto&amp;amp;related=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.dailymotion.com/swf/xal4_texas-faggott-koneisto&amp;amp;related=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="320" height="267"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.dailymotion.com/video/xal4_texas-faggott-koneisto"&gt;Texas Faggott - koneisto&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Enviado por &lt;a href="http://www.dailymotion.com/Bens"&gt;Bens&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras&lt;/span&gt;, escutou-se um dos projectos fundadores do estilo, Pelinpala, um dos muitos de Tommi Sirkiä, conhecido ainda como Justin Space, importante produtor da música electrónica finlandesa e um dos responsáveis pela internacionalização do estilo nas suas constantes viagens pelo planeta. Filho de um cantor de ópera célebre na Finlândia e com formação musical erudita e ligada ao jazz, ter-se-á habituado a uma cultura sonora ecléctica que muito evidentemente exprime nas suas composições, como na faixa “Jazz Caballero” que também se escutou e que, tal como “Lights, Atoms and Molecules” que escutámos, pertence ao álbum de 2000, “My CD has landed on the next door neighbour’s dog”. Outro dos projectos mais extravagantes deste Suomisaundi é Texas Faggott, inicialmente protagonizado por Françoise Faggott, Tim Thick e Halluciano Powerotti, até que o primeiro (sim, Françoise é um moço) saiu para formar os Squaremeat. “Don’t gowithem, growithem n’glowithem, they’ll let you knowithem” é o tema de Texas Faggott incluído na compilação editada em 2000 pela Surreal Audio, “Beats and Beyond” que se escutou ainda depois de “Jazz Caballero”. Diga-se ainda que estes Texas Faggott, reduzidos a dois membros, continuam a ter bastante sucesso e ainda em 2008 editaram o seu álbum Kininigin, de onde se destacou a faixa “Asagao”, com a colaboração de Kakushin Nishihara, um famoso intérprete do tradicional instrumento japonês, a Biwa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-2109273231770769171?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/2109273231770769171/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=2109273231770769171' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2109273231770769171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2109273231770769171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/06/suomisaundi.html' title='Suomisaundi'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/Si2PWHeWNqI/AAAAAAAAAiI/uouroDU4hKQ/s72-c/Pelinpala.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-2195286610139377212</id><published>2009-06-04T16:12:00.000-07:00</published><updated>2009-06-12T03:01:12.387-07:00</updated><title type='text'>Killing Joke?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SjIlQAq4MMI/AAAAAAAAAX0/x29MkiKc6Ok/s1600-h/R-137412-1228486639.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346376664630177986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 318px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SjIlQAq4MMI/AAAAAAAAAX0/x29MkiKc6Ok/s320/R-137412-1228486639.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em plena segunda guerra mundial, na calma e pacata localidade de Finchley, Ernest Scribbler, escritor de anedotas, acaba de criar a anedota mais engraçada de sempre e, ao admirar a sua obra-prima, prontamente cai por terra moribundo de tanto rir. Ao entrar no escritório de Ernst, a sua mãe depara-se com o cadáver do filho e junto dele um pequeno papel que pensa tratar-se de uma nota de suicídio. O horror rapidamente dá lugar a uma gargalhada histérica e a senhora torna-se assim a segunda vítima da "killer joke", um pedaço de prosa humorística que, depois de mil e uma peripécias, acaba por ajudar os britânicos a ganhar o conflito a uns germânicos desbaratados e incapazes de encontrar uma reposta condigna para tal arma de destruição maciça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SjIlwJRAucI/AAAAAAAAAX8/EtG3AIXELC4/s1600-h/R-58010-1152444268.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346377216693418434" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 168px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SjIlwJRAucI/AAAAAAAAAX8/EtG3AIXELC4/s200/R-58010-1152444268.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Difundido pela primeira vez na televisão a 5 de Outubro de 1969, no programa Monty Python's Flying Circus, o sketch "The Funniest Joke In The World" pouca ou nenhuma relação terá com os Killing Joke, grupo formado 10 anos mais tarde em Notting Hill por Jaz Coleman, "Big" Paul Fergusson, Kevin "Geordie" Walker e Martin "Youth" Glover. Ambos partilham, contudo, uma associação directa ou indirecta a movimentos psicadélicos contraculturais separados no tempo por mais de 20 anos, no caso dos primeiros a psicadélia dos anos 60, no caso dos segundos o trance da década de 90. Embora o programa sobre os Killing Joke se debruçe essencialmente sobre a sua influência na definição do psytrance, com a fundação das editoras Butterfly e Dragonfly e as remisturas de temas do grupo por projectos como Hallucinogen ou The Orb, iremos também viajar um pouco até ao passado, aos primórdios do grupo, onde já se adivinhava o germinar das sementes psicadélicas por entre os discos post-punk e new-wave da década de 80. Aliás, um desses discos, "Revelations", contava mesmo com a participação de Konrad Plank, mítico produtor alemão que ajudou a definir o krautrock e a kosmische musik. A banda sonora foi a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Killing Joke - "Requiem" (Killing Joke)&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SjImKXV-dbI/AAAAAAAAAYE/JNNSTNKM4LY/s1600-h/R-422218-1164120246.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346377667148936626" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SjImKXV-dbI/AAAAAAAAAYE/JNNSTNKM4LY/s200/R-422218-1164120246.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Killing Joke - "Wardance" (Killing Joke)&lt;br /&gt;Killing Joke - "Follow The Leaders" (What's THIS For...!)&lt;br /&gt;Killing Joke - "Sun Goes Down" (Wilful Days) produced by Killing Joke &amp;amp; Konrad Plank&lt;br /&gt;Killing Joke - "Mathematics Of Chaos" (Pandemonium)&lt;br /&gt;Killing Joke - "Democracy - Hallucinogen Mix" (Democracy single)&lt;br /&gt;Killing Joke - "Drug - Black Sun Mix" (Alchemy - The Remixes)&lt;br /&gt;Killing Joke - "Pandemonium - A Thread Of Steel In The Suspension Bridge Of Time &amp;amp; Space Mix" (Pandemonium In Dub)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ouvir em podcast carregar &lt;a href="http://laboratoriochimico3.podomatic.com/entry/2009-06-11T12_40_17-07_00"&gt;aqui&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-2195286610139377212?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/2195286610139377212/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=2195286610139377212' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2195286610139377212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2195286610139377212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/06/killing-joke.html' title='Killing Joke?'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/SjIlQAq4MMI/AAAAAAAAAX0/x29MkiKc6Ok/s72-c/R-137412-1228486639.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-8078263168522043902</id><published>2009-06-03T04:14:00.000-07:00</published><updated>2009-06-03T04:15:31.575-07:00</updated><title type='text'>Publicidad</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uKCHpvin_sc&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xcfcfcf&amp;amp;hl=fr&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/uKCHpvin_sc&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xcfcfcf&amp;amp;hl=fr&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-8078263168522043902?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/8078263168522043902/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=8078263168522043902' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/8078263168522043902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/8078263168522043902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/06/publicidad.html' title='Publicidad'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-3903929116306508868</id><published>2009-06-02T15:32:00.000-07:00</published><updated>2009-06-11T13:03:13.681-07:00</updated><title type='text'>Santos da Casa On Acid</title><content type='html'>No dia 28 de Maio de 2009, os Santos da Casa resolveram contabilizar algumas horas extra, permanecendo no estúdio da Rádio Universidade de Coimbra após o seu programa diário, para polinizarem o temporalmente contíguo Laboratório Chimico com os germes lusitanos. Fausto Silva e Nuno Ávila trouxeram na mala dos discos alguns dos exemplares do psicadelismo português, desde as origens na década de 6o do século XX até à contemporaneidade, sintetizando uma matéria complexa através das seguintes escolhas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarteto 1111 - "A Fuga Dos Grilos" (Quarteto 1111)&lt;br /&gt;José Cid - "Mellotron O Planeta Fantástico" (10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte)&lt;br /&gt;Anar Band - "Mandrake" (Anar Band)&lt;br /&gt;Jets - "Let Me Live My Life" (Biografia do Pop Rock)&lt;br /&gt;Pop Five Music Incorporated - "Black Bird" (Odisseia Obra Completa 1968-72)&lt;br /&gt;Chinchilas - "I'm A Believer" (Biografia do Pop Rock)&lt;br /&gt;Tantra - "À Beira Do Fim" (Mistérios e Maravilhas)&lt;br /&gt;Forgotten Suns - "Dreaming Of Reality" (Snooze)&lt;br /&gt;Pop Dell'Arte - "Poema Para Noiva Circular Em Betão Armado Plástico Cor-De-Rosa Com Rádio Digital Programado Em FM" (Arriba! Avanti)&lt;br /&gt;João Peste &amp;amp; Acidoxibordel - "Cocaine, Amigo" (João Peste &amp;amp; Acidoxibordel)&lt;br /&gt;The Rising Sun Experience - "Manflag" (Under The Same Sun)&lt;br /&gt;Black Bombaim - "Deuces Wild" (Black Bombaim)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hiperligações:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.santosdacasa.blogspot.com/"&gt;Santos da Casa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podcast:&lt;br /&gt;Este programa pode ser escutado &lt;a href="http://laboratoriochimico3.podomatic.com/entry/2009-06-11T12_34_01-07_00"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-3903929116306508868?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/3903929116306508868/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=3903929116306508868' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3903929116306508868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/3903929116306508868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/06/santos-da-casa-on-acid.html' title='Santos da Casa On Acid'/><author><name>Henrique Vicente</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02036742326755407241</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-2673357334802355452</id><published>2009-05-24T16:32:00.001-07:00</published><updated>2009-05-28T11:48:06.623-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Pulsar Ciclotímico do Amola-Tesouras'/><title type='text'>Fritz, the Cat</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Os anos 60? Tempos felizes. Tempos pesados.” É assim que começa o filme de 1972, “Fritz, the Cat”, e de facto dá o mote para os 78 minutos da animação inspirada nas personagens antropomórficas criadas por Robert Crumb em meados dos anos 60. Numa tradição tão antiga como a das Fábulas de Esopo e que passa pelas de La Fontaine, também nesta efabulação são os animais que falam e agem para revelar as nossas qualidades e defeitos demasiado humanos. Neste caso específico, retrata-se ainda uma época, a década de sessenta, numa América cheia de contradições: uma geração cheia de ilusões, mas que se refugia no seu discurso ideológico pan-revolucionário e comunitário para mascarar o hedonismo individualista que mais tarde se haveria de revelar. O filme é bem mais sarcástico e violento do que a banda desenhada criada por Crumb, mas o principal da caricatura do meio estudantil daquela década já nela se encontrava de modo bem explícito. Fritz, o Gato, é um felino bem-falante e sedutor que facilmente se envolve em complicações românticas por culpa de uma libido obcecante e das suas tropelias discursivas de poeta idealista e torturado, cuja imagem quer fazer passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/Sh7cBhp1ZuI/AAAAAAAAAiA/1gVVl8wHTuQ/s1600-h/Fritz_the_Cat_%28film%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 220px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/Sh7cBhp1ZuI/AAAAAAAAAiA/1gVVl8wHTuQ/s320/Fritz_the_Cat_%28film%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340948126879803106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Circunstâncias da história e da geografia fazem-no experimentar os vícios e costumes dos grupos vigentes. Dos hippies, cuja música de intervenção e protesto contra as guerras imperialistas americanas mostra um conjunto de convicções políticas e sociais, conservará sobretudo a crença no amor livre e descomplexado e na iluminação gnoseológica das drogas. Com os negros  (corvos) de Harlem partilha a vida fora da lei e descobre as condições de pobreza e segregação a que são remetidos, pelo que, após ter sido salvo por um contrabandista e depois de uma apaixonada relação sexual com uma prostituta negra, descobre a sua vocação de Black Panther e apela à insurreição, a qual será rapidamente reprimida pelo napalm da força aérea americana e pelas autoridades policiais representadas por porcos. Salvo das perseguições multi-laterais pela sua namorada, uma raposa com sentido pragmático e realista, põe-se a caminho de São Francisco na sua companhia a qual se lhe revela cada vez mais entediante. A meio da viagem, abandona a namorada no deserto e conhece uma lebre heroinómana azul e a sua respectiva companheira, uma égua masoquista que se submete às suas humilhações e violações para não ficar sozinha. Apesar da compaixão que esta personagem lhe desperta, Fritz associa-se à lebre e a um grupo de terroristas de extrema-esquerda que planeiam fazer explodir uma central de energia. Apercebendo-se, no entanto, que se trata mais de uma libertação de energia sádica e destruidora do que de um protesto contra a sociedade industrial, Fritz ainda tenta evitar a tragédia, mas acaba por ser atingido na explosão que o leva a um hospital de Los Angeles. Aí é visitado pelas jovens amantes gatinhas nova-iorquinas e pela égua Harriet que fazem nele ressurgir a sua verdadeira natureza hedonista e abandonar o pseudo-heroísmo revolucionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QCwY2UstWNI&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/QCwY2UstWNI&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este retrato sarcástico e duro da geração de 60 teve um enorme sucesso de bilheteira e não obviou à classificação como primeiro filme de animação para adultos nem a polémicas e controvérsias. Desde logo com o próprio Robert Crumb que não reconheceu a sua personagem no filme e preferia que o seu nome nem lhe estivesse associado. O desgosto de Crumb foi de tal modo que resolveu nesse mesmo ano matar a personagem na última história de Fritz the Cat. Tal assassínio, porém, não evitou um segundo filme The Nine Lives of Fritz the Cat, menos politizado do que o filme realizado por Ralph Bakshi, mas explorando sobretudo o carácter sexual das suas aventuras e a sua familiaridade com as drogas alucinogéneas. A banda sonora de Fritz the Cat é alimentada pelo blues, rock, jazz e algum funk, de Bo Didley a Billie Holliday, passando por Charles Earland. Ouçamos alguns excertos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2548621984997955052-2673357334802355452?l=laboratoriochimico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/feeds/2673357334802355452/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2548621984997955052&amp;postID=2673357334802355452' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2673357334802355452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2548621984997955052/posts/default/2673357334802355452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://laboratoriochimico.blogspot.com/2009/05/fritz-cat.html' title='Fritz, the Cat'/><author><name>Gárgula Eléctrica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13294523111225311141</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1Ox1mVcfiw/Sh7cBhp1ZuI/AAAAAAAAAiA/1gVVl8wHTuQ/s72-c/Fritz_the_Cat_%28film%29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2548621984997955052.post-7897892340199565689</id><published>2009-05-22T02:58:00.000-07:00</published><updated>2009-06-11T13:04:23.888-07:00</updated><title type='text'>Louis Wain</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Decorria o ano de 1992 quando David Tibet, financeiramente apetrechado após o sucesso de “Thunder Perfect Mind”, aceitou o convite do seu amigo John Balance para uma sortida por Londres em busca de exemplares originais do artista e personalidade maior do ocultismo britânico, Austin Osman Spare. Enquanto desinteressadamente avaliava as mercadorias do comerciante de arte Henry Boxer, o olhar de David Tibet recaiu num quadro muito particular, cujo incompreensível fascínio que nele despertou viria transformar-se numa obsessiva paixão duradoira que, pictórica e liricamente, permeou toda a obra subsequente do projecto Current 93. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/ShaBCJHaACI/AAAAAAAAAXU/sSFeaxRqN_0/s1600-h/wain16.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338596282101006370" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 128px; height: 200px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/ShaBCJHaACI/AAAAAAAAAXU/sSFeaxRqN_0/s200/wain16.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tratava-se de “Entrenched”, uma representação de um gato antropomórfico de olhos esbugalhados, envergando um uniforme militar, com um cigarro na sua patinha, que acenava para a sua pátria de uma longínqua trincheira da primeira grande guerra. No verso da pintura, algumas linhas haviam sido escrevinhadas pelo artista: “Safe from the match-making mamas – Hello, you girls! How are you?” e estas palavras, por seu turno, haveriam de inspirar os seguintes versos de “The Bloodbells Chime” do disco “All The Pretty Little Horses”: “Tommy Katkins still sends His regards/frozen for ever on some animal Somme/The last thing on His mind is marriage/but the call of Home and Heart”. O autor desta pintura era Louis Wain, um de muitos artistas, escritores, pintores, ou músicos que, durante a sua longa carreira, David Tibet desenterrou da obscuridade e incorporou no panteão da sua complexa mitologia pessoal. Tiny Tim e Count Stenbock, Antony Hegarty e as irmãs Shirley e Dolly Collins, Thomas Ligotti e William Lawes, todos eles foram amados profundamente pelo mentor dos Current 93, e todos eles acabaram por corresponder, directa ou indirectamente, vertendo generosamente a sua influência sobre a obra do músico. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338589847153327042" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 278px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/ShZ7LlEUu8I/AAAAAAAAAV8/ki9HvR11yH0/s320/durtro033cd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Capa da compilação "Seven Seals" de 1996&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Louis William Wain nasceu a 5 de Agosto de 1860 em Clerkenwell em Londres, primogénito de uma fratria de seis filhos, da qual era o único homem. A fatalidade e o infortúnio cedo se acercaram de Louis Wain para nunca mais o abandonarem. O infante nasceu com um lábio leporino, e o médico que o observou na altura ordenou aos pais que o filho não deveria ir à escola até completar dez anos de idade. Durante a sua juventude pouco investiu nos trabalhos escolares, optando, sempre que podia, por consumir o tempo vagueando pelas ruas de Londres. Mais tarde ingressou na West London School of Art e acabou por se tornar professor nessa escola. Aos 20 anos, Louis Wain sofre a primeira grande perda da sua vida, a morte do pai, que teve como corolário a necessidade de assumir para si a responsabilidade pelo sustento da mãe e irmãs. Pouco tempo depois, deixa o seu emprego de professor para se dedicar inteiramente à pintura que, no princípio, tinha por objecto diversos animais e cenas pastorais, de tonalidades impressionistas. Ilustrações representativas desta primeira fase podem ser encontradas na capa do primeiro disco da trilogia “The Inmost Light”, intitulado “Where The Long Shadows Fall (Beforetheinmostlight)” de Current 93, e numa compilação editada pela Durtro, em 1999, que albergava, para além do projecto de Tibet, músicas de Michael Casmore e Christoph Heemann.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338601826110309394" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 317px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/ShaGE2KOhBI/AAAAAAAAAXs/MD8htujgcpo/s320/R-242205-1085854142.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Capa de "Where The Long Shadows Fall (Beforetheinmostlight)" de 1995&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No passar das suas vinte e três primaveras Louis Wain casa com Emily Richardson, tutora das suas irmãs e dez anos mais velha, mas esta ligação, considerada escandalosa na altura, teria uma curta duração pois, três anos volvidos sobre o matrimónio, a família recém formada recebe a indesejada visita da morte, que rouba ao pintor a sua esposa. É durante este período que Wain descobre o objecto de inspiração que viria a definir a sua carreira: os felinos domésticos. Durante a doença, Emily sentia-se confortada na dor pelas tropelias do seu gato de estimação Peter The Great, e Louis Wain ensinou-lhe truques, como por exemplo usar óculos e fingir ler um livro, para divertir a sua esposa moribunda. Mais tarde escreveria as seguintes palavras “To him properly belongs the foundation of my career, the developments of my initial efforts, and the establishing of my work”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338592848378408194" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 302px; height: 298px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/ShZ96RgJLQI/AAAAAAAAAXE/PjR3vex3x0Y/s320/R-506209-1125301696.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Capa de "When The May Rain Comes" de 1996&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 1886 surge o primeiro desenho de um gato antropomorfizado, “A Kittes’ Christmas Party”, mas neste os felinos ainda permanecem apoiados nas suas quatro patas, sem roupas, e sem as expressões faciais humanas que viriam a tipificar o trabalho de Wain. Com o tempo, os gatos começariam a caminhar erectos, a apresentar expressões emocionais levadas ao extremo e a usar vestimentas contemporâneas. Tocavam instrumentos, dançavam, sorriam e choravam. Contorciam-se em esgares de dor por qualquer maleita e olhavam com receio o médico que os iria tratar. Jogavam cartas, fumavam e divertiam-se numa saída nocturna. Posavam austeros no jardim da sua propriedade para o pincel de Wain ou então deixavam-se surpreender numa qualquer situação do quotidiano. A antropomorfização de animais era algo comum e valorizado na Inglaterra Vitoriana, e Wain era um artista prolífico, produzindo centenas de desenhos por ano. As suas ilustrações cobriam as páginas de livros infantis, jornais e magazines, e, entre 1901 e 1915, passaram a ser compiladas no Louis Wain Annual. Os desenhos parodiavam o comportamento humano, nas suas expressões mais triviais, satirizando modas e costumes da altura e veiculando uma mensagem moral muito vincada: “I take a sketch-book to a restaurant, or other public place, and draw the people in their different positions as cats, getting as near to their human characteristics as possible. This gives me doubly nature, and these studies I think [to be] my best humorous work.” Empenhado e preocupado com o bem-estar da sua musa felina, Wain envolveu-se com uma serie de organizações como o National Cat Club, o Governing Council of Our Dumb Friends League, a Society for the Protection of Cats, e a Anti-Vivisection Society. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338590006007771378" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/ShZ7U02LMPI/AAAAAAAAAWM/awU7NfJtRdE/s320/R-1136560-1194985462.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Capa da reedição de 1994 de "Thunder Perfect Mind" &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Apesar da popularidade, Louis Wain nunca soube capitalizar os ganhos do seu trabalho nem organizar-se financeiramente. Caía com ingenuidade nas maquinações de indivíduos mal intencionados e mostrava-se incapaz de sobreviver no meio publicitário, vendendo os seus desenhos sem, por exemplo, se preocupar com os direitos de reprodução. Era facilmente induzido por algum espertalhão a apostar numa invenção mirabolante ou qualquer outro esquema para fazer dinheiro. Em 1907 viaja até Nova Iorque, onde faz alguns desenhos para jornais, mas acaba por regressar a casa ainda mais pobre depois de uma série de fracassados investimentos imprudentes. O regresso a Inglaterra, que seria ainda pautado pela morte da mãe, pontuou o início da deterioração da sua saúde mental. &lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338593019991047426" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 280px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/ShZ-EQzyPQI/AAAAAAAAAXM/7Qgw5KhYPng/s320/R-355852-1101948188.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Capa de uma compilação com Current 93, Michael Cashmore e Christoph Heemann de 1999&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Louis Wain era descrito como uma pessoa singular e original mas ao mesmo tempo charmosa, alguém que por vezes parecia ter dificuldade em separar factos de fantasias. A doença mental já havia assolado a sua família quando, em 1900, a sua irmã mais nova deu entrada numa instituição psiquiátrica com um quadro delirante (acreditava padecer de um tipo de lepra letal e afirmava ter assistido a vários homicídios). Wain, que sempre havia sido uma pessoa afável, tornou-se então violento e profundamente convencido que entidades espirituais projectavam correntes etéreas sobre si. Tal como os seus adorados gatos, também ele acreditava “transbordar de electricidade”, que lhe era extirpada sem seu consentimento pelo tremular dos ecrãs de cinema. No ano em que a sua irmã foi internada, Wain escreveu: “[my cat] Peter is a small battery, my wife a larger one attracts energy from the smaller one; the passage of the fluid from one body to another generating heat […] Its main object in washing, to my mind, is just to complete an electrical circuit.” Durante este período passou longas temporadas a escrever fechado no quarto, e exemplos da sua prosa podem, por vezes, ser encontrados nas músicas de David Tibet, sendo um dos exemplos maiores dessa gentil e reverente apropriação, o texto “The Old Willows”, incluído no tema “Let Us Go To The Rose” de “Of Ruine Or Some Blazing Starre” de 1994: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“The old willows wrecked again &amp;amp; again in the hold of the woods held in close confinement all round the struggle for existance where the streams were constantly taken from their course by the roots of the old trees in the woods allowing no well stream the free course through until the whole of these fine old trees had got their whole water course directed by their own roots into each others roots in their own devious ways &amp;amp; so each time the bad weather conditions came the dell of the old popular willows received the whole rainfall &amp;amp; gave the roots of the old popular trees the worst conditions they could not recover from. The result was when the bad storms swept the ground downhill the whole of the upright branches of the populars were wrecked &amp;amp; wrenched off as none had sufficient root hold to do any good in holding as against the winds forcing both root &amp;amp; trunks &amp;amp; branch to give way. The ultimate result was as stated the cracking down of the branches &amp;amp; the breaking off of the main trunk as it had no side branches to help its leaves to support the whole tree. This gave the stubble growth of enforcing the trunk low down near the ground to spray out the small side branches &amp;amp; to develop in the trunk the further strength to enlarge the top of the trunk to enable the heavy branch growth to develop &amp;amp; to give out a large number o spray branches in all directions to keep control of the wind and also to stop the wind from further to destroy the old trees in its course the winds followed the well streams &amp;amp; then got the clear run free of the trees until a run of heavy old tree trunks guided them out again into the ground where the rising ground destroyed them by holding them in face clear of the winds the night mist.” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338599212074341746" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 290px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/ShaDssHfFXI/AAAAAAAAAXc/-hMParWC8uQ/s320/durtrojnana1961.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;Capa da reedição de "Of Ruine Or Some Blazing Starre" de 2007. O pano de fundo consiste no texto original "The Old Willows" escrito por Louis Wain&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando a situação se tornou insuportável para as irmãs que dele cuidavam, Wain é internado na ala dos pobres do Springfield Mental Hospital em Tooting. Um ano mais tarde a sua situação precária chegou aos ouvidos do público, gerando uma onda de apoio e solidariedade por parte de figuras como H.G. Wells ou o Primeiro-ministro Britânico da altura, que permitiram a Wain mudar-se para o Bethlem Royal Hospital em Southwark e, posteriormente, em 1930, para Napsbury Hospital em Hertfordshire, um local mais aprazível que continha um jardim e uma colónia de gatos, que muito devem ter agradado o pintor. Enquanto o quadro delirante ganhou terreno, as suas mudanças de humor decresceram gradualmente, e Wain continuou a desenhar por prazer. O seu trabalho neste período é marcado pela utilização de cores brilhantes, flores, e intrincados padrões abstractos, embora o sujeito primário – o gato – permanecesse inalterado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um conjunto de oito ilustrações de Louis Wain, coleccionadas pelo médico Walter Maclay, é muitas vezes utilizado como exemplificativo da continuidade entre produção artística e progressão na doença mental. Estes desenhos podem ser considerados psicadélicos por duas razões essenciais. Em primeiro lugar, seguindo de perto a definição de coisa psicadélica enquanto manifestação da mente, e se estas pinturas efectivamente traduzirem a evolução do quadro clínico de Wain, podemos afirmar que elas descrevem o mundo interior de um psicótico. Em segundo lugar, o epíteto de psicadélico assentará bem neste conjunto devido a um conjunto de caracteres em tudo comuns às criações figurativas paridas na contracultura da década de sessenta, tais como a utilização de padrões fractais, cores brilhantes e contrastantes, e uma grande atenção ao detalhe. Desconhece-se, contudo, a ordem cronológica pela qual Wain pintou estas figuras, já que elas não se encontram datadas, e Rodney Dale, autor de uma biografia sobre o pintor, critica veemente a crença de que estes desenhos podem ser usados como exemplos da deterioração da saúde mental: "Wain experimented with patterns and cats, and even quite late in life was still producing conventional cat pictures, perhaps 10 years after his [supposedly] 'later' productions which are patterns rather than cats.” Na capa do disco “The Seahorse Rears To Oblivion” de 2003, sobre um pano de fundo azul, com as cores originais na frente e o seu negativo nas costas, podemos encontrar um dos gatos psicadélicos de Wain desenhado em Napsbury, e apreciar a complexidade dos rendilhados multicolores que lhe dão vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338589921799488786" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 318px; height: 320px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/ShZ7P7JWxRI/AAAAAAAAAWE/uo3wbepDjPM/s320/pandurtro003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Capa de "The Seahorse Rears to Oblivion" de 2002&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Continuam a subsistir algumas dúvidas acerca do diagnóstico de Louis Wain. Alguns especulam que a esquizofrenia foi precipitada por toxoplasmose, uma infecção parasítica que e contraída através dos gatos. Michael Fitzgerald considera que era mais provável que Wain sofresse de síndrome de Asperger, referindo que embora as suas pinturas adquirissem uma tendência mais abstracta com o envelhecimento, as suas competências técnicas enquanto pintor não revelaram qualquer deterioração como seria de esperar num quadro degenerativo. Para além disso, alguns elementos de agnosia visual, um elemento chave nos casos de Asperger, foram identificados na sua pintura. O diagnóstico de Asperger, esse também levanta algumas dúvidas, nomeadamente devido a uma série de referências biográficas à personalidade afável e charmosa de Wain que muito mal assentam numa personalidade supostamente autista. A causa de morte, “complicações subsequentes a um acidente vascular cerebral”, poderá facultar algumas hipóteses ainda pouco consideradas. Um acidente vascular cerebral pode ser responsável pela agnosia visual se ocorrer numa zona do cérebro responsável pela percepção visual e pela integração de elementos, num circuito dorsal entre o occipital e o parietal. O estudo da relação entre doença mental e criação artística remonta aos primórdios da psiquiatria, e sem dúvida que uma investigação aprofundada da obra e vida de Louis Wain poderá ser um importante contributo para esta área. Contudo, tal extravasa em larga medida as possibilidades deste breve texto, pelo que concluo este pequeno aparte citando um psiquiatra que afirmava que a única diferença entre as criações de artistas doentes mentais e outros saudáveis era uma “inquietante sensação de estranheza”.&lt;br /&gt;Em 2000, após vários anos a coleccionar os trabalhos de Louis Wain, David Tibet escreve um artigo sobre o pintor para a fanzine de Nick Cave, “The Witness” onde se podia ler: “Arched cats, wide-eyed, electric. Whilst Wain would scribble the titles of his early pieces on the back of his paintings as a guide to the printers, by the late 1920s, he would be reciting the litany of his ecstasies and pains: ‘Bounce the Ball still, softly round it on all sides. The goal is in each Kits eye. The ball fixes each eye open: It roles to each paws love; Bounced home, where it hides.’ The doors of Catland had opened wide, and he hurried inside, to his true home.” &lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338590135454215074" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 285px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NhXVxiB5i8E/ShZ7cXEnK6I/AAAAAAAAAWc/Ftg0tgwM5wg/s320/R-958055-1177591959.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Capa de "Birdsong In The Empire" de 2007&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não havia sido apenas Louis Wain que havia entrado neste reino alternativo, mas David Tibet também lhe fazia companhia, incluindo pinturas de felinos do artista inglês nas capas da reedição de 1994 de “Thunder Perfect Mind”, na compilação “Seven Seals” de 1996, no disco gravado ao vivo “Birdsong In The Empire” de 2007, e no single “When The May Rain Comes” de 1996. As referências a gatos nas letras, essas são incontáveis. O tema “The Seven Seals Are Revealed at the End of Time as Seven Bows: The Bloodbow, The Pissbow, The Painbow, The Faminebow, The Deathbow, The Angerbow and the HoHoHoHoBow” do disco “Lucifer Over London” de 1994 é dedicado à memória dos seus gatos: “Once I looked at the stares and they were all blood. This song is dedicated to the Soul of my beloved and most dear Cats MAO and RAO who are dead by the Grace of the LordNothing and sleep, I pray, in Louis Wain’s Paradise—Bounce the ball still Maoma and Raora… I slept I dreamed I dreamt a dream and They still lived”. E no disco “All The Pretty Little Horses”, uma das obras em que a enfatuação pelos gatos de Wain assume maior preponderância, David Tibet exclama: “Sell all You have: give it to the kittens/And pour the milk on Louis’ grave/And Catland, Sometimes Called Pussydom/Opens for You instantly – it’s the Inmost Light!” Uma iluminação despertada pela obra do homem que H.G. Wells descreveu magistralmente: “He has made the cat his own. He invented a cat style, a cat society, a whole cat world. English cats that do not look and live like Louis Wain cats are ashamed of themselves.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o programa dedicado a Louis Wain foi possível escutar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Current 93 – “A Voice From Catland” (Of Ruine Or Some Blazing Starre, 1994)&lt;br /&gt;Current 93 – “When The May Rain Comes” (When The May Rain Comes, 1996)&lt;br /&gt;Current 93 – “Thund
